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Depois que um terremoto de magnitude 7,4 sacudiu a Colômbia, o céu ficou vermelho uma semana mais tarde, imagens viralizaram e moradores passaram a temer novos tremores

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Escrito por Felipe Alves da Silva Publicado em 20/08/2026 às 00:27 Atualizado em 20/08/2026 às 00:28
Assista o vídeoCéu em tons intensos de vermelho e laranja chamou atenção na Colômbia dias após um forte terremoto e provocou especulações nas redes sociais. Foto: Divulgação/Redes Sociais
Céu em tons intensos de vermelho e laranja chamou atenção na Colômbia dias após um forte terremoto e provocou especulações nas redes sociais. Foto: Divulgação/Redes Sociais
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Imagens de um pôr do sol em tons intensos de vermelho e laranja começaram a circular após o terremoto registrado no oeste colombiano; apesar das especulações nas redes sociais, não há evidência científica de que a mudança de cor do céu seja sinal de um novo abalo sísmico

Uma semana depois de um terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia, uma cena completamente diferente chamou a atenção dos moradores: o céu apareceu tomado por tons intensos de vermelho e laranja durante o pôr do sol.

As imagens rapidamente chegaram às redes sociais e, pela proximidade temporal com o tremor, usuários começaram a relacionar os dois fenômenos. A possibilidade levantada era inquietante: o céu incomum poderia representar algum tipo de aviso de uma nova atividade sísmica?

Não há, porém, evidência científica apresentada que sustente essa associação.

Segundo o Bizim.Media, o terremoto ocorreu em 10 de agosto, no oeste da Colômbia, na região de Chocó, nas proximidades de San José del Palmar. Os tremores foram percebidos em diferentes cidades, incluindo Cali, Pereira e Manizales.

Dias depois, vídeos mostrando o céu intensamente avermelhado deram origem a uma segunda história — desta vez muito mais ligada à atmosfera do que ao movimento das placas tectônicas.

Céu vermelho depois do terremoto alimentou especulações nas redes sociais

A proximidade entre os acontecimentos ajuda a explicar por que as imagens despertaram tanta curiosidade. Primeiro veio um terremoto forte. Poucos dias depois, moradores observaram um pôr do sol cuja coloração parecia muito mais intensa que o habitual.

Nas redes sociais, bastou essa sequência para que surgissem interpretações relacionando o céu vermelho a uma possível continuação da atividade sísmica.

É justamente nesse ponto que coincidência temporal e relação de causa e efeito precisam ser separadas.

O material divulgado pelo Bizim.Media ressalta que não existe evidência científica apresentada que permita tratar a coloração vermelha do céu como sinal de um novo terremoto.

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A explicação mais provável está em um fenômeno atmosférico conhecido e particularmente perceptível próximo ao nascer e ao pôr do sol.

Por que o céu pode ficar tão vermelho e laranja?

Quando o Sol se aproxima do horizonte, sua luz precisa percorrer uma distância maior através da atmosfera antes de chegar aos olhos de quem está na superfície.

Nesse percurso, os comprimentos de onda associados aos tons azulados são espalhados com maior intensidade. Vermelhos e laranjas acabam predominando na luz que permanece visível diretamente, deixando o horizonte com as cores características do pôr do sol.

Determinadas condições atmosféricas podem tornar o espetáculo ainda mais intenso.

Poeira, fumaça e outras partículas suspensas no ar interferem na dispersão da luz e podem acentuar os tons quentes. Em determinadas circunstâncias, o resultado é justamente aquele registrado nas imagens que circularam depois do terremoto colombiano: um céu muito mais vermelho do que o observador está acostumado a encontrar.

Isso significa que uma imagem impressionante registrada dias depois de um terremoto não estabelece, por si só, uma ligação física entre os dois acontecimentos.

Vulcão Galeras também apareceu nas discussões

Outro elemento entrou na conversa nas redes sociais: o vulcão Galeras, localizado na região de Nariño, na Colômbia.

O vulcão é monitorado regularmente pelo Serviço Geológico Colombiano, mas sua menção nas publicações não transforma automaticamente o céu avermelhado em evidência de atividade vulcânica ou sísmica relacionada ao terremoto.

Essa distinção é importante porque fenômenos naturais ocorridos em um intervalo curto de tempo podem parecer conectados para quem acompanha os acontecimentos apenas pelas imagens.

No caso relatado, a explicação apresentada para as cores do céu está relacionada ao comportamento da luz solar na atmosfera e à presença potencial de partículas capazes de intensificar o vermelho e o laranja.

Imagens impressionam, mas céu vermelho não funciona como previsão de terremoto

A sequência chama atenção justamente pela coincidência: um terremoto de magnitude 7,4 é registrado e, aproximadamente uma semana depois, imagens de um céu intensamente vermelho começam a circular.

Mas a aparência do céu, isoladamente, não pode ser considerada indicação de que outro terremoto está prestes a acontecer.

O episódio mostra também como eventos naturais diferentes podem ser rapidamente conectados nas redes sociais antes que exista uma explicação científica para essa relação.

No caso colombiano, enquanto o terremoto pertence ao campo da atividade geológica, a explicação apresentada para o céu vermelho passa principalmente pela óptica atmosférica: posição do Sol, dispersão da luz e partículas presentes na atmosfera.

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Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

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