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Ela passou 73 anos respirando dentro de um pulmão de aço, sobreviveu às sequelas da poliomielite e se tornou a última mulher dos Estados Unidos dependente do equipamento antes de morrer aos 78 anos

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 09/07/2026 às 23:57 Atualizado em 09/07/2026 às 23:59
Mulher idosa deitada em um pulmão de aço, equipamento utilizado por pacientes com poliomielite, em ambiente residencial durante os últimos anos de sua vida.
Martha Ann Lillard passou 73 anos utilizando um pulmão de aço após contrair poliomielite na infância. O equipamento permitiu sua sobrevivência por mais de sete décadas.
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Martha Ann Lillard contraiu poliomielite aos cinco anos, perdeu os movimentos do corpo e viveu por mais de sete décadas com o auxílio de um pulmão de aço

Martha Ann Lillard, considerada a última mulher dos Estados Unidos dependente de um pulmão de aço, morreu aos 78 anos.

A moradora de Oklahoma faleceu em 26 de junho de 2026, embora a notícia tenha ganhado repercussão apenas nos primeiros dias de julho.

Segundo seu obituário, a morte ocorreu devido a complicações relacionadas à Covid-19.

Martha contraiu poliomielite em 1953, quando tinha apenas cinco anos.

Desde aquele momento, ela enfrentou por mais de sete décadas as sequelas provocadas pela doença.

Poliomielite mudou a vida de Martha aos cinco anos

Martha percebeu os primeiros sintomas pouco depois de completar cinco anos.

Conforme relatou ao Oklahoma News, ela acordou em uma manhã ensolarada sentindo uma forte dor no pescoço.

A menina também não conseguia levantar a cabeça do travesseiro.

Quatro dias depois, seu quadro de saúde piorou rapidamente.

Martha perdeu a consciência, ficou completamente paralisada e deixou de movimentar os braços e as pernas.

A doença também comprometeu sua capacidade de respirar sozinha.

Naquele momento, o pulmão de aço salvou sua vida.

Diagnóstico ocorreu antes da popularização da vacina

O diagnóstico de Martha aconteceu em 1953.

A vacina contra a poliomielite se tornaria amplamente disponível nos Estados Unidos apenas dois anos depois.

Naquele mesmo ano, o país registrou aproximadamente 35 mil casos da doença.

Cerca da metade dos pacientes afetados ficou paralisada.

Os surtos de poliomielite atingiam milhares de famílias antes das campanhas de vacinação infantil.

Milhares de pessoas morreram, enquanto muitos sobreviventes ficaram paralisados ou dependentes de equipamentos respiratórios.

Pulmão de aço permitiu que Martha continuasse respirando

Profissionais de saúde evitavam colocar crianças dentro do pulmão de aço, pois muitos pacientes infantis resistiam ao equipamento.

Martha, porém, afirmou que não sentiu medo.

A menina relatou que gostava da máquina porque finalmente conseguia respirar.

Posteriormente, Martha permaneceu seis meses internada.

Durante esse período, ela aprendeu gradualmente a respirar sem o auxílio constante do respirador.

No início, passava 23 horas por dia dentro do pulmão de aço.

Apenas uma hora diária era reservada para a reabilitação dos membros afetados pela paralisia.

Martha dizia que retornar ao equipamento proporcionava uma sensação de alívio, mesmo nos dias mais cansativos.

Vida independente mudou após a Covid-19

Martha conseguiu manter uma vida independente durante muitos anos, apesar das limitações físicas.

A norte-americana utilizava um ventilador portátil quando permanecia fora do pulmão de aço.

Segundo sua irmã, Cindy McVey, Martha preparava as próprias refeições e cuidava sozinha das tarefas diárias.

A rotina mudou após a chegada da Covid-19.

Martha contraiu a doença duas vezes.

Posteriormente, também enfrentou herpes-zóster e sintomas prolongados da Covid-19.

Durante os últimos oito meses de vida, permaneceu 24 horas por dia dentro do pulmão de aço.

Equipamento antigo apresentava sinais de desgaste

O pulmão de aço utilizado por Martha também começou a se deteriorar.

Segundo Cindy McVey, algumas peças haviam sido fabricadas na década de 1940.

A reposição dos componentes se tornou cada vez mais difícil.

A família possuía um motor reserva, mas não encontrava profissionais capazes de realizar a instalação.

Um tornado interrompeu o fornecimento de energia da residência no ano anterior à morte.

O gerador também parou de funcionar pouco depois.

Diante da emergência, o marido de Martha realizou respiração boca a boca até a chegada do socorro.

Falta de profissionais dificultava os cuidados médicos

Martha também enfrentava obstáculos para receber atendimento especializado.

Poucos profissionais ainda conheciam o funcionamento daquele respirador de baixa tecnologia.

A manutenção do equipamento e o acesso aos serviços de saúde, portanto, ficaram cada vez mais difíceis.

Segundo o obituário, Martha Ann Lillard morreu em 26 de junho de 2026, aos 78 anos.

Após 73 anos utilizando o pulmão de aço, ela foi retirada definitivamente do equipamento.

Pela primeira vez desde a infância, Martha descansou fora da máquina que tornou possível sua sobrevivência por mais de sete décadas.

Você já conhecia a história de pessoas que passaram grande parte da vida dependendo de um pulmão de aço? Deixe sua opinião nos comentários!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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