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Youtuber revela: este edifício de US$ 700 milhões é o mais futurista de Dubai – e surpreendentemente, não é o Burj Khalifa

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 11/11/2025 às 19:27 Atualizado em 11/11/2025 às 19:30
Assista o vídeoO The Opus, com valor estimado em US$ 700 milhões, é a nova joia arquitetônica de Dubai. Uma fusão entre arte, tecnologia e design
O The Opus, com valor estimado em US$ 700 milhões, é a nova joia arquitetônica de Dubai. Uma fusão entre arte, tecnologia e design
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Criado pela lendária arquiteta Zaha Hadid, o The Opus mistura vidro, curvas e luzes em uma obra que simboliza o poder criativo e a inovação de Dubai no século XXI

No cenário futurista de Dubai, The Opus se destaca como uma criação visionária da arquiteta Zaha Hadid. Concebido em 2007, o projeto foi anunciado pela incorporadora Omniyat com grande expectativa: seria o primeiro edifício assinado por Hadid na cidade, marcando a estreia de sua arquitetura arrojada nos Emirados.

As obras tiveram início em 2008, e inicialmente previa-se que o edifício ficasse pronto já no final de 2009.

Custos e atrasos

Apesar do entusiasmo inicial, The Opus enfrentou contratempos consideráveis. A crise financeira global de 2008 atingiu em cheio o mercado imobiliário de Dubai, forçando a Omniyat a suspender a construção entre 2009 e 2011.

Durante essa pausa, os responsáveis aproveitaram para repensar e reestruturar o empreendimento. Ou seja, a essência visual do projeto foi mantida, mas seu uso interno e configuração foram profundamente revisados.

Uma das mudanças cruciais foi a destinação do edifício. O Opus originalmente seria um prédio corporativo de escritórios (com lojas no térreo), mas acabou convertido em um complexo de uso misto centrado em um hotel de alto padrão.

“Convertimos um edifício de escritórios (shell and core) com algum varejo na base em um hotel de lifestyle, o primeiro desse tipo em Dubai, algo muito único, do qual nos orgulhamos”, explicou Amjad sobre a reimaginação do projeto.

Essa decisão alinhou-se com a vocação de Dubai para empreendimentos voltados ao turismo e lazer, dando ao Opus um perfil mais multifuncional do que o plano original.

O impacto financeiro dessa reformulação também foi significativo. Estimado em Dh 2,5 bilhões (dirhams) – aproximadamente US$ 700 milhões – o investimento no Opus refletiu a grandiosidade e a complexidade técnica da obra.

Além do aumento de custos, os prazos foram estendidos em mais de uma década. A previsão de inauguração passou de 2009 para sucessivos adiamentos, até que finalmente o edifício foi concluído postumamente em 2020.

Após tantos desafios, a entrega do Opus representou não apenas a superação dos atrasos, mas também a realização de uma visão arquitetônica única.

Características arquitetônicas marcantes

Visualmente, The Opus imediatamente chama atenção por sua forma singular: um cubo de vidro “esculpido” com um vazio central orgânico.

Na prática, a estrutura consiste em duas torres verticais conectadas que se fundem em um único volume cúbico, dentro do qual foi “esculpido” um vazio de oito pavimento.

Essa cavidade interna de contornos fluidos contrasta com a geometria ortogonal precisa do exterior do cubo.

O diálogo entre linhas retas e curvas, sólido e vazio, é o conceito central do projeto. “O design transmite a qualidade inventiva notável do trabalho de Hadid, expressando uma sensibilidade escultural que reinventa o equilíbrio entre cheio e vazio, opaco e transparente, interior e exterior”, descreveu Mahdi Amjad, CEO da Omniyat, ao lançar o empreendimento.

De fato, poucos edifícios materializam tão bem esse jogo de opostos complementares como o Opus.

A engenharia do edifício é tão impressionante quanto sua estética. Para conectar as duas metades do cubo, Hadid projetou uma notável passarela aérea entre as torres.

Na base, elas se unem por um átrio envidraçado de quatro andares; nos níveis superiores, uma ponte assimétrica de três pavimentos se estende por 38 metros, ligando os volumes a 71 metros de altura.

Essa estrutura suspensa, pesando cerca de 1.000 toneladas, foi um desafio de engenharia e hoje paira sobre o vazio central como uma peça escultórica habitável.

A presença da ponte e do átrio garante a circulação interna e, ao mesmo tempo, emoldura o vão orgânico que caracteriza o Opus.

Outro aspecto marcante é a fachada totalmente em vidro. O exterior do cubo utiliza vidro espelhado que reflete o céu e a cidade durante o dia, enquanto o interior do vazio é revestido por vidro azul-escuro translúcido.

Foram instalados cerca de 4.500 painéis de vidro sob medida para cobrir o vazio ondulado. Devido à curvatura dupla de muitas dessas peças, cada painel é único em forma e tamanho, fabricado individualmente – os maiores pesam aproximadamente 800 kg.

Esse nível de personalização exigiu técnicas avançadas de produção e montagem. Para controlar o clima interno, o vidro recebeu um padrão pixelizado de material refletivo, reduzindo a entrada de calor solar sem comprometer a estética futurista.

A iluminação do Opus também merece destaque pela inovação. Em vez de projetores externos, optou-se por integrar milhares de LEDs na própria fachada interna do vazio. Cerca de 5.000 pontos de LED RGBW foram embutidos discretamente entre os painéis de vidro, formando uma matriz controlada digitalmente.

Assim, ao anoitecer, o vazio central ganha vida com um brilho dinâmico – pode assumir diferentes cores e cenários luminosos – enquanto a estrutura externa permanece escura e reflexiva.

Como resultado, de dia o cubo espelhado parece maciço, e à noite “dematerializa-se” quando a luz inunda o vazio, delineando a silhueta sinuosa do Opus no skyline de Dubai. Essa solução de iluminação integrada foi desenvolvida sob medida para não interferir na limpidez do design (os equipamentos ficam ocultos, facilitando também a manutenção).

A fusão de arquitetura e tecnologia torna a experiência visual do Opus mutante conforme a hora do dia: um bloco sólido sob o sol e uma lanterna escultural após o crepúsculo.

Funções e espaços do edifício

Por trás de sua fachada futurista, The Opus abriga um programa igualmente impressionante de usos. Com 20 pavimentos e aproximadamente 84.300 m² de área construída, o edifício foi concebido como um complexo de uso misto.

O elemento central é um hotel de luxo, complementado por residências exclusivas, escritórios corporativos e uma variedade de espaços gastronômicos e de entretenimento.

O hotel é o ME Dubai, da rede espanhola Meliá, posicionado como um cinco-estrelas boutique. São 93 quartos de design singular e cerca de 96 apartamentos residenciais de alto padrão integrados ao complexo.

Além da hospedagem, o Opus destina andares a escritórios corporativos de padrão classe A, totalizando cerca de 5.200 m² de espaços comerciais.

Empresas instaladas no Opus trabalham em um endereço que é por si só um cartão-postal arquitetônico. O mix se completa com uma generosa área dedicada à culinária e lazer: são 12 restaurantes, cafés e bares distribuídos pelo prédio, incluindo um bar panorâmico no terraço com vista para a cidade.

No subsolo, há ainda uma boate exclusiva (nightclub) para eventos noturnos. Estima-se que cerca de 90.000 pés quadrados (8.400 m²) do Opus sejam voltados a restaurantes, lounges e espaços de entretenimento – entre eles filiais de estabelecimentos internacionais badalados.

Curiosidades e legado póstumo de Zaha Hadid

The Opus carrega um significado especial no portfólio de Zaha Hadid por ter se tornado parte de seu legado póstumo.

A célebre arquiteta anglo-iraquiana, apelidada de “rainha das curvas”, faleceu subitamente em março de 2016, aos 65 anos, quando o Opus encontrava-se em fase de acabamento.

A conclusão e inauguração do edifício, ocorridas somente em 2020, foram realizadas pela equipe do seu escritório seguindo fielmente sua visão original.

Assim, Dubai ganhou não apenas um prédio icônico, mas também um memorial vivo do gênio criativo de Hadid, que não chegou a ver a obra pronta.

O youtuber Enes Yilmazer mostrou como é o prédio por dentro.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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