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Eclipse parcial deixa Lua quase totalmente vermelha sobre o Brasil em agosto

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 05/05/2026 às 09:07
Atualizado em 05/05/2026 às 09:16
Eclipse lunar de agosto cobrirá 93% da Lua sobre o Brasil. Fenômeno visível a olho nu será o último grande eclipse no país até 2029. Saiba como observar.
Eclipse lunar de agosto cobrirá 93% da Lua sobre o Brasil. Fenômeno visível a olho nu será o último grande eclipse no país até 2029. Saiba como observar.
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O eclipse lunar parcial de agosto de 2026 cobrirá 93% da Lua com a umbra terrestre segundo o Observatório Nacional (MCTI), deixando o satélite avermelhado em fenômeno visível a olho nu de qualquer região do Brasil, sendo o último grande eclipse lunar observável no país até junho de 2029.

O maior espetáculo astronômico do calendário brasileiro de 2026 acontece na madrugada de 28 de agosto e não cobra ingresso, não exige equipamento e pode ser assistido de qualquer ponto do país. O eclipse lunar parcial daquela noite vai cobrir 93% do disco da Lua com a umbra (sombra escura) da Terra segundo o Observatório Nacional, instituição vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), magnitude tão próxima de um eclipse total que a astrônoma Dra. Josina Nascimento, do próprio Observatório, classificou o fenômeno como “quase total”. “Esse eclipse será somente parcial, mas será quase total, pois 93% da Lua vai entrar na sombra escura da Terra”, explicou a astrônoma em entrevista publicada pelo Observatório Nacional em 26 de fevereiro de 2026.

Para quem nunca assistiu a um eclipse lunar, a experiência visual é diferente do que muitos imaginam. A Lua não desaparece: ela muda de cor. A parte do disco que entra na umbra terrestre assume tonalidade avermelhada ou acobreada, efeito produzido pela dispersão de Rayleigh, fenômeno em que a atmosfera da Terra filtra os comprimentos de onda mais curtos (azul e violeta) da luz solar e permite que apenas os mais longos (vermelho e laranja) alcancem a superfície lunar. Na prática, é como se a Lua fosse iluminada simultaneamente por todos os pores do sol e nasceres do sol do planeta inteiro, e o resultado é a famosa “Lua de Sangue” que civilizações antigas interpretavam como presságio e que a ciência moderna explica com física óptica.

Por que este eclipse é especial para quem mora no Brasil

Eclipse lunar de agosto cobrirá 93% da Lua sobre o Brasil. Fenômeno visível a olho nu será o último grande eclipse no país até 2029. Saiba como observar.

O eclipse de 28 de agosto não é apenas mais um fenômeno astronômico: é o último de grande magnitude visível em todo o território brasileiro até quase o fim da década. O próximo eclipse lunar total observável do Brasil acontecerá somente em junho de 2029, e os eclipses lunares previstos para 2027 são todos do tipo penumbral, categoria em que a Lua passa apenas pela sombra mais clara da Terra e o escurecimento é quase imperceptível a olho nu. Em 2028 ocorrerão dois eclipses parciais, mas com magnitudes muito inferiores: menos de 3% e menos de 33%, diferença brutal em relação aos 93% de agosto de 2026.

A acessibilidade deste eclipse é outro fator que o torna especial. Diferentemente do eclipse solar, que exige óculos de proteção específicos para não danificar a retina e só é visível em faixa geográfica estreita, o eclipse lunar pode ser observado a olho nu por qualquer pessoa em qualquer local do país onde o céu esteja limpo, sem risco ocular e sem necessidade de telescópio. Binóculos e câmeras enriquecem a experiência mas são opcionais, e a progressão gradual do eclipse ao longo de horas permite ao observador acompanhar cada etapa sem pressa.

O que acontece com a Lua durante o eclipse de 28 de agosto

Eclipse lunar de agosto cobrirá 93% da Lua sobre o Brasil. Fenômeno visível a olho nu será o último grande eclipse no país até 2029. Saiba como observar.

O eclipse lunar ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. O alinhamento só é possível quando a Lua está na fase cheia e perfeitamente posicionada no plano orbital, razão pela qual eclipses lunares não acontecem em todas as luas cheias. No eclipse de 28 de agosto, 93% do disco lunar mergulhará na umbra terrestre, a região mais escura da sombra, enquanto a faixa restante permanecerá na penumbra com brilho reduzido mas ainda visível.

O processo do eclipse se divide em etapas que o observador pode acompanhar progressivamente. Primeiro a Lua entra na penumbra, escurecendo de forma sutil. Depois começa a imersão na umbra, quando a mudança de cor se torna evidente e a tonalidade avermelhada aparece na borda do disco. No pico do eclipse, apenas uma faixa fina de Lua permanecerá iluminada enquanto os 93% restantes estarão cobertos pela sombra da Terra, e a intensidade da cor vermelha dependerá das condições atmosféricas do planeta naquele momento: mais aerossóis e poeira vulcânica na atmosfera produzem Lua mais escura ou marrom, enquanto atmosfera limpa resulta em tom laranja ou cobre vivo.

Por que a parte coberta da Lua fica vermelha durante o eclipse

A explicação para a cor avermelhada é um dos aspectos mais elegantes da física que o eclipse demonstra. A Terra bloqueia a luz solar direta, mas parte da luz ainda alcança a superfície lunar após atravessar a atmosfera terrestre, processo em que ocorre a dispersão de Rayleigh: a atmosfera espalha os comprimentos de onda curtos (azul e violeta) e permite a passagem dos comprimentos longos (vermelho e laranja), exatamente o mesmo fenômeno que produz a coloração dos pores do sol que vemos todos os dias. A diferença é que durante o eclipse a Lua recebe essa luz filtrada por toda a extensão da atmosfera terrestre, como se o anel inteiro do horizonte do planeta funcionasse como filtro vermelho.

A cor exata que a Lua assumirá durante o eclipse de agosto não pode ser prevista com meses de antecedência. A intensidade depende de variáveis atmosféricas no momento do fenômeno: erupções vulcânicas recentes, incêndios florestais de grande escala, poluição e quantidade de vapor de água na atmosfera alteram a filtragem e podem produzir tonalidades que vão do laranja brilhante ao marrom escuro quase invisível. Cada eclipse é único nesse aspecto, e a surpresa sobre qual tom de vermelho a Lua vai assumir é parte do encanto que motiva milhões de pessoas no mundo a olhar para cima na noite do fenômeno.

Como observar o eclipse de 28 de agosto do Brasil

A preparação para assistir ao eclipse é simples e não exige investimento. O observador precisa escolher local com céu aberto e pouca obstrução de prédios ou árvores, evitar áreas com poluição luminosa intensa como centros urbanos muito densos, e verificar a previsão do tempo para sua região nos dias anteriores ao eclipse, já que céu nublado é o único obstáculo entre o espectador e o fenômeno. Não é necessário nenhum tipo de proteção ocular porque a luz que chega da Lua é refletida e não representa risco à visão, ao contrário da luz solar direta que torna o eclipse solar perigoso sem equipamento adequado.

Para quem deseja registrar o eclipse em fotografia, tripé e modo manual são recomendados. A Lua eclipsada emite muito menos luz do que a Lua cheia normal, o que exige exposições mais longas que estabilização de mão não sustenta sem tremor. Se o céu estiver nublado em sua região, transmissões ao vivo conduzidas pela NASA, pelo Observatório Nacional e por canais de astronomia estarão disponíveis durante toda a duração do eclipse, alternativa que garante o acompanhamento mesmo quando a meteorologia não colabora.

E você, pretende observar o eclipse de agosto? Já viu uma Lua de Sangue alguma vez? Deixe sua opinião nos comentários.

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Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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