Pedro Lourenço, fundador do Supermercados BH que faturou R$ 25,72 bilhões em 2025 e ocupa a 4ª posição no Ranking ABRAS, adquiriu a SAF do Cruzeiro de Ronaldo e fez investimento de R$ 169 milhões em Gerson além de contratar Artur Jorge como técnico para transformar o clube brasileiro em rival de Flamengo e Palmeiras.
O dono de uma das maiores redes de supermercados do Brasil comprou um clube brasileiro e está gastando centenas de milhões para transformá-lo em potência capaz de rivalizar com Flamengo e Palmeiras. Pedro Lourenço, fundador do Supermercados BH, fechou negócio com Ronaldo para adquirir a SAF do Cruzeiro e, em pouco tempo, injetou recursos que refletem o nível de riqueza de um empresário cuja rede faturou R$ 25,72 bilhões em 2025, valor que é aproximadamente 41 vezes maior do que a receita operacional do próprio clube brasileiro, que encerrou o ano com R$ 599,17 milhões. A desproporção entre o faturamento do Supermercados BH e a receita do Cruzeiro é justamente o que permite a Lourenço investir num patamar que poucos dirigentes do futebol brasileiro conseguem acompanhar.
A contratação mais emblemática ilustra a escala do investimento no clube brasileiro. Gerson, meio-campista que atuava no Flamengo, foi trazido ao Cruzeiro por 27 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 169 milhões na cotação da época, transferência que demonstrou ao mercado que o projeto comandado por Lourenço não era promessa vazia. “O Gerson é um cara que joga em várias posições. Fechamos o grupo, um grupo forte que nós temos e vamos continuar com esse grupo”, declarou o proprietário do clube brasileiro, sinalizando que o investimento em reforços não se limitaria a uma única contratação de impacto.
Por que Pedro Lourenço tem condições de competir com Flamengo e Palmeiras

A base financeira que sustenta o projeto do Cruzeiro como clube brasileiro competitivo é o Supermercados BH. A rede fundada por Lourenço ocupa a quarta posição no Ranking ABRAS 2026 com faturamento de R$ 25,72 bilhões, patamar que coloca o empresário entre os maiores varejistas do país e que fornece capacidade de investimento que no futebol se traduz em poder de contratação que rivais como Flamengo e Palmeiras levaram décadas de gestão profissional para construir. O Cruzeiro, sob a administração de Lourenço como SAF, atalha esse processo ao vincular a capacidade financeira do clube brasileiro diretamente à solidez de um conglomerado que cresce acima da média do setor supermercadista.
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A comparação numérica é reveladora. O faturamento do Supermercados BH é cerca de 41 vezes superior à receita operacional do Cruzeiro, proporção que significa que Lourenço pode absorver investimentos no clube brasileiro como fração mínima do faturamento da rede sem comprometer a operação que sustenta todo o projeto. Flamengo e Palmeiras se financiam predominantemente com receitas próprias como bilheteria, direitos de transmissão e patrocínios, modelo que impõe teto natural ao investimento. O Cruzeiro de Lourenço opera com lógica diferente: o teto é definido pela disposição do dono em transferir recursos de um império varejista para um projeto esportivo.
O técnico que Pedro Lourenço escolheu para fazer o clube brasileiro brigar no topo

A contratação de Artur Jorge como treinador do Cruzeiro é peça central do plano de Lourenço para o clube brasileiro. O técnico português, que conquistou a Libertadores de 2025 pelo Botafogo, chegou ao Cruzeiro após o pagamento de multa rescisória de R$ 15 milhões e rapidamente recebeu renovação contratual até 2030, compromisso de longo prazo que demonstra a intenção de construir projeto sustentável em vez de apostar em resultados imediatos. “Pedrinho”, como Lourenço é chamado no meio esportivo, explicou que a decisão de garantir o treinador por cinco anos se baseia na dificuldade de encontrar profissionais desse nível disponíveis no mercado.
“É difícil você ter um profissional do gabarito do Artur. Para nós, é um privilégio enorme tê-lo aqui. E, vamos falar claro, segurar ele um tempinho a mais, porque hoje está todo mundo atrás dos grandes profissionais”, destacou Lourenço em entrevista à Cruzeiro TV. O vínculo até 2030 blinda o clube brasileiro contra assédio de concorrentes que poderiam tentar tirar o treinador campeão da Libertadores após uma ou duas temporadas de bons resultados, prática comum no futebol brasileiro que interrompe projetos antes que atinjam maturidade. Artur Jorge terá tempo e recursos para montar elenco à sua imagem, condição que raramente treinadores de alto nível recebem no Brasil.
O elenco que o clube brasileiro montou para enfrentar os maiores do país
Além de Gerson e Artur Jorge, o Cruzeiro reuniu nomes de peso que formam grupo competitivo para disputar Libertadores e Brasileirão. Kaio Jorge é outro reforço que Lourenço trouxe ao clube brasileiro, e o conjunto de contratações configura elenco que em profundidade e qualidade se aproxima do que Flamengo e Palmeiras apresentam, distância que até a chegada de Lourenço parecia intransponível para um clube brasileiro que havia enfrentado rebaixamento e crise financeira nos anos anteriores. A reconstrução do Cruzeiro é, em si, história de recuperação que o investimento de Lourenço acelerou em velocidade inédita.
O presente do Cruzeiro na Libertadores 2026 é prova de que o projeto produz resultados. O clube brasileiro conquistou vaga no torneio continental e agora compete contra as melhores equipes da América do Sul, cenário que dois anos atrás parecia improvável para um time que precisou lutar para sair da Série B. Para Lourenço, a Libertadores é vitrine que justifica cada real investido: o retorno em visibilidade, patrocínio e valorização da marca do clube brasileiro supera em muito o que o Cruzeiro geraria competindo apenas domesticamente.
O que o modelo do Cruzeiro revela sobre o futuro dos clubes brasileiros
A compra do Cruzeiro por Lourenço representa tendência que está redefinindo o futebol nacional: empresários bilionários adquirindo SAFs e injetando recursos que mudam a correlação de forças entre os clubes brasileiros. Botafogo com John Textor, Bahia com o Grupo City e agora Cruzeiro com Pedro Lourenço demonstram que o modelo de clube-empresa com dono investidor pode produzir resultados esportivos em prazo mais curto do que a gestão associativa tradicional permite. A questão é se esse modelo é sustentável a longo prazo ou se depende exclusivamente da disposição do proprietário em continuar injetando dinheiro.
Para Flamengo e Palmeiras, a ascensão do Cruzeiro como clube brasileiro financeiramente poderoso é alerta. O domínio que exerceram sobre os últimos títulos nacionais e continentais enfrenta agora concorrência de rival que não depende de receitas próprias para investir e que pode acelerar o ciclo de contratações sem esperar pelo crescimento orgânico da arrecadação. O futebol brasileiro está se tornando arena onde o tamanho do bolso do dono pesa tanto quanto a tradição e a torcida, e o Cruzeiro de Pedro Lourenço é o exemplo mais recente de que R$ 25 bilhões em faturamento de supermercados podem comprar competitividade que décadas de história sozinhas não garantem.
E você, acha que o modelo de dono bilionário é bom para o futebol brasileiro ou prefere clubes geridos por associações? O Cruzeiro consegue bater de frente com Flamengo e Palmeiras? Deixe sua opinião nos comentários.

Cruzeiro sempre foi e continuará sendo time pequeno que só passa vergonha.
Um real a mais no pacote de arroz e feijão ele compra o Flamengo e o Palmeiras