Pedido confidencial da OpenAI nos Estados Unidos coloca ChatGPT, Claude e SpaceX no centro de uma corrida bilionária pelo mercado acionário.
A OpenAI, criadora do ChatGPT, protocolou nesta segunda-feira, 8, um pedido confidencial para realizar seu IPO nos Estados Unidos, segundo informações da Reuters.
A empresa ainda não divulgou o tamanho nem os termos da oferta. Mesmo assim, a avaliação pode chegar a US$ 1 trilhão, caso os planos avancem até a estreia prevista para setembro.
O movimento coloca a dona do ChatGPT no centro de uma disputa bilionária. Anthropic e SpaceX também avançam com planos para entrar na bolsa de valores.
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Pedido confidencial abre nova fase para a OpenAI
O IPO representa a primeira oferta pública de ações de uma empresa. Nesse processo, investidores passam a negociar os papéis da companhia diretamente no mercado financeiro.
A OpenAI agora acompanha a Anthropic, criadora do assistente de inteligência artificial Claude. A rival apresentou seu próprio pedido confidencial de IPO na segunda-feira, 1º.
A SpaceX, fundada por Elon Musk, também entrou nessa corrida. A empresa definiu o preço de US$ 135 por ação para sua oferta e será listada a partir de sexta-feira, 12.
Analistas apontam essa sequência de ofertas como um teste importante. O mercado quer medir o apetite dos investidores por ações de tecnologia de alto crescimento.
Avaliação trilionária amplia expectativa no setor de tecnologia
A OpenAI não informou oficialmente os detalhes financeiros da oferta. A Reuters, porém, informou que a companhia mira uma avaliação de até US$ 1 trilhão.
Esse possível valor reforça o peso da inteligência artificial como destino central de investimentos nesta década. A estreia também consolidaria uma nova fase para empresas de IA generativa.
O pedido ocorre após a OpenAI renegociar sua parceria com a Microsoft, uma de suas primeiras investidoras. Desde 2019, os aportes somam US$ 13 bilhões.
Esse investimento ajudou a acelerar a OpenAI e também impulsionou o crescimento do Azure, serviço de computação em nuvem da Microsoft.
Amazon, Google, Nvidia e SoftBank aparecem no radar da OpenAI
A renegociação com a Microsoft abriu espaço para possíveis acordos com Amazon e Google. Essa mudança amplia a margem estratégica da OpenAI no mercado global.
Em fevereiro, a empresa informou ter captado US$ 110 bilhões, com avaliação de US$ 840 bilhões. A rodada teve apoio de SoftBank, Amazon e Nvidia.
Na mesma ocasião, a OpenAI afirmou que o ChatGPT tinha mais de 900 milhões de usuários ativos semanais. A empresa também registrava mais de 50 milhões de assinantes consumidores.
Em março, a companhia declarou receita mensal de US$ 2 bilhões. A OpenAI também afirmou crescer cerca de quatro vezes mais que Alphabet e Meta.
Concorrência cresce e pressiona a liderança do ChatGPT
A indústria de inteligência artificial se tornou mais competitiva em ritmo acelerado. Nesse cenário, a Anthropic ganhou força com o Claude entre desenvolvedores.
O assistente tem forte demanda em tarefas de programação. Algumas empresas também utilizam o modelo avançado Mythos para identificar vulnerabilidades em códigos.
Poucas semanas antes do pedido de IPO, a Anthropic captou US$ 65 bilhões. A rodada avaliou a companhia em US$ 965 bilhões.
SpaceX tenta transformar sua estreia em um marco histórico
A SpaceX busca captar US$ 75 bilhões com sua oferta pública de ações. A operação considera uma avaliação de mercado de US$ 1,75 trilhão.
Esse valor pode levar a companhia ao maior IPO da história. A corrida amplia a disputa entre gigantes ligadas à tecnologia, inovação e inteligência artificial.
Banqueiros também alertam para um efeito colateral. Ofertas desse porte podem absorver capital que seria direcionado a operações menores.
Disputa entre Sam Altman e Elon Musk perdeu força jurídica
A OpenAI nasceu em 2015 como uma organização sem fins lucrativos voltada à pesquisa. Em 2019, a empresa criou uma divisão com fins lucrativos.
A mudança buscava financiar custos elevados de desenvolvimento em inteligência artificial. Em 2023, a estrutura ficou sob escrutínio após o breve afastamento do CEO Sam Altman.
Altman retornou dias depois, após reação dos funcionários. Em dezembro de 2024, a OpenAI revelou planos para criar uma corporação de benefício público.
A proposta recebeu críticas de Elon Musk, um dos primeiros apoiadores da empresa. Musk processou a OpenAI e acusou executivos de desviar a missão original da organização.
Em maio, um júri dos Estados Unidos decidiu contra Musk. Assim, segundo analistas, o veredito removeu um obstáculo jurídico importante para o IPO.
A possível estreia da OpenAI na bolsa deixa uma pergunta central para investidores: a inteligência artificial ainda consegue sustentar avaliações trilionárias no mercado global?

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