Transportadora projeta encerrar 2026 perto de R$ 1 bilhão em faturamento, após ampliar receita e equipamentos desde 2022; o próximo ciclo combina renovação de frota, caminhões a gás, armazenagem e uma nova matriz na Rodovia Presidente Dutra.
A Monfredini Transportes prepara para 2027 um ciclo de investimentos de R$ 370 milhões que combina expansão da frota, nova infraestrutura e armazenagem. A principal obra será a futura matriz no km 138 da Rodovia Presidente Dutra, em São José dos Campos.
Os valores foram apresentados em conteúdo patrocinado publicado pelo InfoMoney, com dados fornecidos pela própria companhia. Do montante previsto, R$ 250 milhões devem financiar equipamentos, enquanto R$ 120 milhões de recursos próprios serão destinados à infraestrutura.
-
Nada de Porto de Santos: cidade fora do radar cresce e vira destaque ao movimentar 3,501 milhões de toneladas, elevar contêineres em 56% e faturar R$ 124,7 milhões nos oito primeiros meses de 2026.
-
Volta dos trens no Brasil: empresa coloca R$ 1,3 bilhão na mesa para transformar operação que movimentou 213 milhões de toneladas em 2025 e carrega cerca de 20% das exportações brasileiras.
-
Gollog passa de dois para nove cargueiros com Mercado Livre e chega a até 700 voos por mês
-
EF-118 tem edital prometido para outubro, mas o leilão da ferrovia que liga o Porto do Açu ao Espírito Santo ainda depende do TCU
A divisão desse segundo bloco prevê R$ 80 milhões para a nova matriz e R$ 40 milhões para um galpão logístico. Como se trata de um plano para 2027, os valores, a ampliação de frota e as capacidades anunciadas ainda dependem da execução dos projetos pela empresa.
Nova matriz reunirá pátio, oficina e armazenagem
A sede projetada para a Dutra terá 191 mil m², com pátio dimensionado para até 650 conjuntos e oficina com 40 boxes. O complexo também prevê estruturas de abastecimento de diesel e biometano, além do galpão destinado à armazenagem.
No site institucional da Monfredini Transportes, a companhia apresenta a nova sede no km 138 da rodovia e informa 191 mil m² de pátio e 40 mil m² de armazenagem. A página inclui o empreendimento entre os projetos futuros da empresa.
O galpão logístico terá 40 mil m² e capacidade para 30 mil posições-pallet, medida usada para dimensionar espaços destinados a cargas armazenadas sobre pallets. A instalação acrescentará uma frente de armazenagem à atividade de transporte rodoviário já desenvolvida pela companhia.

Na renovação da frota, o planejamento para 2027 inclui 50 cavalos mecânicos e 50 caminhões truck movidos a gás em parceria com a Scania. O projeto prevê ainda abastecimento com biometano dentro da nova unidade.
Esse ciclo sucede aproximadamente R$ 250 milhões destinados pela Monfredini à aquisição e renovação de frota em 2026. A empresa informa que os veículos têm idade média inferior a três anos e utilizam telemetria, rastreamento e ferramentas de gestão em tempo real.
Crescimento acompanha avanço do middle mile
A expansão física ocorre enquanto a transportadora projeta encerrar 2026 com faturamento próximo de R$ 1 bilhão. A estimativa considera o resultado acumulado até setembro e a projeção para os meses finais do ano, portanto ainda não representa receita anual efetivamente realizada.
Entre 2022 e 2026, a companhia afirma ter multiplicado por quase 17 vezes tanto o faturamento quanto o conjunto de equipamentos da operação. O material do InfoMoney também informa mais de 500 viagens diárias realizadas pela transportadora em todo o país.
Parte desse crescimento é associada pela empresa ao middle mile, etapa da cadeia logística que conecta pontos como centros de distribuição antes da entrega final ao consumidor. Nesse trecho, a capacidade precisa absorver variações rápidas no volume transportado, sobretudo em períodos promocionais.
Black Friday e datas comemorativas estão entre os momentos citados como peak season, quando a quantidade de cargas pode subir rapidamente. Nessas ocasiões, a operação precisa ampliar capacidade sem comprometer segurança, pontualidade e qualidade, conforme as condições descritas pela companhia.
O avanço do comércio eletrônico e de suas estruturas logísticas é o mercado ao qual a empresa relaciona essa demanda. No caso da Monfredini, o plano para 2027 acrescenta armazenagem à operação rodoviária já existente.
A companhia informa atuar nacionalmente e utilizar GPS e Internet das Coisas, ou IoT, para monitoramento. Também cita sistemas TMS e WMS, inteligência artificial e Big Data entre as ferramentas empregadas na gestão de transportes, armazenagem, rotas, estoques, demanda e desempenho operacional.
Para 2027, a Monfredini projeta reunir 1.500 profissionais, 1.800 equipamentos e cerca de 500 transportadores agregados. Esses números são metas informadas pela própria empresa e, assim como os investimentos previstos, dependem da implantação do plano anunciado para o próximo ano.
Os R$ 370 milhões planejados para 2027 não fazem parte da projeção usada pela companhia para tentar alcançar R$ 1 bilhão de faturamento ainda em 2026. A empresa afirma que essa meta considera a estrutura atual, antes da contribuição da nova matriz e dos serviços de armazenagem.
Quanto ao estágio do empreendimento, a página institucional mantém a nova sede na seção “Por vir”, acompanhada das etapas previstas até entrega e inauguração. Já o conteúdo publicado pelo InfoMoney descreve a matriz do km 138 da Dutra como em construção.

