A Miros anunciou contratos offshore de dois dígitos na América do Sul em 2026, concentrados no Brasil. Os sistemas medem ondas e correntes e ajudam equipes embarcadas a monitorar o mar e detectar óleo.
O Brasil concentrou a maior parte dos novos contratos offshore conquistados pela Miros na América do Sul entre o primeiro e o terceiro trimestre de 2026. A empresa norueguesa informou que os negócios chegaram a dois dígitos na região, com aplicações de monitoramento do mar e detecção de óleo também ligadas a operações na Guiana.
Os equipamentos atendem atividades de construção submarina, embarcações de apoio, perfuração e resposta ambiental. A carteira reúne clientes novos e empresas que ampliaram a tecnologia para outros navios e ativos.
Expansão brasileira inclui apoio de parceiro local
A Miros trabalha no país com a Belga Marine, parceira responsável por apoiar clientes e a entrega local de soluções, entre elas sistemas de detecção de óleo. Os contratos de 2026 dão sequência a negócios fechados no Brasil e na Guiana no fim de 2025.
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Segundo a fornecedora, a demanda combina medição das condições do oceano em tempo real e vigilância ambiental. As informações chegam às equipes que precisam decidir como conduzir uma operação embarcada e quando mobilizar uma resposta a possíveis vazamentos.

Radar de navegação também pode medir ondas e correntes
Um exemplo do portfólio é o Wavex, apresentado pela Miros como um sensor virtual que utiliza o radar de navegação de banda X. O sistema analisa o sinal refletido pela superfície da água para calcular características das ondas, correntes superficiais e a velocidade da embarcação em relação à água.
Conforme a documentação do produto, os dados podem ser combinados com informações de GPS, giroscópio e outros instrumentos do navio. Essa combinação mantém as medições de velocidade quando as condições para a leitura por radar ficam menos favoráveis.
O Wavex pode se conectar a um radar marítimo existente e opera sem peças submersas. A fabricante também informa que o acesso aos dados pode ocorrer localmente ou a distância, permitindo acompanhar tanto medições atuais quanto registros anteriores.

Detecção de óleo reúne alarmes, câmeras e dados em nuvem
Na vigilância ambiental, o sistema Oil Spill Detection, ou OSD, usa múltiplos indicadores para disparar alertas. Câmeras ópticas e infravermelhas auxiliam a equipe a verificar e caracterizar uma possível mancha, inclusive em situações de baixa visibilidade.
A solução permite sincronizar informações na nuvem, de modo que profissionais em diferentes locais acompanhem os mesmos dados durante uma ocorrência. Os arquivos de eventos são enviados automaticamente, e o sistema mantém o registro das ações dos operadores.

A Miros apresenta o alerta antecipado como uma forma de ganhar tempo para confirmar o vazamento e definir a resposta. A detecção pode ser automática, com mudança para modo manual durante o acompanhamento das operações de recolhimento.
Para quem trabalha embarcado, qual informação faz mais diferença na decisão de iniciar ou interromper uma operação: ondas, correntes ou visibilidade? Compartilhe sua experiência nos comentários.
