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Dilma tranca as portas em Brasília para destravar uma avalanche de investimentos do BRICS no setor de energia brasileiro, o país já bateu recordes com 19 gigawatts contratados e agora mira parceiros internacionais para garantir que o Brasil nunca mais fique no escuro

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 30/04/2026 às 17:03 Atualizado em 30/04/2026 às 17:34
Silveira e Dilma discutem investimentos do BRICS em energia no Brasil. O setor já contratou 19 GW e mira infraestrutura com o Banco do bloco.
Silveira e Dilma discutem investimentos do BRICS em energia no Brasil. O setor já contratou 19 GW e mira infraestrutura com o Banco do bloco.
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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, recebeu nesta segunda-feira (27) a presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento, Dilma Rousseff, para tratar da ampliação de investimentos do BRICS em infraestrutura energética no Brasil. O encontro destacou o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, considerado o maior certame de geração da história do país, com contratação de 19 GW e economia estimada em bilhões de reais. A reunião reforça o alinhamento entre o ministério e o Banco do BRICS na promoção de projetos estruturantes.

O BRICS acaba de se tornar peça central na estratégia de expansão energética do Brasil. O ministro Alexandre Silveira recebeu Dilma Rousseff, que preside o Novo Banco de Desenvolvimento do bloco, para um encontro em Brasília que tratou da ampliação de investimentos em infraestrutura energética e do fortalecimento de parcerias estratégicas. Dilma, que foi ministra de Minas e Energia antes de se tornar presidenta da República, conduziu a última grande reforma do setor elétrico brasileiro, o que dá ao diálogo peso institucional que vai além de uma reunião protocolar.

O timing do encontro não é acidental. O Brasil vem de um ciclo de resultados expressivos no setor energético, com o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 (LRCAP) contratando 19 gigawatts de geração, o maior certame da história do país. A economia estimada ao longo dos contratos chega a bilhões de reais, e o sistema elétrico nacional ganha reforço de confiabilidade que posiciona o Brasil como destino atrativo para investimentos internacionais. Silveira quer que parte desses recursos venha justamente do Banco do BRICS, que tem mandato para financiar infraestrutura em países emergentes.

O que Silveira e Dilma discutiram na reunião fechada

 Foto: Ricardo Botelho/MME

Segundo informações do TV Brics e Gov, o encontro abordou oportunidades de cooperação entre o Brasil e o BRICS em projetos voltados à expansão da infraestrutura energética. As conversas incluíram transmissão de energia, integração de sistemas e soluções que ampliem a segurança energética com sustentabilidade, áreas onde o Banco de Desenvolvimento do bloco pode aportar financiamento de longo prazo com condições mais favoráveis do que as do mercado convencional.

Silveira destacou o ambiente de segurança regulatória e previsibilidade que o Brasil consolidou no setor, com avanços na realização de leilões estruturantes que demonstram capacidade institucional de planejar e executar grandes projetos. “Receber a presidenta Dilma Rousseff, que já esteve à frente do MME e conduziu uma das mais importantes reformas do setor, é a reafirmação de que o Brasil sabe construir políticas de Estado”, afirmou o ministro, sinalizando que a conversa não é sobre governo, mas sobre continuidade institucional.

Os 19 gigawatts que fazem o Brasil ser levado a sério pelo BRICS

O Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 contratou 19 gigawatts de geração, volume que equivale à capacidade de quase duas usinas de Itaipu e que representa o maior certame do tipo já realizado no Brasil. A contratação reforça o Sistema Interligado Nacional e garante que o país tenha reserva de energia suficiente para atender ao crescimento da demanda nos próximos anos, reduzindo o risco de crises de abastecimento como as que o Brasil enfrentou em 2001 e 2021.

Para o BRICS e seu Banco de Desenvolvimento, os números são argumento de convencimento. Um país que consegue contratar 19 GW em um único leilão demonstra escala, demanda e capacidade institucional que justificam investimentos de longo prazo em infraestrutura de transmissão e geração. O setor elétrico brasileiro oferece contratos de décadas com receita garantida, perfil que se encaixa no mandato do Banco do BRICS de financiar projetos estruturantes com retorno previsível.

O papel de Dilma como ponte entre o Brasil e o Banco do BRICS

Dilma Rousseff ocupa uma posição singular nessa negociação. Como ex-ministra de Minas e Energia e ex-presidenta do Brasil, ela conhece o setor elétrico brasileiro por dentro e agora comanda a instituição financeira que pode aportar os recursos necessários para a próxima fase de expansão. A combinação de experiência setorial com poder de financiamento torna Dilma uma interlocutora que poucos gestores de bancos de desenvolvimento podem igualar.

O Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS foi criado para financiar infraestrutura e desenvolvimento sustentável em países emergentes, exatamente o perfil dos projetos que Silveira apresentou na reunião. A instituição já financiou projetos no Brasil em áreas como transporte e saneamento, e a expansão para o setor energético é um desdobramento natural do mandato do banco. Para Dilma, aprovar financiamentos que fortaleçam a energia do Brasil é ao mesmo tempo resultado institucional e legado pessoal.

O novo ciclo de modernização do setor elétrico brasileiro

Silveira afirmou que o setor elétrico brasileiro passa por um novo ciclo de modernização com medidas voltadas à ampliação da competitividade, à atração de investimentos e à garantia de segurança energética. O ministro destacou que a agenda está alinhada com os desafios da transição energética e da expansão da demanda, dois fatores que exigem investimentos massivos em geração renovável, armazenamento de energia e modernização das redes de transmissão.

A transição energética global favorece o Brasil porque o país já possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com predominância de hidrelétricas, eólicas e solar. Ampliar essa vantagem com investimentos do BRICS em novas fontes e em infraestrutura de transmissão consolida o Brasil como referência em energia limpa e atrai capital internacional que busca projetos com credencial ambiental. O setor elétrico brasileiro é, nesse contexto, uma vitrine para o tipo de investimento que o Banco do BRICS quer promover.

O que o encontro significa para o futuro energético do Brasil

A reunião entre Silveira e Dilma sinaliza que o Brasil quer diversificar suas fontes de financiamento para infraestrutura energética, reduzindo a dependência de bancos tradicionais e abrindo espaço para capital do BRICS que vem com menos condicionalidades políticas e econômicas. O alinhamento entre o ministério e o Banco de Desenvolvimento do bloco cria um canal direto de negociação que pode acelerar a liberação de recursos para projetos que estão na fila aguardando financiamento.

Para o consumidor brasileiro, o impacto potencial é a garantia de que o país terá energia suficiente e a preços competitivos nas próximas décadas. Os 19 gigawatts contratados já são um marco, mas a demanda continua crescendo com a eletrificação do transporte, a expansão de data centers e o aumento do consumo residencial. Se o BRICS entrar como financiador de peso, o Brasil pode acelerar a expansão do setor elétrico sem comprometer o orçamento público e sem depender exclusivamente de capital privado que exige retornos de curto prazo.

Você acha que o Brasil deveria buscar investimentos do BRICS para energia ou prefere que o setor dependa apenas de capital privado e bancos tradicionais? Conte nos comentários o que pensa sobre Dilma Rousseff comandando o banco que pode financiar a expansão elétrica do país.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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