Em São Miguel do Gostoso, Polimix Energia realizou a implantação de uma usina solar de 40,8 MWp integrada a complexo eólico de 103,5 MW para abastecer dez fábricas de cimento, provocando redução de custos e maior eficiência operacional no Nordeste.
A transição energética deixou de ser tendência e virou estratégia concreta dentro da indústria pesada no Brasil. No Rio Grande do Norte, um novo passo está prestes a reforçar essa mudança.
A Polimix Energia, braço de geração do grupo de concreto Polimix, confirmou que deve iniciar até o fim de 2026 a operação comercial da usina fotovoltaica UFV Mundo Novo. O projeto integra um modelo híbrido que une energia solar e eólica no mesmo complexo.
O movimento chama atenção pelo volume de potência envolvido e pelo impacto direto no abastecimento das fábricas do grupo. A geração própria ganha força e reduz a dependência do mercado tradicional.
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Projeto híbrido no Rio Grande do Norte une sol e vento em um único complexo
O empreendimento está localizado em São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, região conhecida pelo alto potencial eólico e solar.
A UFV Mundo Novo faz parte de um projeto híbrido que combina duas fontes renováveis complementares. Enquanto a energia solar produz durante o dia, a eólica pode manter geração consistente conforme o regime dos ventos.
Esse modelo aumenta a eficiência do uso da infraestrutura de transmissão e reforça a estabilidade energética do complexo.

Usina solar terá 40,8 MWp e utilizará trackers com 150 módulos cada
A planta solar contará com potência instalada de 40,8 MWp. Para alcançar esse desempenho, serão utilizados trackers fornecidos pela empresa espanhola Soltec.
Cada tracker terá capacidade de 105,8 kWp e acomodará 150 módulos fotovoltaicos. O sistema de rastreamento acompanha o movimento do sol ao longo do dia, elevando a produção de energia.
Segundo a fabricante, a configuração adotada permite ganhos importantes em Capex e Opex, reduzindo a quantidade de componentes eletrônicos e eletromecânicos como motores, sistemas de controle, baterias e painéis dedicados. O detalhe que mais chamou atenção foi justamente essa simplificação técnica aliada à escala do projeto.
Complexo eólico já opera com 103,5 MW e fornece 450 mil MWh por ano
Antes mesmo da entrada da usina solar, o complexo Eólico Mundo Novo já estava em operação comercial desde janeiro de 2024.
Com potência instalada de 103,5 MW, o parque eólico fornece aproximadamente 450 mil MWh por ano de energia renovável. Esse volume abastece todas as dez fábricas de cimento do grupo Polimix.
Os aerogeradores utilizados no projeto foram fornecidos pela fabricante dinamarquesa Vestas, referência global no setor eólico.
Redução de custos e fortalecimento da geração própria ganham protagonismo
A combinação entre solar e eólica reforça uma estratégia clara de autoprodução. Ao integrar 40,8 MWp solares aos 103,5 MW eólicos já existentes, a Polimix amplia sua capacidade energética e reduz exposição a oscilações do mercado.
Além da eficiência operacional, há impacto direto na previsibilidade de custos. A redução de componentes nos trackers solares também contribui para menor manutenção e maior confiabilidade ao longo do tempo.
O resultado é uma matriz energética própria mais robusta, alinhada ao crescimento industrial e às metas de sustentabilidade.
A expansão da geração renovável dentro de grandes grupos industriais mostra que a transformação energética já está em curso e que modelos híbridos podem se tornar cada vez mais comuns no Brasil.
O que você acha da estratégia de unir energia solar e eólica para abastecer grandes indústrias? Esse modelo deve se espalhar pelo país? Deixe sua opinião nos comentários.

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