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Descoberta na Hungria revela túmulos de guerreiros com armas, arreios de cavalo, 81 moedas e um detalhe de DNA que muda tudo sobre quem eles eram

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 21/03/2026 às 23:41
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Achado perto de Akasztó expõe sepultamentos com armas, arreios de cavalo e 81 moedas, além de parentesco confirmado por DNA

A Hungria voltou ao centro das atenções na arqueologia com a descoberta de três sepultamentos masculinos de guerreiros de elite com 1.100 anos. O conjunto impressiona pela quantidade de itens enterrados e pelo nível de ornamentação.

A investigação com DNA mostrou que os três homens eram parentes pela linha paterna. Um deles provavelmente era pai ou irmão de um dos mais jovens.

Os túmulos ficam perto do vilarejo de Akasztó, a 57 milhas, 92 quilômetros ao sudeste de Budapeste. A descoberta envolveu voluntários do Museu Katona József e uma equipe liderada por Wilhelm Gábor.

Descoberta de três túmulos de guerreiros com armas e moedas chama atenção na Hungria

Os três homens foram enterrados entre as décadas de 920 e 930. No interior das sepulturas, surgiram armas, acessórios de vestimenta e itens de montaria, apontando para um grupo com alto status.

Entre os objetos, apareceram sabre, arco, carcás e correias decoradas. O volume de moedas reforça que não se tratava de enterros comuns.

Ao todo, os túmulos revelaram 81 moedas. Esse tipo de achado ajuda a reconstruir movimentações e contatos do período.

Moedas do norte da Itália ligam os sepultamentos às campanhas militares húngaras

A maior parte das 81 moedas veio do norte da Itália. Elas datam do reinado de Berengário, 888 924, governante de partes da Itália e bisneto de Carlos Magno.

Naquele período, os húngaros já haviam formado um reino na Hungria. Também participavam de campanhas militares no norte da Itália.

A presença dessas moedas sugere ligação direta com esse contexto. A circulação de peças estrangeiras em túmulos indica deslocamento e contato com outras regiões.

Guerreiro de 17 a 18 anos foi enterrado com joias, sabretache e arreios de cavalo

Monturas de cinto e fivela de cinto da tumba de um dos guerreiros mais jovens. (Crédito da imagem: Ágnes Füredi)

Um dos sepultados morreu com 17 a 18 anos. Ele usava um cinturão parcialmente decorado com prata dourada.

Ao lado direito, havia uma bolsa de couro chamada sabretache, decorada com uma placa de prata. Esse tipo de peça era associada a guerreiros de destaque.

Na mão esquerda, apareceu um anel de ouro com pedras de vidro azul. As pernas tinham braçadeiras e tornozeleiras de prata, com acabamento elaborado.

Também foram encontradas pequenas placas de ouro sobre o corpo, possivelmente ligadas à roupa ou à mortalha. O sepultamento incluía um arnês de cavalo com correias decoradas em prata dourada.

Outro sepultamento revela jovem de 15 ou 16 anos com arco e sete flechas

Outro túmulo guardava um guerreiro que morreu com 15 ou 16 anos. Ele foi enterrado com um arco e um carcás contendo sete flechas.

O arco chamava atenção por detalhes decorativos. As extremidades rígidas e arqueadas e o cabo estavam cobertos por placas ornamentais feitas de chifre.

A presença de equipamento completo de arquearia mostra preparo militar desde a adolescência. Também reforça o perfil de elite atribuído ao conjunto de sepultamentos.

Sepultamento de homem de 30 a 35 anos inclui sabre, arquearia e cinturão decorado com moedas

A placa de prata encontrada enterrada junto a um dos guerreiros teria decorado uma sabretache (bolsa). (Crédito da imagem: László György)

O terceiro sepultamento abrigava um homem que morreu entre 30 e 35 anos. Dentro da tumba havia um sabre, equipamento de arquearia e um arnês para cavalo.

Também apareceu uma braçadeira de prata. O cinturão tinha decoração com moedas, destacando status e riqueza.

Esse conjunto amplia a leitura de que o local reuniu homens com funções militares importantes. A repetição de itens ligados a cavalos e armas reforça a característica do grupo.

Análise de DNA confirma parentesco paterno entre os três guerreiros

A análise de DNA apontou que o homem de 30 a 35 anos provavelmente era pai ou irmão do guerreiro mais jovem. Os três foram identificados como parentes pela linha paterna.

Esse tipo de confirmação genética muda a forma de interpretar o local. Os sepultamentos não mostram apenas elite militar, mas também um vínculo familiar.

O achado sugere que o espaço pode ter servido para um grupo específico, com ligação de sangue e posição social elevada. As pesquisas continuam para ampliar o entendimento desse contexto.

Dieta rica em proteína animal aparece em análise de isótopos nos restos mortais

Além do DNA, houve análise das proporções de isótopos, elementos com diferentes números de nêutrons em seus núcleos. Esse exame ajuda a entender padrões de alimentação.

Os resultados indicaram dietas ricas em proteína animal nos três homens. Isso combina com a ideia de acesso a recursos e vida associada a um grupo privilegiado.

A combinação de objetos de valor e sinais alimentares reforça o perfil de elite. O conjunto aponta para um padrão de vida diferente do comum naquele período.

Pesquisas continuam para identificar a origem e o papel do grupo militar

O material encontrado permite afirmar que um grupo de guerreiros de elite foi enterrado ali, possivelmente ligado a uma cúpula militar. A investigação segue para obter mais informações sobre a identidade deles.

Ainda não há clareza sobre como esses homens morreram. A ausência dessa resposta mantém uma parte importante da história em aberto.

Mesmo assim, os sepultamentos perto de Akasztó deixam um recado forte. Armas ornamentadas, montaria e 81 moedas revelam poder, mobilidade e organização social no início do século X.

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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