Nova geração de inteligência artificial da DeepSeek combina baixo custo, alto desempenho e contexto ultralongo, enquanto tensões tecnológicas entre China e Estados Unidos se intensificam
A startup chinesa DeepSeek anunciou, na sexta-feira (24), o lançamento do modelo DeepSeek-V4, destacando custos drasticamente menores e alto desempenho. Ao mesmo tempo, o avanço reacende a disputa tecnológica entre China e Estados Unidos, segundo declarações recentes da Casa Branca.
Além disso, a empresa, sediada em Hangzhou, reforça sua presença global após o impacto causado em janeiro de 2025, quando apresentou o modelo R1. Na ocasião, o sistema surpreendeu ao rivalizar com soluções americanas, segundo a própria DeepSeek.
Modelo V4 amplia capacidade e reduz custos
O DeepSeek-V4 traz um contexto ultralongo, com suporte para até um milhão de tokens, conforme comunicado divulgado na plataforma WeChat. Dessa forma, o modelo alcança capacidade semelhante ao Gemini, do Google.
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Ao mesmo tempo, a empresa afirma que o sistema lidera globalmente em eficiência. Ou seja, há uma redução significativa nos custos de computação e memória, conforme publicação oficial no X.
Além disso, o modelo foi lançado em duas versões:
- DeepSeek-V4-Pro, com maior capacidade
- DeepSeek-V4-Flash, com menor custo e mais eficiência
Enquanto isso, o V4-Pro apresenta 1,6 trilhão de parâmetros, e o V4-Flash possui 284 bilhões, o que influencia diretamente na tomada de decisão da IA.
Por outro lado, em testes de conhecimento de mundo, o V4-Pro ficou atrás apenas da versão mais recente do Gemini, segundo a DeepSeek.
Impacto técnico é visto como ponto de inflexão
Nesse sentido, especialistas apontam que o lançamento marca uma mudança relevante no setor. Segundo Zhang Yi, fundador da iiMedia, trata-se de um “ponto de inflexão” na indústria de IA.
Além disso, ele destacou que problemas antigos, como alto custo e baixa eficiência em contextos longos, foram superados. Consequentemente, aplicações antes restritas a laboratórios devem chegar ao mercado.
Portanto, o uso comercial tende a crescer. Assim, ferramentas de IA poderão processar grandes volumes de texto com mais facilidade e menor custo.
Avanço fortalece indústria chinesa
Ao mesmo tempo, o analista Max Liu, veterano do setor, afirmou que o lançamento representa um marco para empresas chinesas de inteligência artificial.
Segundo ele, o avanço pode ampliar a competitividade do mercado interno. Além disso, novos produtos devem surgir, impulsionando a inovação local.
Enquanto isso, a DeepSeek mantém estratégia de código aberto, permitindo acesso público aos seus sistemas. Dessa forma, diferencia-se de concorrentes como OpenAI, que operam com modelos proprietários.
“Choque DeepSeek” e questionamentos sobre privacidade
Anteriormente, o chamado “choque DeepSeek”, ocorrido em 2025, provocou forte reação no mercado. Na época, ações de empresas de IA recuaram, e estratégias foram revistas.
Além disso, o episódio foi comparado a um “momento Sputnik”, indicando impacto estratégico global. O chatbot da empresa apresentou desempenho semelhante ao ChatGPT, porém com menor uso computacional.
Por outro lado, surgiram preocupações relevantes. O sistema foi criticado por limitações em temas sensíveis, como eventos históricos de 1989 na China.
Ainda assim, o uso da tecnologia cresceu rapidamente. Atualmente, soluções da DeepSeek são adotadas por:
- governos municipais chineses
- instituições de saúde
- setor financeiro
- empresas privadas
Acusações dos EUA aumentam tensão geopolítica
Paralelamente, a Casa Branca intensificou críticas à China. Na quinta-feira (23), o assessor Michael Kratsios afirmou que existem evidências de tentativas de “roubo” de tecnologia de IA.
Segundo ele, entidades chinesas estariam realizando campanhas de destilação em escala industrial. Essa prática, embora comum, foi apontada como estratégia para replicar modelos americanos.
Além disso, as declarações ocorreram antes de uma possível cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, prevista para o próximo mês em Pequim.
Cenário global inclui cortes e investimentos em IA
Enquanto isso, empresas ocidentais também passam por mudanças. A Meta anunciou planos de reduzir cerca de 10% da força de trabalho, buscando eficiência.
Ao mesmo tempo, a companhia segue investindo fortemente em inteligência artificial. Da mesma forma, há relatos de que a Microsoft avalia cortes de pessoal.
Portanto, o cenário atual combina redução de custos, competição intensa e avanços tecnológicos acelerados.
Diante disso, com modelos mais baratos e potentes surgindo rapidamente, a liderança global em inteligência artificial pode mudar nos próximos anos?

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