Tecnologia desenvolvida a partir de resíduos como potes de açaí e cápsulas de café reduz custos, tempo de obra e já atende grandes marcas nacionais
Uma solução inovadora na construção civil vem ganhando espaço no Brasil ao transformar resíduos plásticos em estruturas modulares reutilizáveis.
A startup Umbloco desenvolveu blocos feitos com plástico reciclado que permitem construções mais rápidas, econômicas e sustentáveis, atendendo empresas como Localiza, Havaianas, Chili Beans e Fini, conforme dados divulgados pelos fundadores em 2025 .
Além disso, a proposta surge em um cenário em que o país figura entre os maiores geradores de lixo plástico do mundo, com baixos índices de reciclagem no passado recente.
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Origem da ideia e evolução do projeto
Inicialmente, a ideia nasceu ainda no ambiente acadêmico, quando Lucas Lopes desenvolveu o conceito como trabalho de conclusão de curso em administração.
Nesse contexto, o projeto foi inspirado tanto na experiência familiar no setor quanto na necessidade de reduzir desperdícios na construção civil.
Posteriormente, em 2021, Fabio Iori entrou como cofundador e fortaleceu o desenvolvimento da solução.
Ao mesmo tempo, durante cerca de dois anos, o produto foi aprimorado com apoio do Sebrae e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, que contribuíram para validação técnica e industrial.
Por fim, após diversas adaptações e testes, a startup foi oficialmente lançada em 2023.
Tecnologia modular reduz custos e tempo de obra
Atualmente, os blocos produzidos pela empresa utilizam plástico reciclado coletado por cooperativas e parceiros industriais.
Em seguida, esse material passa por um processo de transformação com aditivos até se tornar adequado para uso na construção civil.

Além disso, as peças permitem montagem simplificada, dispensando mão de obra especializada.
Consequentemente, o tempo de construção pode ser reduzido em até 90%, enquanto os custos podem cair cerca de 40%, segundo os fundadores.
Ao mesmo tempo, os blocos podem ser desmontados e reutilizados, o que amplia a flexibilidade logística e reduz desperdícios.
Ainda assim, uma estrutura metálica interna garante sustentação e segurança das construções.
Expansão comercial e entrada no varejo
Posteriormente, em 2024, a holding Moreco adquiriu 30% da startup, ampliando sua presença no mercado.
Com isso, a empresa passou a acessar o setor de franquias e expandir suas aplicações no varejo.
Nesse cenário, a rede The Best Açaí passou a reaproveitar potes descartados para construir novas unidades modulares.
Além disso, a participação na feira da Associação Brasileira de Franchising contribuiu para acelerar a geração de novos contratos.
Impacto ambiental e novos projetos industriais
Desde a fundação, mais de 100 toneladas de plástico já foram reutilizadas pela empresa, conforme dados apresentados pelos fundadores em 2025.
Ao mesmo tempo, novas parcerias industriais ampliaram o alcance da tecnologia.
Nesse sentido, durante o Web Summit Rio 2025, a startup iniciou colaboração com a empresa 3 Corações.
A partir disso, foi desenvolvido um processo industrial capaz de separar plástico e alumínio das cápsulas de café, permitindo o reaproveitamento do material.
Planos de expansão internacional
Por fim, a startup já iniciou sua expansão internacional com a abertura de uma empresa em Portugal.
Além disso, negociações com parceiros locais estão em andamento, conforme relataram os fundadores.
Assim, o modelo de construção modular baseado em plástico reciclado se consolida como alternativa viável para reduzir custos, acelerar obras e ampliar o reaproveitamento de resíduos.
Diante desse cenário, será que soluções como essa podem transformar definitivamente a forma como o setor da construção civil lida com desperdícios e sustentabilidade?

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