No Piauí, Maria Clara Dalcin e as irmãs Letícia, Ana e Bruna Moura Fé criaram negócios ainda na infância e adolescência, iniciando aos 9, 10 e 16 anos, com apoio do Sebrae, para gerar renda própria e desenvolver habilidades empreendedoras, provocando impacto no comércio local e inspirando outras famílias.
O Dia das Crianças costuma ser marcado por presentes e momentos de lazer. Mas em alguns lugares, a data também representa trabalho, criatividade e geração de renda. Mais que isso: uma fonte de ganhos que vai além dessa data e que perdura o ano inteiro.
Enquanto muitas crianças esperam ganhar brinquedos, outras decidiram criar seus próprios negócios. Com apoio da família e orientação educacional, elas transformaram sonhos em empresas que hoje movimentam o comércio local.
O que parecia apenas uma brincadeira se tornou projeto de vida. E o impacto já pode ser visto nas redes sociais, nas lojas físicas e no crescimento das marcas.
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Maria Clara começou aos 9 anos vendendo roupas pelo Instagram
Em agosto de 2020, aos 9 anos, Maria Clara Dalcin, moradora do estado do Piauí, decidiu empreender. Inspirada por outras crianças que atuavam nas redes sociais, passou a vender looks femininos pelo Instagram.
Ela mesma produzia as fotos e, com ajuda da mãe, Ynara Lima, fazia as postagens e atendia as clientes. No início, as vendas eram exclusivamente online.
O crescimento chamou atenção da família. Em dezembro de 2021, foi inaugurada a loja física Maria Clara Dalcin, em Bom Jesus, no extremo sul do Piauí.
Hoje, o negócio comercializa roupas para meninas de até 18 anos. A empresa nasceu do sonho da criança, aliado ao investimento da mãe e da tia Letícia Dalcin, que estão à frente da gestão.
Loja física, crescimento profissional e apoio da família
Essa decisão de apoiar o empreendimento exigiu diálogo dentro de casa. Os pais precisaram ter a garantia de que a atividade não prejudicaria os estudos.
Com organização e acompanhamento familiar, o equilíbrio foi mantido. Enquanto a marca cresce no mercado local, Maria Clara também busca seu desenvolvimento profissional.
Agora, a expectativa da família é ampliar a aceitação da marca e fortalecer sua presença no mercado. Para a jovem empreendedora, o crescimento pessoal é tão importante quanto o faturamento.
Brownie BruLê nasceu de uma viagem e virou referência em Teresina

Outra história de destaque envolve as irmãs Letícia, Ana e Bruna Moura Fé. Elas decidiram empreender ainda na época da escola, aos 16, 10 e 19 anos.
A ideia surgiu em 2012, durante a preparação para uma viagem em família. O pai arcou com passagens e hospedagem, mas estabeleceu um valor limitado para compras.
Para conseguir mais dinheiro, Letícia decidiu vender algo e convidou as irmãs para participar. Assim nasceu a marca Brownie BruLê, nome formado pela junção de Bruna e Letícia.
O que começou como solução para aumentar o dinheiro da viagem se transformou em referência no ramo de doces em Teresina.
Negócio familiar cresce e já gera empregos
Atualmente, a Brownie BruLê funciona de forma estruturada e profissional. As vendas ainda acontecem apenas online, mas a abertura de uma loja física está nos planos.
A mãe das irmãs é contratada da empresa. Em períodos de maior demanda, tias e primas também são chamadas para trabalho temporário.
Hoje, Letícia tem 28 anos, Ana 21 e Bruna 31. Contudo, a marca continua crescendo e ampliando a atuação no mercado local.
Mas, o impacto vai além das vendas. Isso porque o negócio familiar fortaleceu laços e criou novas oportunidades dentro da própria família.
Sebrae fortalece empreendedorismo nas escolas com programa nacional
Por trás dessas histórias existe um incentivo estruturado. Atualmente, o Sebrae ( Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) desenvolve o Programa Nacional de Educação Empreendedora para ampliar o debate sobre empreendedorismo nas escolas brasileiras.
A proposta não é apenas formar futuros empresários. O objetivo é estimular comportamento empreendedor, planejamento de vida e autonomia.
O programa é implantado por meio de parcerias com instituições de ensino e secretarias de educação. As escolas recebem gratuitamente o material pedagógico.
Professores passam por capacitação e aplicam a metodologia em sala de aula, desde o ensino básico até o nível superior.
Segundo o diretor superintendente do Sebrae no Piauí, Júlio César Filho, estimular o empreendedorismo desde cedo contribui para gerar oportunidades e transformar realidades.
Educação e empreendedorismo, quando caminham juntos, ampliam horizontes e ajudam jovens a enfrentar os desafios da fase adulta com mais preparo.
Histórias como as de Maria Clara e das irmãs Moura Fé mostram que idade não é barreira quando há incentivo, organização e propósito. O empreendedorismo infantil vem ganhando espaço e pode redefinir o futuro de muitas famílias no Brasil.
Você acredita que o empreendedorismo deveria fazer parte do ensino desde a infância? Deixe sua opinião nos comentários.

Um belo exemplo a ser seguido. Parabéns para a iniciativa