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Criança no Instagram ou TikTok? Esquece! Governo brasileiro vai limitar acesso nas redes sociais e isso já tem data para acontecer

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 13/11/2025 às 15:41
Novas regras do ECA Digital vão exigir verificação de idade e limites para acesso de crianças e adolescentes a redes sociais e serviços digitais.
Novas regras do ECA Digital vão exigir verificação de idade e limites para acesso de crianças e adolescentes a redes sociais e serviços digitais.
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Mudanças no acesso digital infantil e adolescente começam em 2026 e vão exigir verificação de idade, novas regras de classificação indicativa e participação ativa de pais e responsáveis, afetando redes sociais, aplicativos de mensagem e plataformas de inteligência artificial.

A partir de março de 2026, crianças e adolescentes só poderão acessar redes sociais, serviços de mensagens e ferramentas de inteligência artificial dentro de faixas etárias definidas pelo governo federal e, em alguns casos, mediante autorização dos responsáveis.

A mudança combina a entrada em vigor do ECA Digital, sancionado em setembro, com a atualização da Classificação Indicativa, que passa a incluir parâmetros específicos para ambientes online.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a medida busca estabelecer níveis de risco associados a diferentes tipos de serviços digitais, de forma semelhante ao que já ocorre com conteúdos audiovisuais.

As plataformas, por sua vez, deverão implementar mecanismos de verificação etária e ferramentas de controle parental para adequar o acesso aos limites definidos.

Regras de acesso digital começam a valer em 2026

Com o novo modelo, aplicativos de mensagem terão recomendação de uso a partir de 12 anos, chatbots de IA generativa e serviços de comunicação ampla ficam indicados para 14 anos, enquanto redes sociais entram na faixa de 16 anos.

Plataformas consideradas de maior risco — como serviços de manipulação de imagem realista, casas de aposta e aplicativos de encontros — permanecem restritas à maioridade.

Responsáveis pelo desenho das regras afirmam que a política não tem caráter proibitivo, mas orientativo.

Para o Ministério da Justiça, o objetivo é informar famílias e possibilitar que responsáveis autorizem ou neguem o acesso quando a criança ou adolescente estiver abaixo da faixa indicada.

Novo eixo de interatividade na Classificação Indicativa

A atualização da Classificação Indicativa introduziu o eixo de interatividade, elaborado para analisar plataformas digitais com base em funcionalidades como recursos de recomendação algorítmica, coleta de dados, exposição a desconhecidos, rolagem infinita, filtros que alteram aparência e mecanismos de gamificação.

De acordo com técnicos do Ministério da Justiça, essa mudança foi necessária porque o risco associado a serviços digitais não se limita ao conteúdo exibido, mas também ao modo como o ambiente é estruturado.

A avaliação oficial leva em conta potenciais danos, como exposição a desafios perigosos, compras não autorizadas e estímulos de permanência prolongada considerados inadequados para determinadas idades.

Apps de mensagem exigirão controle parental

Na faixa dos 12 anos, apps de mensagens só serão recomendados se oferecerem controle parental capaz de limitar funções sensíveis.

Especialistas em segurança digital ouvidos por órgãos do governo apontaram que a capacidade de adicionar usuários a grupos ou receber arquivos pode representar risco aumentado caso não haja supervisão adequada.

O uso de mecanismos robustos de verificação de idade também está entre as exigências.

IA generativa recebe indicação de uso a partir de 14 anos

Chatbots de IA generativa ficam recomendados a partir de 14 anos.

O Ministério da Justiça informou que essa fixação busca equilibrar o potencial educacional dessas ferramentas com preocupações ligadas à coleta de dados, à possibilidade de exposição a conteúdos inadequados e ao uso de sistemas treinados para interações complexas.

A recomendação anterior de 16 anos foi revisada após análise de um comitê consultivo.

Segundo esse grupo, manter a faixa mais alta poderia restringir o uso pedagógico das IAs em etapas importantes do ensino fundamental e médio.

Redes sociais passam para faixa recomendada de 16 anos

Plataformas que dependem de algoritmos de recomendação, notificações frequentes, rolagem contínua, geolocalização compartilhada e filtros de alteração corporal serão recomendadas para acima de 16 anos.

Especialistas em comportamento digital consultados pelo governo destacam que tais funcionalidades podem elevar riscos de privacidade e interação inadequada.

O Ministério da Justiça ressalta que a indicação etária não será aplicada automaticamente a todas as plataformas de um segmento.

Serviços que adotarem verificações rígidas de idade, limites de uso, contas vinculadas a responsáveis e filtros de segurança poderão solicitar classificações diferenciadas.

Serviços restritos a maiores de idade

Ambientes classificados com risco elevado permanecem restritos a maiores de 18 anos.

Entre eles estão ferramentas que permitem manipulação realista de áudio e vídeo, casas de apostas, jogos de azar, plataformas com “loot boxes” pagas e aplicativos de relacionamento.

Segundo especialistas em regulação digital, esses serviços envolvem variáveis financeiras e interações sensíveis que justificam a manutenção da faixa máxima.

ECA Digital estabelece regras para todo o ecossistema digital

A implementação prática das faixas etárias dependerá do ECA Digital, que obriga serviços digitais acessíveis por menores a verificar a idade dos usuários, limitar a coleta de dados, restringir publicidade personalizada e assegurar que contas de menores de 16 anos estejam vinculadas a responsáveis.

Autoridades envolvidas na elaboração da lei afirmam que a verificação etária deverá respeitar parâmetros da Lei Geral de Proteção de Dados.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados recebeu competência regulatória adicional, incluindo a definição de padrões técnicos para garantir a aplicação dessas regras.

Metodologias de verificação ainda estão em debate

O método definitivo para verificar a idade dos usuários permanece em consulta pública.

Entidades do setor afirmam que a implementação exigirá adaptações significativas em sistemas de autenticação, especialmente para lojas de aplicativos e fabricantes de dispositivos.

Representantes da indústria tecnológica defendem que o prazo até 2026 é curto e pedem previsibilidade regulatória para evitar sobrecarga operacional.

Outro ponto em debate envolve o equilíbrio entre segurança e privacidade.

Pesquisadores destacam que métodos excessivamente invasivos podem contrariar princípios da proteção de dados.

O governo afirma que a regulamentação final buscará soluções proporcionais e alinhadas a padrões internacionais.

Responsáveis deverão autorizar acessos acima da faixa recomendada

A diretriz central da política é que famílias sejam consultadas antes que menores acessem ambientes classificados para idades superiores.

De acordo com o Ministério da Justiça, o objetivo é aproximar a experiência digital da lógica aplicada fora da internet, em que pais e responsáveis decidem a entrada de crianças em determinados espaços.

A discussão ganhou relevância após casos envolvendo desafios perigosos em plataformas de vídeo e redes sociais.

Profissionais de segurança digital mencionam que notificações proativas aos responsáveis podem reduzir riscos associados a interações inadequadas.

Impacto para plataformas e serviços digitais

O novo modelo afeta todo o ecossistema digital.

Marketplaces, serviços de conteúdo, jogos eletrônicos, apps de utilidade e ferramentas educacionais deverão adotar mecanismos que permitam identificar menores de idade e aplicar as recomendações correspondentes.

Empresas globais como Apple, Google e Microsoft acompanham a discussão porque a lei lhes atribui responsabilidade no processo de verificação de idade em sistemas operacionais e lojas de aplicativos.

Plataformas como Meta, TikTok, sites de conteúdo adulto e serviços de aposta também estão entre os principais impactados.

À medida que governo, setor privado e especialistas discutem a implementação das regras, permanece a dúvida sobre como será o cotidiano digital de crianças e adolescentes quando o novo sistema passar a funcionar em 2026.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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