Pacote de R$ 200 milhões do BDMG Solidário oferece crédito emergencial a empresas e municípios em calamidade pública após as Chuvas em Minas.
O Governo de Minas Gerais anunciou, no sábado (28), a liberação de R$ 200 milhões em crédito emergencial para empresas e prefeituras afetadas pelas Chuvas em Minas, em municípios com decreto de Calamidade pública.
A medida será operacionalizada pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e inclui financiamento subsidiado com condições especiais para micro, pequenas, médias e grandes empresas, além de cooperativas e negócios do agronegócio.
O objetivo é garantir a reconstrução das cidades, preservar empregos e acelerar a retomada econômica nas regiões atingidas pelos temporais deste ano.
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O pacote também contempla as administrações municipais, que poderão acessar recursos com prazos estendidos e carência ampliada.
Segundo o vice-governador Mateus Simões, o socorro financeiro já está disponível no site do banco.
A iniciativa integra o programa BDMG Solidário, criado para dar resposta rápida a situações de emergência.
Crédito emergencial para enfrentar os impactos das Chuvas em Minas
Com os prejuízos causados pelas Chuvas em Minas, o governo estadual decidiu priorizar ações que ofereçam liquidez imediata a empresários e gestores públicos.
Assim, o crédito emergencial surge como alternativa para recompor estoques, reformar estruturas danificadas e manter serviços essenciais em funcionamento.
“Para os empresários e Municípios, o socorro também está vindo em forma de empréstimos subsidiados. Isso e uma maneira de os atingidos poderem recorrer a um recurso extraordinário neste momento.
As informações já estão disponíveis no site do banco”, informou o vice-governador.
Além disso, o governador Romeu Zema destacou o papel estratégico da medida na recuperação das cidades.
“O Estado está fazendo tudo o que está ao alcance para restabelecer a normalidade nos municípios afetados pelas chuvas.
Esta medida é mais um apoio fundamental para garantir a reconstrução dessas cidades e recuperação das fontes de renda da população”, ressaltou.
BDMG Solidário oferece financiamento subsidiado a empresas
Dentro do guarda-chuva do BDMG Solidário, as condições variam conforme o porte do negócio.
Para micro e pequenas empresas instaladas em municípios com decreto de Calamidade pública, a taxa será fixa de 0,9% ao mês, com prazo de até 36 meses para pagamento e seis meses de carência.
A contratação é 100% digital, o que facilita o acesso ao crédito emergencial.
Os valores poderão ser utilizados como capital de giro — termo que significa recursos para manter as despesas básicas da empresa, como pagamento de fornecedores e funcionários.
O presidente do banco, Gabriel Viégas Neto, ressaltou a importância do programa.
“O crédito poderá ser utilizado de acordo com as demandas, como na reforma da loja, na recomposição do estoque ou no reforço do fluxo de caixa neste momento delicado, e para que as prefeituras realizem com rapidez as obras emergenciais”, afirma.
Prefeituras terão até 120 meses para pagar
Os municípios também poderão contratar financiamento subsidiado por meio da linha BDMG Solidário Municípios 2026.
A taxa será de 0,28% ao mês mais a Selic, com prazo de até 120 meses para quitação e 12 meses de carência.
Um dos diferenciais é a liberação imediata de até 95% do valor contratado.
Dessa forma, as prefeituras conseguem iniciar rapidamente obras de drenagem, contenção de encostas, pavimentação e reconstrução de escolas e unidades de saúde.
Além disso, os recursos poderão ser aplicados em projetos de saneamento, mobilidade urbana e habitação popular.
Portanto, o crédito emergencial não apenas cobre danos imediatos, mas também contribui para fortalecer a infraestrutura das cidades.
Médias e grandes empresas também terão crédito emergencial
As médias e grandes empresas, incluindo cooperativas e empreendimentos do agronegócio, também terão acesso ao crédito emergencial.
Portanto nesse caso, os prazos podem chegar a 90 meses para pagamento, com carência de até 36 meses.
No entanto, há uma exigência específica: o município onde a empresa está sediada precisa ter decreto federal de Calamidade pública.
Então essa condição garante que o recurso seja direcionado às áreas mais afetadas pelas Chuvas em Minas.
Reconstrução e preservação de empregos
Assim, ao ampliar o acesso ao BDMG Solidário, o governo estadual aposta na manutenção da atividade econômica.
Afinal, quando empresas permanecem abertas, empregos são preservados e a arrecadação municipal é mantida.
Então em um cenário de perdas estruturais e financeiras, o financiamento subsidiado representa fôlego para atravessar o período mais crítico.
Assim, o crédito emergencial se consolida como ferramenta central na estratégia de recuperação após as Chuvas em Minas.
Veja mais em: Chuvas: Estado anuncia R$ 200 mi em crédito emergencial
