Construído em 2014, o Bram Atlas pertence à frota da Bram Offshore e participa de operações pesadas em alto-mar, incluindo reboque de estruturas, lançamento de âncoras e instalação de sistemas para plataformas de petróleo
Com 96 metros de comprimento e 27 metros de largura, o Bram Atlas é um Super AHTS da Bram Offshore preparado para trabalhos pesados no mar, como reboque, lançamento de âncoras e instalação de sistemas usados por plataformas de petróleo.

Bram Atlas foi construído para serviços pesados no mar
Construído em 2014, o navio pertence à categoria AHTS, sigla para Anchor Handling Towing Supply. São embarcações desenvolvidas para tarefas bem diferentes do simples transporte de cargas entre terra e plataformas.
Na prática, esse tipo de navio trabalha diretamente com âncoras, estruturas marítimas, equipamentos submarinos e sistemas necessários para manter grandes unidades de produção posicionadas no oceano.
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O Bram Atlas mede aproximadamente 96 metros de comprimento por 27 metros de largura. Seu porte acompanha o tipo de serviço que realiza: operações de ancoragem, reboque, movimentação de equipamentos e apoio à instalação de estruturas offshore.
Navio participou da ancoragem do FPSO Sepetiba
Entre os projetos citados envolvendo a embarcação está a instalação do sistema de ancoragem do FPSO Sepetiba, operado pela SBM Offshore.
A campanha envolveu a conexão de 11 linhas de ancoragem. O Bram Atlas participou do trabalho ao lado de outras embarcações da frota da Bram Offshore, incluindo Bram Force e Bram Power.
Essas linhas fazem parte do sistema responsável por manter a unidade de produção posicionada durante sua operação no mar. É justamente nesse tipo de atividade que os AHTSs entram em cena.

Equipamentos de 120 toneladas foram lançados no mar
Outro trabalho ocorreu em 2024 durante atividades ligadas ao FPSO Maria Quitéria, instalado no Campo de Jubarte, na Bacia de Campos.
Nesse projeto, o Bram Atlas participou de campanhas de lançamento de torpedos de ancoragem com 120 toneladas. Esses equipamentos são utilizados na fixação de estruturas de produção ao fundo do mar.
Depois, Bram Atlas e Bram Titan também apareceram associados aos trabalhos de conexão das linhas de ancoragem do Maria Quitéria.
São operações que mostram a função prática desse tipo de embarcação: colocar no lugar equipamentos enormes e participar diretamente da montagem dos sistemas que sustentam operações offshore.
Bram Offshore opera frota com mais de 70 embarcações
O Bram Atlas faz parte de uma estrutura maior. A Bram Offshore atua no Brasil desde 1991 e informa manter atualmente mais de 70 embarcações em operação e mais de 3 mil colaboradores.
A frota inclui navios destinados ao apoio logístico, resposta a derramamentos de óleo e operações submarinas, além das unidades especializadas em atividades de ancoragem.
A companhia também está ampliando sua estrutura. Em janeiro de 2026, o BNDES aprovou R$ 1,981 bilhão para financiar a construção de seis novos PSVs no Estaleiro Navship, em Navegantes, Santa Catarina.
Os novos navios terão propulsão híbrida, combinando motores elétricos, baterias e geradores alimentados por diesel ou biodiesel. Enquanto a frota cresce, embarcações como o Bram Atlas seguem concentradas nas operações pesadas necessárias à instalação e ao funcionamento de plataformas no mar.
Fontes para a matéria: VesselFinder – Bram Atlas e Bram Offshore – embarcações.
