Domo de Ferro derruba mísseis iranianos e confirma eficiência; Israel planeja alternativa a laser com menor custo e munição ilimitada
A escalada dos conflitos entre Israel e Irã colocou em evidência o sistema de defesa antimísseis israelense conhecido como Domo de Ferro. Na sexta-feira (13/06), o Irã lançou dezenas de mísseis contra Israel após instalações nucleares iranianas serem atingidas por forças israelenses.
A maioria dos projéteis foi interceptada pelo Domo de Ferro, mas sete conseguiram ultrapassar a defesa e atingir pontos da capital.
Criado em 2011, o Domo de Ferro já é considerado peça central na proteção de Israel contra ameaças externas. O sistema foi projetado para interceptar mísseis de curto alcance e projéteis de artilharia.
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Segundo a fabricante Rafael Advanced Defence Systems, a tecnologia já neutralizou mais de 5 mil ameaças aéreas desde sua estreia.
Três camadas de defesa
O sistema de defesa aérea de Israel é formado por três níveis. O primeiro é o Domo de Ferro, responsável pela interceptação de mísseis de curto alcance.
Em seguida, vem o “David’s Sling”, conhecido como “parede mágica”, focado em mísseis de médio alcance, drones e mísseis de cruzeiro. Por fim, o sistema Arrow é direcionado a mísseis de longo alcance.
O Domo de Ferro opera de forma rápida e eficiente. Um radar detecta o lançamento inimigo e, em segundos, o centro de controle calcula sua trajetória.
Só são acionados mísseis defensivos se o sistema identificar que o alvo cairá em área habitada. A interceptação não ocorre por colisão direta, mas por uma explosão próxima ao projétil inimigo, o que o destrói no ar. Mesmo assim, os destroços podem causar danos ao solo.
Cada unidade do sistema é equipada com três ou quatro baterias, cada uma contendo até 20 mísseis defensivos. Os sistemas são móveis e podem ser deslocados conforme a necessidade. Segundo a Rafael Systems, uma única bateria consegue proteger uma cidade de porte médio.
Domo de Ferro: Alta eficácia, custo elevado
A eficácia do Domo de Ferro é destacada por autoridades e analistas. A taxa de sucesso divulgada pela fabricante é de 90%. No entanto, os custos operacionais são altos.
Cada míssil interceptador custa entre 40 mil e 50 mil euros (R$ 221 mil a 277 mil), segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais dos Estados Unidos. Por isso, os mísseis só são lançados contra ameaças que representam perigo direto para populações civis.
Durante outro ataque do Irã em outubro de 2024, também em resposta a ações israelenses, o sistema teve desempenho ainda melhor e impediu que mísseis atingissem Tel Aviv.
Desde outubro de 2023, o Domo de Ferro também tem sido usado para interceptar projéteis disparados do Líbano, Síria, Gaza, Iraque e Iêmen.
Alternativa a laser já está em testes
Para reduzir os custos, Israel pretende implantar uma nova tecnologia: o sistema Iron Beam. A nova arma é baseada em feixes de laser de alta energia, desenvolvidos também pela Rafael Systems em parceria com a americana Lockheed Martin desde 2022.
O Iron Beam foi apresentado em 2014 e é projetado para destruir pequenos mísseis, projéteis de morteiro e enxames de drones. Uma das principais vantagens do sistema é o custo por lançamento: cerca de 2 mil dólares (R$ 5,5 mil), bem abaixo dos valores do Domo de Ferro.
Além disso, o Iron Beam oferece munição teoricamente ilimitada e custos operacionais menores. A implantação do sistema está prevista para começar em 2025.
Com informações de MSN.

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