Companhia da mineração South32 passa a ter 33% da MRN para exploração da bauxita no Pará

Ruth Rodrigues
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05-05-2022 12:30:45
em Mineração
Com uma gigantesca presença no ramo da exploração da bauxita em municípios do Pará, a MRN é uma referência na mineração brasileira e agora a australiana South32 passa a ter 33% da companhia após transação feita com a empresa Alcoa Foto: Divulgação/South32




Com uma gigantesca presença no ramo da exploração da bauxita em municípios do Pará, a MRN é uma referência na mineração brasileira e agora a australiana South32 passa a ter 33% da companhia após transação feita com a empresa Alcoa

A empresa australiana South32 anunciou na última terça-feira, (03/05), a aquisição de uma nova fatia que compôs os 33% da Mineração Rio do Norte (MRN). Para isso, foi realizada uma transação entre a australiana e a Alcoa, que detinha os direitos dessa fatia das ações da mineradora. Agora, a South32 poderá investir na exploração da bauxita dentro dos municípios de Oriximiná e Terra Santa, no Pará, que compõem o principal foco do portfólio da MRN no ramo da mineração dentro do território nacional. 

South32 faz transação com Alcoa e passa a deter 33% da MRN, com foco na exploração da bauxita dentro das operações da mineração no estado do Pará

A MRN é um dos maiores consórcios de mineração no Brasil e possui uma vasta produção de bauxita, com operações que abrangem os municípios de Oriximiná e Terra Santa, no Pará. Agora, a empresa passa a ter uma parte de 33% da sua operação nas mãos da australiana South32, que se uniu à Alcoa para realizar uma transação e adquirir mais 18,2% da companhia, que foram somados aos 14,2% já detidos pela empresa. 

E, após a transação finalizada entre a South32 e a Alcoa para a aquisição da fatia da MRN, a South32 se torna a segunda maior acionista da MRN, uma vez que a empresa de mineração australiana tinha 14,8% e agora passa a somar 33%. Embora o valor não tenha sido divulgado entre as partes, a Alcoa detinha uma grande participação dentro da exploração de bauxita da MRN e a australiana agora poderá aproveitar todo esse portfólio.

Sendo a maior empresa no ramo da exploração e produção da bauxita de todo o país, a MRN tem capacidade instalada de 18 milhões de toneladas por ano e, de acordo com a empresa, a produção atual é de 12 milhões de toneladas anuais. Agora, após a finalização da transação entre a South32 e a Alcoa, a MRN passa a ser dividida entre a Vale, com 40%, a South32 (33%), a Rio Tinto (12%), a brasileira CBA (10%) e a norueguesa Hydro (5%).

Australiana comemora aquisição de nova fatia da MRN e afirma que continuará investindo na exploração da bauxita para o aproveitamento das operações no Pará

A South32 vem buscando uma presença ainda maior dentro do ramo da mineração e siderurgia no Brasil e procura expandir a sua produção de alumínio. Assim, para um abastecimento maior da sua cadeia produtiva, a empresa afirmou que a compra da MRN garante um suprimento ainda maior de bauxita e que, ao longo dos próximos anos, continuará expandindo os investimentos na exploração do minério para conseguir um abastecimento ainda mais elevado das suas operações. 

Dessa forma, Graham Kerr, CEO da South32, comentou sobre a aquisição da fatia da MRN e sobre a exploração de bauxita no Brasil, afirmando assim que “Estamos felizes em concluir a aquisição de participação adicional na Mineração Rio do Norte, garantindo maior acesso à bauxita para nossa cadeia integrada de fornecimento de alumínio. Esta aquisição, integrada à cadeia de fornecimento de alumínio, ajudará a impulsionar o investimento local e aumentar a oferta local de alumínio”.Por fim, a South32 afirmou que a produção da MRN vai para a refinaria da Alumar, que tem capacidade anual de 3,5 milhões de toneladas, como forma de garantir o abastecimento da produção. Além disso, a empresa ressaltou o compromisso com o mercado brasileiro e que esse é só mais um passo dado no mercado nacional.

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Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.