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Cometa 41P provoca reviravolta no Sistema Solar ao reduzir drasticamente sua rotação, quase zerar o movimento e reaparecer girando no sentido oposto diante dos telescópios espaciais

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 12/02/2026 às 11:36
Atualizado em 12/02/2026 às 11:37
Cometa 41P no espaço com cauda iluminada pelo Sol, representando a inversão de rotação no Sistema Solar registrada pelo Hubble em 2017.
Imagem ilustrativa mostra o cometa 41P com cauda brilhante após desacelerar e retomar o giro no sentido oposto durante aproximação do Sol em 2017.
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Mudança extrema no giro do 41P/Tuttle-Giacobini-Kresák em 2017 surpreende astrônomos e pode ajudar a explicar a destruição de cometas

Em 2017, um fenômeno astronômico incomum chamou a atenção da comunidade científica internacional. O cometa 41P/Tuttle-Giacobini-Kresák desacelerou drasticamente sua rotação ao se aproximar do Sol, quase parou completamente e, depois, retomou o movimento no sentido oposto.

Rotação do cometa 41P — Foto: Reprodução/Universidade da Califórnia

O astrônomo David Jewitt, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, identificou o comportamento ao analisar imagens do Hubble Space Telescope. Ele publicou inicialmente o estudo na plataforma arXiv e depois o encaminhou ao periódico The Astronomical Journal, consolidando o registro como um dos mais incomuns já documentados no Sistema Solar.

Investigação técnica confirma mudança extrema na rotação

Em março de 2017, o Neil Gehrels Swift Observatory registrou que o cometa completava uma volta a cada 20 horas. No entanto, entre março e maio daquele ano, o período saltou para 46 horas. Essa variação surpreendeu os pesquisadores, pois mudanças costumam ocorrer em minutos, não em dezenas de horas.

Depois de maio de 2017, o cometa ficou temporariamente invisível da Terra porque passou muito próximo do Sol. Quando reapareceu, em dezembro do mesmo ano, novas imagens do Hubble mostraram outro dado relevante: o período de rotação caiu para 14 horas.

Com base nessas medições, Jewitt concluiu que o cometa provavelmente reduziu sua rotação até chegar a zero e, em seguida, retomou o giro na direção contrária. O astrônomo Dennis Bodewits, que também acompanhou o fenômeno, afirmou que nunca havia visto uma mudança tão grande e tão rápida.

Mecanismo físico explica o freio brusco

Cometas se formam a partir de gelo e rocha remanescentes da origem do Sistema Solar. Quando se aproximam do Sol, o calor provoca a sublimação do gelo e libera gás e poeira. Esse material forma a coma, a nuvem que envolve o núcleo.

Além disso, jatos de gás podem surgir de maneira desigual e agir como pequenos propulsores naturais. Esse mecanismo alterou diretamente a rotação do 41P/Tuttle-Giacobini-Kresák, pois os jatos geraram força suficiente para modificar drasticamente seu período de giro.

A astrônoma Jane Luu, da Universidade de Oslo, explicou que os cientistas já consideravam essa possibilidade em teoria. No entanto, foi a primeira vez que alguém observou um cometa realizar essa inversão em tempo real.

Impactos científicos e hipótese sobre a vida útil dos cometas

O caso do 41P ajuda os pesquisadores a entender por que o Sistema Solar possui menos cometas pequenos do que o esperado. Uma das hipóteses sugere que os jatos de gás aceleram a rotação até o ponto em que o corpo se fragmenta por força centrífuga.

Segundo Jewitt, as evidências indicam que cometas podem não viver por muito tempo, pois processos físicos contribuem para sua destruição gradual. A rotação acelerada pode representar um dos principais fatores desse desgaste.

Nova aproximação prevista para 2028

O cometa 41P/Tuttle-Giacobini-Kresák voltará a se aproximar do Sol no início de 2028. Astrônomos pretendem observar novos episódios de instabilidade, especialmente com o início das operações do Vera C. Rubin Observatory, no Chile, que ampliará o monitoramento de pequenos corpos do Sistema Solar.

Diante desse fenômeno raro registrado em 2017, surge uma pergunta inevitável: outros cometas também poderão inverter sua rotação nos próximos anos ou o 41P continuará sendo um caso único no Sistema Solar?

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Roberto N Silva
Roberto N Silva
14/02/2026 15:56

Tudo no universo pode acontecer. Então não fique adimerado.

Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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