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Com novo visual, mais potência, mais tecnologia, porte maior e o adeus a um item polêmico, o BYD Dolphin 2027 se prepara para chegar ao Brasil ainda em 2026 mais forte e mais competitivo do que nunca

Escrito por Ana Alice
Publicado em 30/03/2026 às 22:48
Atualizado em 30/03/2026 às 22:52
Assista o vídeoBYD Dolphin 2027 terá novo visual, mais potência e interior revisto. Veja o que muda no hatch elétrico da BYD para o Brasil. (Imagem: Divulgação)
BYD Dolphin 2027 terá novo visual, mais potência e interior revisto. Veja o que muda no hatch elétrico da BYD para o Brasil. (Imagem: Divulgação)
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Hatch elétrico da BYD prepara mudanças visuais, revisão mecânica e ajustes na cabine em meio ao avanço da concorrência no Brasil, com alterações que também atingem equipamentos, dimensões e recursos de assistência à condução.

O BYD Dolphin reestilizado já aparece no radar do mercado brasileiro com mudanças em design, cabine, motorização e pacote de assistência ao motorista.

A atualização foi lançada na China em março de 2025, e o modelo renovado já foi flagrado em testes no Brasil, o que reforça a expectativa de chegada ao mercado nacional ao longo de 2026.

Entre as alterações previstas estão o visual revisto, o interior remodelado e a adoção de uma mecânica mais forte nas versões de entrada, além da retirada de um recurso que marcou a identidade recente da marca.

Visual do BYD Dolphin 2027 muda por fora

Na dianteira, a mudança mais perceptível está no conjunto óptico.

O hatch recebeu faróis redesenhados, com contorno mais integrado à parte frontal, para-choque revisto e nova tomada de ar.

(Imagem: Divulgação/BYD)
(Imagem: Divulgação/BYD)

Na traseira, a alteração foi mais discreta: sai a inscrição “Build Your Dreams” nas lanternas interligadas e entra a sigla BYD, repetindo um padrão visual que a fabricante já passou a adotar em outros modelos.

Dimensões do hatch elétrico ficam maiores

As dimensões também mudaram.

O Dolphin passou a medir 4,28 metros de comprimento, mantendo largura de 1,77 metro, altura de 1,57 metro e entre-eixos de 2,70 metros.

Com isso, o hatch fica maior do que o modelo lançado inicialmente no Brasil, embora preserve a mesma base estrutural.

A mudança acompanha a carroceria apresentada no mercado chinês.

Motor do BYD Dolphin pode mudar no Brasil

No conjunto mecânico, a principal alteração esperada para a versão de entrada envolve a troca do motor.

A previsão publicada pela imprensa especializada é que o Dolphin GS passe a usar o mesmo conjunto do Yuan Pro, com motor elétrico de 177 cv e bateria de 45,1 kWh.

Hoje, o Dolphin vendido no Brasil tem 95 cv, bateria de 44,9 kWh e autonomia de 291 km pelo PBEV do Inmetro.

Caso essa configuração seja confirmada na chegada da nova linha, o modelo terá aumento relevante de potência em relação ao hatch atualmente comercializado.

No mercado chinês, a linha atualizada passou a oferecer três calibrações de potência: 94 cv, 174 cv e 204 cv.

As duas primeiras utilizam bateria de 45,1 kWh, enquanto a versão mais potente trabalha com pack de 60,5 kWh.

Pelo ciclo chinês CLTC, as autonomias divulgadas chegam a 420 km na versão de 94 cv, 410 km na de 174 cv e 520 km na topo de linha com 204 cv.

Esses números, porém, não podem ser comparados diretamente com os dados brasileiros, já que o padrão do Inmetro costuma registrar resultados mais conservadores.

Até o momento, a autonomia nacional da futura linha 2027 ainda não foi informada.

Versão Plus deve manter conjunto mais forte

Na configuração mais cara, a tendência é de manutenção do motor de 204 cv e torque de 31,6 kgfm, acompanhado da bateria de 60,5 kWh, conjunto já conhecido do Dolphin Plus vendido hoje no país.

No modelo atual, essa versão registra autonomia de 330 km pelo Inmetro, além de recarga rápida de 30% a 80% em cerca de 30 minutos.

A fabricante também informa intervalo semelhante para a versão de entrada, dentro das condições declaradas nos dados oficiais.

Interior do Dolphin ganha nova organização

A cabine recebeu mudanças importantes.

O novo Dolphin adota volante de três raios, console central redesenhado, menos comandos físicos e seletor de marchas posicionado na coluna de direção.

(Imagem: Divulgação/BYD)
(Imagem: Divulgação/BYD)

O painel de instrumentos passou de 5 para 8,8 polegadas, enquanto a central multimídia permanece com 12,8 polegadas.

A reorganização do interior amplia o espaço no console e inclui área para carregamento sem fio de 50 W.

Tela giratória sai da nova linha

É nesse ponto que o modelo abandona um dos recursos mais conhecidos da linha.

O Dolphin atual, vendido no Brasil, tem tela central com rotação elétrica, característica destacada pela própria BYD nas fichas técnicas do carro.

Na carroceria renovada, a central mantém o tamanho, mas deixa de oferecer essa função.

A mudança foi registrada no modelo já apresentado no exterior.

Pacote de assistência amplia recursos de segurança

Outro avanço está no pacote de assistência à condução.

O Dolphin atualizado estreou na China com o God’s Eye C, versão de entrada da plataforma de ADAS da BYD.

O sistema reúne câmeras e radares e inclui funções como frenagem autônoma de emergência, manutenção em faixa, controle de cruzeiro adaptativo e leitura de placas, além de recursos adicionais de condução assistida em vias rápidas no mercado chinês.

A adoção dessa tecnologia amplia o conteúdo de segurança do hatch em um momento de maior concorrência entre os elétricos compactos.

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Concorrência cresce no mercado de elétricos

No Brasil, o Dolphin segue como um dos modelos de maior visibilidade dentro da estratégia da BYD no segmento de veículos elétricos.

A atualização ocorre em um cenário de aumento da concorrência, com a chegada de novas marcas chinesas e com o avanço da parceria entre Renault e Geely para produção e venda de veículos eletrificados no país.

Nesse contexto, o hatch da BYD deve responder com mais potência, cabine atualizada e reforço no pacote de assistência eletrônica.

O que ainda falta confirmar no Brasil

Ainda faltam confirmações oficiais da BYD do Brasil sobre a composição exata da gama, a lista definitiva de equipamentos por versão e os números locais de autonomia da linha 2027.

Apesar disso, o conjunto de informações já disponível indica que o Dolphin passará por uma atualização ampla, com mudanças visuais, alterações no interior e revisão técnica.

A retirada da tela giratória também marca uma mudança de direção no projeto, com adoção de uma solução mais convencional para a central multimídia.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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