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Com história centenária, curral antiestrês e um rebanho Nelore pintado que virou referência, a fazenda às margens da BR-265 mostra como tradição, genética e manejo moderno transformam 100 hectares em potência valorizada no campo

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 22/11/2025 às 16:08
Assista o vídeoNa fazenda às margens da BR-265, o Nelore pintado, o curral antiestrês e 100 hectares de manejo e genética elevam a produção e valorizam o campo.
Na fazenda às margens da BR-265, o Nelore pintado, o curral antiestrês e 100 hectares de manejo e genética elevam a produção e valorizam o campo. IMAGEM: PAULO MEDEIROS
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Com história centenária preservada, a fazenda às margens da BR-265 usa curral antiestrês, genética Nelore pintado e manejo de receptoras para transformar 100 hectares em vitrine tecnológica, produzindo touros, matrizes e leilões que conectam tradição, eficiência produtiva e valorização constante da arroba em região estratégica, com água e energia solar

A fazenda às margens da BR-265 em Nepomuceno, no Sul de Minas, chama atenção de quem passa pela rodovia muito antes dos pastos aparecerem. A casa antiga com data gravada na fachada, o gramado bem cuidado, o muro de pedra contínuo e o curral ao alcance dos olhos contam, de longe, que ali tradição e negócio caminham juntos em um projeto pensado para durar.

Por trás dessa paisagem de cartão-postal está um plano claro: transformar 100 hectares em uma plataforma de genética Nelore pintado, usando tecnologia de reprodução, manejo antiestrês e uma localização privilegiada para receber clientes, movimentar leilões e consolidar a marca Nelore.100 como referência regional em touros, matrizes e reprodutores jovens.

Da casa antiga ao projeto de genética

Na fazenda às margens da BR-265, o Nelore pintado, o curral antiestrês e 100 hectares de manejo e genética elevam a produção e valorizam o campo.

Quando os atuais proprietários chegaram, a fazenda às margens da BR-265 não era o retrato de hoje.

O casarão se mantinha de pé, mas o entorno mostrava sinais claros de abandono: estruturas antigas de leite desativadas, curral desgastado, quintal tomado pelo mato, pastos precisando de reforma.

A herança material existia, mas não havia um projeto vivo para sustentá-la.

A família decidiu então preservar o que carregava memória e reconstruir o que precisava ser produtivo.

A casa foi restaurada, o telhado trocado, o quintal limpo e gramado, o muro de pedra mantido como moldura histórica da sede.

No lugar dos antigos equipamentos de leite, nasceram novas instalações focadas em corte e seleção: baias, maternidade, curral de manejo, piquetes formados e uma sede operacional mais funcional para o dia a dia.

Por que a fazenda às margens da BR-265 virou vitrine natural

Na fazenda às margens da BR-265, o Nelore pintado, o curral antiestrês e 100 hectares de manejo e genética elevam a produção e valorizam o campo.

Estar com a fazenda às margens da BR-265 não é apenas um detalhe geográfico: é parte da estratégia.

A rodovia corta a propriedade, liga o interior de Minas à Fernão Dias e aproxima o negócio de polos como Belo Horizonte e São Paulo.

Isso facilita a chegada de clientes, o embarque de animais e o próprio reconhecimento da marca.

A vitrine começa literalmente na cerca.

O curral e os piquetes mais próximos da sede foram posicionados de forma a deixar lotes de Nelore pintado à vista de quem visita a fazenda às margens da BR-265.

O produtor toma café na varanda enxergando o rebanho, o cliente estaciona o carro e já observa carcaça, pigmentação e docilidade sem precisar andar grandes distâncias.

O campo vira showroom permanente.

Curral antiestrês: manejo pensado para o gado e para a equipe

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Um dos pontos centrais do projeto é o curral antiestrês, construído do zero para atender a nova fase da fazenda às margens da BR-265.

O desenho prioriza segurança, fluxo contínuo e mínima interferência visual do ser humano sobre o animal.

Quem trabalha com o gado circula por passarelas elevadas, enquanto os bovinos seguem em corredores fechados, sem enxergar a equipe durante o manejo.

As porteiras curvas, o piso antiderrapante e o tronco com balança integrada permitem pesar, vacinar, inseminar e transferir embriões com rapidez e menor risco de acidente.

Em vez de ferrão ou cabo agressivo, a condução é feita com bandeiras e som, reduzindo a pressão sobre o lote.

Esse padrão de manejo, alinhado à docilidade selecionada do Nelore pintado, cria um ambiente em que o gado responde com menos reação e mais previsibilidade.

Baias, maternidade e controle de partos

Ao lado do curral, baias individuais recebem bezerras, bezerros e fêmeas em fases estratégicas.

Alguns animais jovens permanecem em regime de manejo controlado, com cocho, bebedouro automático e acompanhamento de ganho de peso, preparando-se para leilões ou para integrar o núcleo de matrizes da casa.

Na maternidade, o foco é controle. Cada receptora entra no lote com previsão de parto marcada em brinco e cor específica.

Assim, a equipe sabe quais vacas estão a poucos dias de parir, acompanha o nascimento e garante que o bezerro receba o colostro no tempo correto.

Quando há qualquer dificuldade, o suporte é imediato, reduzindo perdas e preservando o valor de cada produto de FIV ou inseminação.

Genética: de onde vem o Nelore pintado da casa

O rebanho que ocupa a fazenda às margens da BR-265 é resultado de combinação entre compra estratégica de matrizes e construção interna de plantel.

A base de referência inclui animais de criatórios especializados em Nelore pintado, somada a aquisições pontuais de fêmeas de programas consagrados, como a principal doadora do rebanho, Laia, comprada já adulta e com histórico produtivo.

A partir dessas matrizes, a fazenda trabalha com fertilização in vitro, transferência de embriões e inseminação com touros de destaque, muitos deles campeões de pista ou líderes em características econômicas.

O objetivo é simples e técnico: cada geração precisa ser melhor que a anterior em carcaça, pigmentação, fertilidade e habilidade materna, sem perder rusticidade de campo.

Pintado, padrão e seleção econômica

O foco principal é o Nelore pintado, tanto de preto quanto de vermelho, mas o Nelore padrão branco também compõe o portfólio da fazenda às margens da BR-265.

Em todos os casos, a regra interna é clara: animal reativo, difícil de manejar ou com desempenho abaixo do esperado entra na fila de descarte.

A seleção prioriza produtividade e temperamento, porque a fazenda é ao mesmo tempo vitrine genética e empresa que precisa fechar conta ao fim do mês.

No pintado, a exigência é ainda maior.

O padrão buscado combina cor retinta, pintas bem boladas e distribuição harmônica do desenho, sem aspecto chapiscado.

Como nem todo cruzamento entre pintados resulta em filhos com esse padrão ideal, uma parcela dos nascimentos é descartada para seleção, o que explica por que esse tipo de genética costuma ter valor mais alto por cabeça.

Como 100 hectares ganham escala com manejo e energia certa

Os 100 hectares da fazenda às margens da BR-265 seriam pequenos para um sistema extensivo tradicional, mas se tornam altamente competitivos quando somam piquetes bem formados, água de qualidade e suporte energético próprio.

Pastos de mombaça, tifton e áreas rotacionadas permitem sustentar matrizes PO, receptoras e reprodutores jovens sem sobrecarga de área.

No alto da propriedade, o conjunto de placas solares abastece fazenda, atacado e supermercado da família, reduzindo custo fixo e amortecendo a conta de energia de equipamentos, bombas e estruturas de apoio.

A combinação de genética de valor agregado com custos operacionais controlados é o que transforma, na prática, 100 hectares em um ativo valorizado, preparado para enfrentar ciclos de preço da arroba sem perder competitividade.

Leilões, marca e posicionamento de longo prazo

Com a base implantada, a fazenda às margens da BR-265 passou a usar leilões como ferramenta de exposição e giro de plantel.

Ofertas de fêmeas, touros jovens e produtos de FIV levam a marca Nelore.100 para outras regiões do país, enquanto o frete estruturado e a localização próxima de eixos rodoviários facilitam embarques e visitas técnicas.

Mais do que vender lotes, o objetivo é consolidar a imagem de um projeto que entrega genética coerente com o que mostra na porteira da sede: animais dóceis, bem manejados, criados em curral antiestrês e em pastos organizados, com histórico claro de origem.

A construção dessa reputação é tão importante quanto o preço de cada animal batido no martelo.

Tradição preservada, negócio em evolução constante

O resultado é uma operação onde a casa antiga, o muro de pedra e o pomar convivem com curral moderno, baias funcionais, painel solar e rebanho Nelore pintado em expansão.

A fazenda às margens da BR-265 mantém viva a memória de quem construiu a sede original, mas atualiza todos os dias o jeito de produzir carne e genética em uma área compacta e estratégica.

No campo, a tradição só se sustenta quando gera caixa, emprego e valor para o próximo ciclo.

Projetos que combinam história, manejo tecnificado e leitura de mercado, como o desta fazenda às margens da BR-265, indicam um caminho possível para pequenos e médios produtores que querem continuar relevantes em um setor cada vez mais competitivo.

Você, olhando para a sua realidade hoje, investiria primeiro em genética, em infraestrutura de curral ou em pastagem bem formada para transformar sua propriedade em um ativo mais valorizado no campo?

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Helvio Seviero
Helvio Seviero
23/11/2025 18:29

Parabéns, sucesso, ficou linda a sede da fazenda!! Ainda de sobra o nelore pintado no piquete na frente da casa, CAPA DE REVISTA.

Paulo Manzano
Paulo Manzano
23/11/2025 01:52

Gostei muito…muito capricho, muito atencioso o proprietário…parabéns. sucesso sempre, que a cada dia tenha um **** melhor.

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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