Marinha de Portugal envia o submarino NRP Tridente para missão da NATO e reforça presença internacional no oceano.
A Marinha Portuguesa ampliou sua atuação internacional ao enviar, na última terça-feira, 14, o submarino NRP Tridente para integrar uma operação da NATO voltada à segurança marítima, iniciada em abril de 2026. A missão ocorre em regiões estratégicas e reúne forças de diferentes países com o objetivo de fortalecer a vigilância naval e a cooperação militar.
O deslocamento partiu da Base Naval de Lisboa como parte do compromisso de Portugal com a Aliança. A operação envolve exercícios práticos, monitoramento e integração entre unidades navais e aéreas. Com isso, o país reforça sua capacidade de resposta em cenários de defesa marítima.
NRP Tridente amplia capacidade da Marinha em operações internacionais
O envio do NRP Tridente representa um reforço importante para a Marinha em missões fora do território nacional. O submarino possui características que permitem atuar com discrição e eficiência em ambientes complexos. Além disso, sua participação contribui diretamente para o monitoramento de áreas estratégicas. Isso aumenta a capacidade de vigilância conjunta da NATO.
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Um dos principais focos da missão é a participação do NRP Tridente no exercício Dynamic Mongoose. Trata-se de um treinamento voltado à detecção e combate a ameaças submarinas. Nesse contexto, a Marinha atua ao lado de outras forças navais e aéreas. A simulação de cenários reais ajuda a aprimorar técnicas operacionais.
Integração com aliados fortalece atuação da Marinha
Durante a operação, o NRP Tridente trabalha em conjunto com outras unidades portuguesas e internacionais. Entre elas estão a fragata D. Francisco de Almeida e uma aeronave P-3. Essa cooperação permite à Marinha desenvolver operações coordenadas. Além disso, melhora a interoperabilidade entre países da NATO.
Outro ponto relevante é o apoio do NRP Tridente ao programa FOST da Marinha Real Britânica. O treinamento busca padronizar procedimentos operacionais entre forças aliadas. Ao longo de duas semanas, a Marinha Portuguesa contribui para a avaliação e melhoria das capacidades navais. Isso fortalece a prontidão das unidades envolvidas.
Comando da Marinha destaca importância do submarino
Durante a partida, o comando da Marinha ressaltou o papel estratégico do NRP Tridente na missão. A liderança destacou a relevância da operação para a segurança internacional.
Segundo o Chefe do Estado-Maior, “Ao participar na Operação Escudo Brilhante, o Tridente contribuirá para a vigilância e segurança de áreas centrais para os objetivos da Aliança, assegurando uma presença credível e reforçando a capacidade de monitorizar as atividades dos intervenientes relevantes.”
Além do papel operacional, a Marinha enfatizou a preparação da equipe do NRP Tridente. O comando destacou o nível de treinamento dos militares envolvidos. O almirante afirmou ter “plena confiança na competência, formação e disciplina” da tripulação. Também ressaltou que os militares atuarão com “zelo, aptidão e integridade” ao longo da missão.
Capacidades técnicas do NRP Tridente
O NRP Tridente é um submarino de alta tecnologia, projetado para missões prolongadas e operações discretas. Ele pode operar em grandes profundidades e possui sistemas avançados de combate. Além disso, conta com armamento que inclui torpedos e mísseis, ampliando sua capacidade ofensiva. Essas características tornam o submarino um dos principais ativos da Marinha.
O NRP Tridente faz parte de uma classe de submarinos “Tridente”, desenvolvida para cumprir missões de longa permanência no mar, com foco em baixa detectabilidade e alta eficiência em cenários de combate. Quando navega na superfície, seu deslocamento é de cerca de 1.842 toneladas, chegando a aproximadamente 2.020 toneladas em condição submersa.

A embarcação mede perto de 68 metros de comprimento, possui boca de 6,35 metros e calado de 6,6 metros, o que lhe garante capacidade de operar em profundidades superiores a 300 metros.
Entre os equipamentos de bordo, destaca-se o radar de navegação Kelvin Hughes KH-1007, além do sistema integrado de combate ISUS 90-50, desenvolvido pela Atlas Elektronik GmbH, responsável por reunir dados de sensores e apoiar a condução das operações táticas.
No campo do armamento, o submarino é capaz de levar até 12 torpedos e até 6 mísseis antinavio do tipo Harpoon UGM-84. Já o conjunto de propulsão é formado por dois motores a diesel MTU 16V396 TB-94, um motor elétrico Siemens Permasyn e dois sistemas de propulsão independente do ar (AIP) Siemens Sinavy, permitindo alcançar velocidades próximas de 20 nós quando em imersão.
A missão ocorre em paralelo a outras movimentações de países aliados, como a Espanha, que também mobilizou submarinos para operações estratégicas. Esse contexto evidencia o aumento da atividade naval em regiões sensíveis. Assim, a Marinha Portuguesa se insere em um esforço coletivo de segurança marítima global.
Com informações do Zona Militar

