Marinha de Portugal envia o submarino NRP Tridente para missão da NATO e reforça presença internacional no oceano.
A Marinha Portuguesa ampliou sua atuação internacional ao enviar, na última terça-feira, 14, o submarino NRP Tridente para integrar uma operação da NATO voltada à segurança marítima, iniciada em abril de 2026. A missão ocorre em regiões estratégicas e reúne forças de diferentes países com o objetivo de fortalecer a vigilância naval e a cooperação militar.
O deslocamento partiu da Base Naval de Lisboa como parte do compromisso de Portugal com a Aliança. A operação envolve exercícios práticos, monitoramento e integração entre unidades navais e aéreas. Com isso, o país reforça sua capacidade de resposta em cenários de defesa marítima.
NRP Tridente amplia capacidade da Marinha em operações internacionais
O envio do NRP Tridente representa um reforço importante para a Marinha em missões fora do território nacional. O submarino possui características que permitem atuar com discrição e eficiência em ambientes complexos. Além disso, sua participação contribui diretamente para o monitoramento de áreas estratégicas. Isso aumenta a capacidade de vigilância conjunta da NATO.
-
O governo dos Estados Unidos aprovou uma possível venda de 100 mísseis antiaéreos portáteis Stinger ao Exército Brasileiro, em um pacote estimado em cerca de 330 milhões de dólares que ainda depende de negociação entre os dois países
-
O avião espião que voa na fronteira do espaço e obriga o piloto a vestir traje de astronauta: U-2 Dragon Lady cruza os céus acima de 21 km de altitude desde a Guerra Fria e segue como uma das aeronaves de reconhecimento mais extraordinárias já construídas
-
Porta-aviões da China entram em alerta diante do avanço militar japonês: exercícios com 64 mísseis antinavio, caças F-35 e novos mísseis Tipo-12 expõem a corrida para proteger frotas gigantes no Pacífico Ocidental
-
USS Gerald R. Ford, o porta-aviões mais caro do mundo, retornou aos EUA após quase 11 meses no mar com 4.600 militares a bordo, mas entra em manutenção para reparar incêndio, reconstruir alojamentos e corrigir um sistema de banheiros que gerou falhas em série
Um dos principais focos da missão é a participação do NRP Tridente no exercício Dynamic Mongoose. Trata-se de um treinamento voltado à detecção e combate a ameaças submarinas. Nesse contexto, a Marinha atua ao lado de outras forças navais e aéreas. A simulação de cenários reais ajuda a aprimorar técnicas operacionais.
Integração com aliados fortalece atuação da Marinha
Durante a operação, o NRP Tridente trabalha em conjunto com outras unidades portuguesas e internacionais. Entre elas estão a fragata D. Francisco de Almeida e uma aeronave P-3. Essa cooperação permite à Marinha desenvolver operações coordenadas. Além disso, melhora a interoperabilidade entre países da NATO.
Outro ponto relevante é o apoio do NRP Tridente ao programa FOST da Marinha Real Britânica. O treinamento busca padronizar procedimentos operacionais entre forças aliadas. Ao longo de duas semanas, a Marinha Portuguesa contribui para a avaliação e melhoria das capacidades navais. Isso fortalece a prontidão das unidades envolvidas.
Comando da Marinha destaca importância do submarino
Durante a partida, o comando da Marinha ressaltou o papel estratégico do NRP Tridente na missão. A liderança destacou a relevância da operação para a segurança internacional.
Segundo o Chefe do Estado-Maior, “Ao participar na Operação Escudo Brilhante, o Tridente contribuirá para a vigilância e segurança de áreas centrais para os objetivos da Aliança, assegurando uma presença credível e reforçando a capacidade de monitorizar as atividades dos intervenientes relevantes.”
Além do papel operacional, a Marinha enfatizou a preparação da equipe do NRP Tridente. O comando destacou o nível de treinamento dos militares envolvidos. O almirante afirmou ter “plena confiança na competência, formação e disciplina” da tripulação. Também ressaltou que os militares atuarão com “zelo, aptidão e integridade” ao longo da missão.
Capacidades técnicas do NRP Tridente
O NRP Tridente é um submarino de alta tecnologia, projetado para missões prolongadas e operações discretas. Ele pode operar em grandes profundidades e possui sistemas avançados de combate. Além disso, conta com armamento que inclui torpedos e mísseis, ampliando sua capacidade ofensiva. Essas características tornam o submarino um dos principais ativos da Marinha.
O NRP Tridente faz parte de uma classe de submarinos “Tridente”, desenvolvida para cumprir missões de longa permanência no mar, com foco em baixa detectabilidade e alta eficiência em cenários de combate. Quando navega na superfície, seu deslocamento é de cerca de 1.842 toneladas, chegando a aproximadamente 2.020 toneladas em condição submersa.

A embarcação mede perto de 68 metros de comprimento, possui boca de 6,35 metros e calado de 6,6 metros, o que lhe garante capacidade de operar em profundidades superiores a 300 metros.
Entre os equipamentos de bordo, destaca-se o radar de navegação Kelvin Hughes KH-1007, além do sistema integrado de combate ISUS 90-50, desenvolvido pela Atlas Elektronik GmbH, responsável por reunir dados de sensores e apoiar a condução das operações táticas.
No campo do armamento, o submarino é capaz de levar até 12 torpedos e até 6 mísseis antinavio do tipo Harpoon UGM-84. Já o conjunto de propulsão é formado por dois motores a diesel MTU 16V396 TB-94, um motor elétrico Siemens Permasyn e dois sistemas de propulsão independente do ar (AIP) Siemens Sinavy, permitindo alcançar velocidades próximas de 20 nós quando em imersão.
A missão ocorre em paralelo a outras movimentações de países aliados, como a Espanha, que também mobilizou submarinos para operações estratégicas. Esse contexto evidencia o aumento da atividade naval em regiões sensíveis. Assim, a Marinha Portuguesa se insere em um esforço coletivo de segurança marítima global.
Com informações do Zona Militar


Seja o primeiro a reagir!