Motoneta de baixa cilindrada avançou no ranking nacional de maio de 2026, ficou atrás apenas da CG 160 e superou modelos populares em vendas, reunindo economia, câmbio simples e proposta urbana em um segmento altamente disputado do mercado brasileiro.
A Honda Biz 125 alcançou a segunda posição entre as motocicletas mais vendidas do Brasil em maio de 2026, com 23.654 unidades emplacadas, de acordo com levantamento do MOTOO baseado nos registros de emplacamentos.
À frente dela ficou apenas a Honda CG 160, que liderou o mês com 45.363 unidades, enquanto modelos de forte presença no mercado, como Pop 110i, Bros 160, PCX 160 e CB 300F Twister, terminaram atrás da motoneta.
O avanço da Biz 125 reforça a força das motos de baixa cilindrada no país, sobretudo entre consumidores que procuram menor custo de uso, condução simples e praticidade para deslocamentos diários.
-
Custando menos que um Sentra e é alternativa ao Toyota Corolla: com motor 2.0 de até 155 cv, autonomia de até 13 km/l na estrada, câmbio CVT e 525 litros de porta-malas, este sedã surpreende pelo espaço, conforto e confiabilidade: conheça o Honda Civic EX 2020
-
O Toyota de 7 lugares que parece barato demais para existir no Brasil: Rush tem motor 1.5, opção manual ou automática e preço convertido perto de R$ 81 mil, enquanto por aqui famílias precisam mirar SUVs muito mais caros
-
Hyundai vende uma minivan executiva que parece uma sala VIP sobre rodas: Custin leva 7 pessoas, usa motor 1.5 turbo de 168 cv, câmbio automático de 8 marchas e custa perto de R$ 157 mil na conversão direta no Vietnã
-
Mitsubishi Pajero Dakar diesel de 2012 aparece com 314 mil km e ainda chama atenção pela fama de resistente; SUV 4×4 de sete lugares encara trilhas, mas sinais de uso severo podem esconder prejuízo para compradores de usados
Mesmo disputando atenção com opções street, trail, scooter e naked, a motoneta manteve volume suficiente para ocupar a vice-liderança em um ranking marcado por modelos urbanos e econômicos.
Honda Biz 125 cresce entre as motos mais vendidas
A segunda posição da Biz 125 ganha peso porque o ranking de maio teve amplo domínio da Honda, marca que colocou sete modelos entre as dez motocicletas mais emplacadas do mês.
Enquanto a Yamaha apareceu com duas representantes, a Mottu também garantiu espaço no grupo das primeiras colocadas com a Sport 110i, modelo associado principalmente ao uso profissional e às frotas de entrega.

Entre a líder CG 160 e a Biz 125, a diferença foi de 21.709 unidades, mas a motoneta abriu vantagem de 3.998 emplacamentos sobre a Pop 110i, terceira colocada no levantamento.
Na sequência, a Honda Bros 160 somou 17.387 unidades, enquanto a Mottu Sport 110i fechou o grupo das cinco primeiras posições com 8.649 motos emplacadas.
Dentro da linha Honda, a Biz ocupa uma faixa intermediária que ajuda a explicar seu desempenho comercial.
Ela fica acima da Pop 110i em preço, acabamento e proposta de uso, mas mantém uma configuração mais simples que motos de maior cilindrada, como a CG 160 e a CB 300F Twister.
Motor da Honda Biz 125 e câmbio sem embreagem
Equipada com motor de 123,9 cm³, monocilíndrico, OHC, de quatro tempos e arrefecido a ar, a Biz 125 mantém uma proposta voltada ao uso urbano e à economia de combustível.
Segundo a ficha técnica da Honda, o conjunto entrega 9,53 cv a 7.500 rpm e torque de 1,03 kgfm a 6.000 rpm, sempre associado a uma transmissão de quatro velocidades.
Um dos diferenciais da motoneta está no câmbio rotativo sem embreagem manual, solução que dispensa a manete de embreagem e simplifica a pilotagem em trajetos urbanos com muitas paradas.
Nesse sistema, o condutor troca as marchas pelo pedal, mas não precisa coordenar o acionamento da embreagem, como ocorre em motocicletas convencionais de câmbio manual.
Essa característica favorece o uso em centros urbanos, bairros movimentados e rotas curtas de trabalho, onde arrancadas, reduções e paradas frequentes fazem parte da rotina.

Em vez de priorizar desempenho, a Biz 125 concentra sua proposta em facilidade de condução, consumo baixo e dimensões adequadas para o trânsito diário.
Consumo da Biz 125 favorece deslocamentos diários
Entre os principais argumentos da Biz 125 está o consumo, fator que costuma pesar na decisão de compra de quem usa a moto como meio de transporte diário.
Levantamentos especializados apontam média de 62,8 km/l para o modelo, índice que coloca a motoneta entre as opções mais econômicas do mercado brasileiro.
Com tanque de 5 litros, a autonomia teórica pode chegar a cerca de 314 km, embora o resultado real dependa de trânsito, manutenção, peso transportado e estilo de condução.
Em vias congestionadas, por exemplo, acelerações constantes, velocidade média baixa e calibragem inadequada dos pneus podem alterar o consumo obtido no uso cotidiano.
Ainda assim, a combinação de motor pequeno, peso reduzido e proposta urbana mantém a Biz entre os modelos frequentemente associados à economia de combustível.
Além do consumo, o compartimento sob o banco amplia a praticidade para guardar pequenos objetos, recurso valorizado por quem utiliza a motoneta em deslocamentos curtos.
A posição de pilotagem acessível e as dimensões compactas também contribuem para a procura do modelo por consumidores que priorizam mobilidade simples no dia a dia.
Versões ES e EX da Honda Biz 125
A linha Biz 125 2026 é oferecida nas versões ES e EX, com diferenças importantes na alimentação e no posicionamento de preço dentro da gama da Honda.
Enquanto a versão ES utiliza gasolina, a configuração EX conta com sistema flex, apto a funcionar com gasolina ou etanol, conforme a ficha do modelo divulgada pela fabricante.

A Honda também lista partida elétrica, injeção eletrônica PGM-FI e tanque de 5 litros entre os principais dados técnicos da motoneta.
No preço público sugerido, a Biz 125 ES aparece a partir de R$ 13.505, valor sem frete e sem eventuais custos cobrados de acordo com a região ou a concessionária.
Já a Biz 125 EX parte de R$ 16.840, também sem considerar frete, acessórios, impostos locais e possíveis variações praticadas no varejo.
Esses valores ajudam a posicionar a motoneta entre modelos de entrada e motos urbanas mais completas, mantendo uma proposta voltada à praticidade e ao baixo custo de operação.
Na comparação interna, a Pop 110i segue como alternativa mais simples e barata da marca, enquanto a CG 160 atende quem busca uma motocicleta tradicional, com embreagem manual e desempenho superior.
Ranking das motos mais vendidas em maio de 2026
| Posição | Modelo | Unidades emplacadas |
|---|---|---|
| 1ª | Honda CG 160 | 45.363 |
| 2ª | Honda Biz 125 | 23.654 |
| 3ª | Honda Pop 110i | 19.656 |
| 4ª | Honda Bros 160 | 17.387 |
| 5ª | Mottu Sport 110i | 8.649 |
| 6ª | Yamaha Factor 150 | 6.714 |
| 7ª | Honda CB 300F Twister | 5.504 |
| 8ª | Honda PCX 160 | 4.518 |
| 9ª | Honda XRE 190 | 4.365 |
| 10ª | Yamaha FZ25 | 3.582 |
A CG 160 liderou o ranking de maio de 2026 com ampla vantagem, ao registrar 45.363 unidades emplacadas e manter a posição de principal modelo da Honda no mercado nacional.
Logo depois apareceu a Biz 125, com 23.654 unidades, seguida pela Pop 110i, que somou 19.656 emplacamentos e confirmou a força das motos de entrada no país.
Na quarta colocação, a Bros 160 registrou 17.387 unidades, resultado que manteve a trail urbana entre os modelos mais vendidos do Brasil.
Fechando o grupo das cinco primeiras, a Mottu Sport 110i alcançou 8.649 emplacamentos, com presença relevante em um segmento fortemente ligado ao uso profissional.
A segunda metade da lista começou com a Yamaha Factor 150, que ficou em sexto lugar após somar 6.714 unidades no mês.
Em seguida vieram a Honda CB 300F Twister, com 5.504 emplacamentos, a Honda PCX 160, com 4.518, a Honda XRE 190, com 4.365, e a Yamaha FZ25, com 3.582 unidades.
Pop 110i, Bros 160 e PCX 160 ficaram atrás da Biz
Embora tenha mantido forte volume de vendas, a Pop 110i não alcançou o desempenho da Biz 125 em maio de 2026.
A diferença de quase 4 mil unidades entre as duas motonetas evidencia o espaço ocupado pela Biz entre consumidores que procuram praticidade sem migrar para uma motocicleta street convencional.
No caso da Bros 160, a quarta posição confirmou a relevância do modelo no mercado, especialmente por sua proposta trail urbana e pelo motor de maior cilindrada.
Ainda assim, a diferença de 6.267 unidades em relação à Biz 125 mostra que a motoneta teve desempenho superior mesmo diante de uma moto consolidada entre compradores brasileiros.
Já a PCX 160 registrou 4.518 unidades, volume importante para um scooter, mas distante do resultado obtido pela Biz no mesmo período.
A comparação entre os modelos indica que preço, simplicidade mecânica e custo de uso seguem entre os fatores mais relevantes na escolha de parte expressiva dos consumidores.
Baixa cilindrada segue forte no mercado brasileiro
O ranking de maio confirma a importância das motocicletas de baixa cilindrada no Brasil, tanto para deslocamentos diários quanto para atividades profissionais.
Com a CG 160 isolada na liderança e a Biz 125 na segunda colocação, a Honda manteve presença dominante nos segmentos de maior volume.
A vice-liderança da Biz também reforça o papel das motonetas em um mercado no qual muitos consumidores buscam alternativas para reduzir custos de transporte.
Nesse cenário, a combinação de motor de 125 cm³, câmbio sem embreagem manual, compartimento sob o banco e consumo competitivo ajuda a manter a Biz 125 entre as motos mais vendidas do país.

Seja o primeiro a reagir!