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Um dos maiores navios movidos a vento do mundo: colosso de 362 m e velas de 300 toneladas, navega pelos mares com até 400 mil toneladas e redefine a escala da navegação sustentável

Publicado em 14/02/2026 às 10:10
Atualizado em 14/02/2026 às 10:11
Assista o vídeoNavio, Sorrar max
Imagem: Divulgação
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O gigante Sorrar Max impressiona com 362 metros, capacidade para 400 mil toneladas e velas tubulares de 300 toneladas, tecnologia que economiza combustível, reduz impactos ambientais e reforça competitividade brasileira

O gigante dos mares chamado Sorrar Max chama atenção logo à primeira vista. Com 362 metros de comprimento, a embarcação supera até mesmo muitos navios de cruzeiro e traduz, em aço e engenharia, a escala monumental do transporte de minério. Projetado para carregar até 400 mil toneladas, o navio combina tecnologia desenvolvida em três países, mas carrega o que executivos descrevem como uma espécie de identidade nacional, uma “alma brasileira”.

Tecnologia eólica inovadora

O principal diferencial do Sorrar Max está em suas velas tubulares. Cada estrutura pesa 300 toneladas e funciona como um sofisticado sistema de aproveitamento dos ventos.

Ao girarem, utilizam o chamado efeito Magnus para gerar força adicional de propulsão. Na prática, isso se converte em uma economia média de 6% no consumo de combustível durante as viagens.

Segundo o capitão indiano que comanda o navio, o início não foi simples. O tamanho impressionante trouxe desafios no manuseio e exigiu ajustes operacionais.

Com o tempo, porém, a tripulação se adaptou, refinando procedimentos e rotinas de navegação.

Na primeira viagem da China para o Brasil utilizando as velas eólicas, os resultados surpreenderam. A economia de combustível alcançou 9%, o que representou 125 toneladas a menos de bunker consumido.

Para uma única travessia, o número é expressivo e sinaliza o potencial da tecnologia.

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Impacto ambiental e econômico

A iniciativa integra os esforços da mineradora Vale para reduzir o impacto ambiental de suas operações e, simultaneamente, ampliar a competitividade.

Ao cortar parte do consumo de combustível fóssil, o navio contribui para diminuir a pegada de carbono associada ao transporte de minério.

Curiosamente, o princípio por trás dessa inovação remonta às origens da navegação. O uso do vento como fonte de energia foi gradualmente abandonado com a chegada dos motores a vapor e, depois, de combustão.

Agora, diante das pressões das mudanças climáticas, a indústria naval revisita esse conceito com abordagem moderna.

Mais do que um avanço tecnológico, o projeto aponta para uma mudança de mentalidade. Em um cenário de custos crescentes no transporte marítimo e tensões em rotas estratégicas, soluções que reduzam despesas e emissões ganham relevância.

A expectativa é que iniciativas como essa fortaleçam a posição das empresas brasileiras no mercado global, além de abrir caminho para novas aplicações da energia eólica nos oceanos.

Com informações de CNN.

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Romário Pereira de Carvalho

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