Cinco pescadores passaram 55 dias à deriva após uma falha elétrica deixar a embarcação sem comunicação e navegação e foram resgatados perto das Ilhas Galápagos.
Cinco pescadores que estavam desaparecidos desde meados de março foram encontrados vivos após 55 dias à deriva no mar. Os três peruanos e dois colombianos foram localizados em 7 de maio de 2025 pelo barco atuneiro equatoriano Aldo e chegaram três dias depois a um porto nas Ilhas Galápagos, segundo informações divulgadas pela Marinha do Equador e repercutidas pela Associated Press.
Quando finalmente receberam atendimento, os homens estavam em condição estável. O período à deriva começou depois que uma falha no sistema elétrico comprometeu equipamentos essenciais da embarcação e deixou o grupo sem condições normais de navegação ou de pedir ajuda.
Pane aconteceu apenas dois dias depois da partida
A viagem havia começado na Baía de Pucusana, localizada ao sul de Lima, no Peru. Dois dias depois da saída, o alternador da embarcação apresentou problemas, desencadeando uma sequência de falhas.
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Segundo a capitã de fragata Maria Fares, da Marinha equatoriana, o barco ficou sem energia. A pane afetou os sistemas de comunicação e navegação e também deixou os pescadores sem recursos dependentes da bateria, incluindo luzes e motor de arranque.
Sem conseguir restabelecer o funcionamento dos equipamentos, os cinco permaneceram no mar enquanto os dias se acumulavam e a embarcação continuava à deriva.

Peixes capturados durante o trajeto viraram alimento
A sobrevivência passou a depender do que os homens conseguiam obter no próprio mar. Quando algum peixe aparecia próximo à embarcação, eles conseguiam capturá-lo e o cozinhavam parcialmente antes de comer.
A obtenção de água também se tornou uma das maiores dificuldades durante os 55 dias. Fares relatou que o grupo aproveitava água da chuva e chegou a ingerir água do mar.
Os pescadores também retiravam um líquido enferrujado existente no motor na tentativa de se manter hidratados, de acordo com o relato fornecido às autoridades após o resgate.
As condições mostram como uma falha ocorrida logo no início da viagem transformou uma atividade de pesca em uma longa espera por socorro, sem comunicação com terra e sem saber quando outra embarcação cruzaria seu caminho.
Barco atuneiro encontrou grupo em 7 de maio
O desaparecimento terminou quando o Aldo, um barco equatoriano dedicado à pesca de atum, encontrou a embarcação em 7 de maio.
Após o resgate, os cinco homens foram levados em direção às Ilhas Galápagos, onde chegaram no sábado, 10 de maio. A Marinha informou que passou a trabalhar com autoridades de diferentes países para organizar o retorno dos três peruanos e dos dois colombianos às respectivas nações.

O caso ocorreu poucos meses depois de outro resgate envolvendo um pescador peruano. Máximo Napa, de 61 anos, havia permanecido 95 dias sozinho no mar antes de também ser encontrado por uma embarcação equatoriana.
No caso dos cinco pescadores, a sobrevivência veio depois de quase dois meses sem os sistemas que normalmente permitiriam orientar o barco ou chamar por socorro.
A pane registrada apenas dois dias depois da partida prolongou a viagem por 55 dias, até que uma embarcação surgisse em seu caminho e encerrasse o desaparecimento.
