Estrelas ainda em formação foram encontradas estruturas luminosas colossais ao redor de si mesmos nos primeiros momentos de vida e os pesquisadores dizem que esses anéis revelam um processo de nascimento estelar muito mais violento e grandioso do que qualquer modelo anterior poderia prever
Estrelas não nascem em silêncio. Um grupo de cientistas japoneses acaba de flagrar algo que nenhum telescópio havia registrado antes: estrelas recém-nascidas criando anéis gigantescos de luz ao seu redor, com dimensões mil vezes maiores que a distância entre a Terra e o Sol. Segundo informações do portal do G1, a observação foi feita com um dos telescópios mais avançados do mundo e publicada na revista científica The Astrophysical Journal Letters e o que ele revela muda a compreensão que temos sobre como estrelas vêm ao mundo.
Na prática, essas estruturas são formadas por gás extremamente quente empurrado para fora pelas próprias estrelas jovens, combinado com o efeito de campos magnéticos intensos. O resultado são regiões circulares mais detalhadas ao redor das protoestrelas verdadeiros anéis de luz visíveis nos instrumentos dos pesquisadores. Até agora, a ciência sabia que estrelas em formação expeliam energia, mas ninguém havia documentado que esse processo criava estruturas tão grandes e organizadas logo nos primeiros momentos de vida estelar.
Como estrelas nascem e por que os primeiros momentos são tão caóticos
Para entender o que os japoneses são específicos, é preciso voltar ao básico. Estrelas surgem em regiões do espaço chamadas berçários estelares nuvens imensas de gás e poeira onde a gravidade começa a concentrar matéria num único ponto.
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Com o tempo, essa concentração forma o que os astrônomos chamam de protoestrela, uma espécie de estrela bebê que ainda está crescendo e se estabilizando.
Essa fase inicial é tudo menos tranquila. A protoestrela puxa matéria para si, tentando ganhar massa, ao mesmo tempo em que libera energia de forma violenta.
Estrelas nessa etapa vivem um cabo de guerra entre atrair e expulsar material e é justamente esse equilíbrio instável que produz as especificações que os cientistas agora observam. O processo é caótico, intenso e, como ficou evidente, muito mais grandioso do que se imaginava.
O que são os anéis de luz que os cientistas encontraram ao redor das estrelas
Ao propor seus instrumentos para uma dessas protoestrelas, os pesquisadores japoneses detectaram algo inesperado: uma estrutura circular gigantesca ao redor da estrela jovem, formando um anel com cerca de mil vezes a distância entre a Terra e o Sol.
Para colocar em perspectiva, a distância da Terra ao Sol é de aproximadamente 150 milhões de milhas. O anel apresentado se estende por uma região equivalente a 150 bilhões de quilômetros de diâmetro.
O mecanismo por trás desses anéis funciona como uma ocorrência em cadeia. As estrelas em formação acumulam matéria, mas parte dessa energia e desse material é expulsa com força.
Essa expulsão gera ondas de choque no gás ao redor, essas ondas aparecem como regiões mais estendidas formando os anéis de luz que os telescópios captaram.
Os cientistas compararam o processo a pequenos “espirros” de energia que as estrelas dão enquanto tentam se estabilizar. Cada espirro empurra gás para fora, aquece esse gás e cria uma estrutura luminosa que agora foi documentada pela primeira vez em grande escala.
Por que essa descoberta muda o que sabíamos sobre estrelas em formação
Pesquisas anteriores já foram feitas com estruturas menores ao redor das protoestrelas. O que torna essa observação diferente é a escala.
O anel detectado pelos japoneses é enormemente maior do que qualquer estrutura semelhante já registrada, e é preferencialmente mais quente que o ambiente ao redor sinal de que há liberação intensa de energia logo nos primeiros momentos de vida das estrelas.
Isso revela que o nascimento estelar envolve uma reorganização de gás e campos magnéticos muito mais ampla do que os modelos anteriores.
Estrelas não apenas expelem matéria ao nascer elas reorganizam o espaço ao redor de si por distâncias colossais, criando estruturas luminosas que podem ser bloqueadas a anos-luz de distância.
Para a astrofísica, isso significa que os modelos de formação estelar precisam ser revisados para incorporar as coincidências que acontecem numa escala muito maior do que se considerava possível.
O que os cientistas pretendem investigar a partir de agora sobre essas estrelas
Como esse é um dos primeiros registros desse tipo de estrutura em grande escala, a equipe japonesa já planeja os passos próximos. A ideia é analisar novos dados e buscar anéis de luz semelhantes em outras regiões do universo, para verificar com que frequência as características ocorrem ao redor de estrelas jovens.
A grande pergunta agora é se esses anéis aparecem em todas as protoestrelas ou apenas nas condições específicas. Se fosse um aspecto universal, isso significaria que toda estrela incluindo o nosso Sol, há 4,6 bilhões de anos passou por esse processo de criar estruturas luminosas gigantescas ao nascer.
Os pesquisadores também querem entender em quais etapas exatas da formação estelar os anéis surgem e quanto tempo duram. Cada resposta a essas perguntas pode reescrever capítulos inteiros dos livros de astrofísica sobre como as estrelas se formam e como o universo que nasceram se formaram.
Você imaginava que estrelas recém-nascidas eram tão capazes de criar estruturas de luz gigantescas? O que mais te surpreendeu nessa descoberta? Conta nos comentários

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