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Cientistas criam casa com telhas e tijolos feitos de plástico descartado, reforçados por tecnologia de radiação, garantem que o material não fica radioativo e apontam solução realista contra poluição e falta de moradia em Filipinas

Publicado em 29/12/2025 às 19:17
Cientistas nas Filipinas criam casa de plástico reforçada por radiação, solução inovadora que transforma resíduos em moradia acessível e sustentável.
Cientistas nas Filipinas criam casa de plástico reforçada por radiação, solução inovadora que transforma resíduos em moradia acessível e sustentável.
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Novo protótipo de casa nas Filipinas usa telhas e tijolos produzidos com plástico descartado reforçado por tecnologia de radiação, sem radioatividade, e surge como alternativa concreta para reduzir a poluição por resíduos, cortar o impacto ambiental da construção civil e ampliar opções de moradia acessível para famílias vulneráveis no mundo.

Uma equipe de cientistas nas Filipinas apresentou recentemente uma casa construída com telhas e tijolos feitos a partir de plástico descartado, reforçados por tecnologia de radiação que aumenta a resistência do material sem deixá-lo radioativo. A estrutura demonstra, na prática, como resíduos de baixo valor podem virar paredes, pisos e coberturas de uma habitação completa.

O novo protótipo foi apresentado no fim de novembro, durante a visita inaugural do diretor geral da Agência de Energia Atômica, Rafael Mariano Grossi, às Filipinas, em uma demonstração oficial do Departamento de Ciência e Tecnologia e do Instituto Filipino de Pesquisa Nuclear. A ideia é usar o modelo como vitrine de uma solução que enfrenta ao mesmo tempo a poluição plástica e a falta de moradia.

Plástico descartado vira telha, tijolo e piso de casa

De acordo com o Departamento de Ciência e Tecnologia, o edifício é o primeiro residencial do país construído com componentes plásticos resistentes à radiação.

O Instituto Filipino de Pesquisa Nuclear converteu resíduos de plástico de baixo valor, como embalagens descartáveis comuns em mercados locais, em telhas, tijolos e outros elementos de construção.

Esses resíduos, que normalmente iriam para lixões ou cursos d’água, são processados para se tornarem materiais estruturais duráveis, capazes de compor paredes, pisos e telhado da casa.

A proposta é mostrar que aquilo que é visto como lixo pode ser reaproveitado em larga escala no setor de construção, um dos que mais consomem recursos naturais no mundo.

Como a radiação reforça o plástico sem deixá-lo radioativo

O coração da inovação é o processo chamado Extrusão Reativa Pós-Radiação, que aplica feixes de elétrons ou radiação gama aos plásticos já preparados para reciclagem.

A radiação modifica as ligações moleculares do material, criando conexões internas mais fortes e estáveis, o que aumenta a resistência mecânica das peças produzidas.

Segundo Carlo Arcilla, diretor do instituto, a radiação permite modificar a ligação dos plásticos, resultando em ligações mais fortes, sem que o material final se torne radioativo.

Na prática, o plástico tratado ganha desempenho superior, mas continua seguro para uso em ambientes residenciais, mantendo o padrão de segurança exigido para uma casa.

Solução realista para poluição e falta de moradia

Os cientistas destacam que a poluição plástica já afeta ecossistemas em todo o planeta. Plásticos de uso único costumam parar em aterros ou rios, quebrando-se em microplásticos que contaminam solo, água e cadeias alimentares.

Ao mesmo tempo, a oferta de moradia acessível permanece insuficiente em grande parte das cidades, especialmente em países em desenvolvimento.

Materiais tradicionais de construção, como cimento e tijolos convencionais, carregam um custo ambiental elevado em sua produção.

Ao transformar lixo plástico em insumo de construção durável e mais barato, o projeto busca aliviar tanto a pressão sobre o meio ambiente quanto o peso financeiro da construção de uma casa, abrindo espaço para programas de habitação social mais sustentáveis.

Ciência, negócios e mudança de mentalidade

Para o secretário de Ciência e Tecnologia, Renato Solidum Jr., o modelo de habitação mostra como aplicações nucleares e tecnologia de radiação podem ser usadas como solução inovadora e realista para reprocessar resíduos plásticos.

Ele defende também uma mudança de mentalidade em relação ao lixo: quando as pessoas enxergarem plástico como dinheiro, terão menos motivos para descartá-lo de qualquer forma.

As Filipinas se juntaram a outros oito países na iniciativa internacional Tecnologia Nuclear para o Controle da Poluição Plástica, que usa ciência nuclear para monitorar e reciclar resíduos, transformando-os em materiais de alto valor agregado.

Ao adotar esse protótipo de casa como vitrine, o país sinaliza que quer unir ciência, tecnologia, inovação e negócios para atacar de frente o problema dos resíduos e da moradia precária.

Do laboratório para a vida real

Além do impacto simbólico, os pesquisadores defendem que soluções desse tipo podem ser incorporadas a políticas públicas e projetos privados de habitação, especialmente em regiões com grande volume de resíduos e déficit habitacional.

Cada casa construída com plástico reaproveitado representa menos lixo no ambiente e mais famílias com teto e dignidade.

A população também pode participar do esforço global ao reduzir a dependência de plástico descartável dentro de casa, adotando produtos reutilizáveis e opções com menos embalagem.

Quanto mais plástico for desviado do lixo comum, maior será o potencial de transformar esse resíduo em novas construções, ruas e infraestrutura urbana.

E você, moraria em uma casa feita de plástico reciclado tratado por radiação se isso significasse menos poluição e mais moradia acessível na sua cidade?

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Johan
Johan
31/12/2025 15:46

Ha mais de 20 anos ja temos a tecnologia nacional patenteada em funcionamento em diversos paises que permite usar todos os plasticos e outros materiais destinadsd ao aterro para trabsformar em inumeros produtos entre eles casas.
Hoje tranformamos 100% dos residuos urbanos plasticos e organicos sem selecao lavagem ou triagem, alem de residuos industriais, agricolas e hospitalares, em energia eletrica, combustiveis como diesel sintetico, madeira bio sintetica para uso em constricao, industria etc…sem deixar qualquer residuo ao fim do processo.

Fonte
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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