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Cientistas acabaram de descobrir uma proteína que tem envelhecido silenciosamente seu sistema imunológico e descobriram como pará-la

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 22/04/2026 às 15:04
Atualizado em 22/04/2026 às 15:06
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Estudo com participação da Universidade de Tóquio e do St. Jude coloca entre as proteínas mais observadas uma peça central do envelhecimento do sistema imunológico e aponta uma nova rota para manter jovem a fábrica de células que sustenta as defesas do organismo. 

Um grupo de cientistas encontrou entre as proteínas um mecanismo escondido que ajuda a envelhecer o sistema imunológico e pode mudar a busca por formas de manter jovem a defesa do corpo. O foco caiu sobre a MLKL, proteína conhecida por sua ligação com morte celular, mas que apareceu atuando de outro jeito: danificando as mitocôndrias das células-tronco hematopoéticas, responsáveis por produzir as células do sangue e sustentar a resposta imune ao longo da vida.

O estudo foi publicado em 6 de abril de 2026 na Nature Communications por pesquisadores da Universidade de Tóquio e do St. Jude Children’s Research Hospital. 

Entre as proteínas analisadas, a MLKL apareceu onde ninguém esperava

A surpresa veio do lugar onde a proteína foi parar. Em vez de empurrar essas células para a morte, como a ciência costumava associar à MLKL, os pesquisadores viram a proteína se acumular nas mitocôndrias depois de estresses ligados ao envelhecimento, como inflamação e estresse replicativo.

Ali, ela reduziu o potencial de membrana, alterou a estrutura mitocondrial e derrubou a produção de energia, sem aumentar a morte celular. 

O sistema imunológico perde fôlego quando a fábrica do sangue envelhece

Esse impacto bate no coração da renovação do sangue. Segundo os autores, as células-tronco hematopoéticas envelhecidas passam a perder capacidade de autorrenovação, produzem menos células novas e ficam mais inclinadas a gerar células mieloides do que linfóides, uma troca que enfraquece a resposta imune com o passar dos anos.

Foi justamente esse padrão que a ativação da MLKL ajudou a empurrar. 

Quando os cientistas desligaram a proteína, o quadro mudou

Nos experimentos com camundongos, o cenário virou. Células sem MLKL mantiveram melhor capacidade regenerativa, produziram células imunes mais saudáveis, mostraram menos dano ao DNA e preservaram a função mitocondrial mesmo sob estresse ou em animais mais velhos.

Em outra frente do trabalho, células-tronco sem a proteína conseguiram repovoar o sistema sanguíneo com mais eficiência após transplante, sinal de que o desgaste pode ser freado na origem. 

A corrida agora mira uma forma de manter jovem o sistema imunológico sem prometer milagre

O resultado acendeu o alerta e a esperança ao mesmo tempo. Os pesquisadores não testaram uma terapia pronta em humanos, e o próprio St. Jude diz que o estudo ainda aponta uma direção para pesquisas futuras, não um tratamento imediato.

A aposta agora é descobrir se bloquear essa via de forma temporária em momentos de forte estresse biológico, como quimioterapia, transplante ou terapia gênica, pode ajudar a preservar a formação do sangue e reduzir o envelhecimento precoce do sistema imunológico. 

A descoberta mexe com um ponto central da biologia do envelhecimento porque tira o foco apenas dos genes e coloca as proteínas e as mitocôndrias no centro da história.

Se esse caminho se confirmar em estudos futuros, a MLKL pode deixar de ser apenas um nome técnico de laboratório e virar um dos alvos mais promissores da tentativa de manter jovem a defesa do corpo por mais tempo. 

Comente o que você acha dessa descoberta e compartilhe esta matéria com quem acompanha ciência, longevidade e novas estratégias para proteger o sistema imunológico.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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