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2 comentários 5 min de leitura

Cidade ‘minúscula’ no interior de SP chama atenção por ter 443 homens para cada 100 mulheres, revela ranking do IBGE

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 29/01/2026 às 23:38 Atualizado em 29/01/2026 às 23:39
Assista o vídeoCidade minúscula de SP lidera ranking do IBGE com 443 homens para cada 100 mulheres e chama atenção por proporção populacional fora do padrão.
Cidade minúscula de SP lidera ranking do IBGE com 443 homens para cada 100 mulheres e chama atenção por proporção populacional fora do padrão.
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Número fora do padrão coloca Balbinos no topo de um recorte nacional do IBGE e expõe contraste demográfico raro no interior paulista, com proporção muito acima da média brasileira. Indicador do Censo mede a razão de sexo e evidencia como características locais podem influenciar estatísticas populacionais.

Balbinos, um município pequeno no interior de São Paulo aparece no topo de um recorte nacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por um motivo incomum: a diferença extrema entre o número de homens e mulheres residentes.

Balbinos lidera o ranking de “razão de sexo” com 443,64 homens para cada 100 mulheres, a maior proporção registrada entre os municípios brasileiros.

O indicador faz parte dos resultados do Censo Demográfico e mede quantos homens existem em relação a um grupo de 100 mulheres em determinada área.

Na prática, o número de Balbinos equivale a cerca de 4,4 homens para cada mulher, um patamar muito distante do padrão observado no país como um todo.

O que é “razão de sexo” e por que o dado chama atenção

A comparação com a média nacional ajuda a dimensionar o tamanho do desvio.

Nos resultados do Censo, o Brasil aparece com 94,2 homens para cada 100 mulheres, o que reflete a maioria feminina na composição populacional do país e uma tendência histórica de queda da razão de sexo ao longo das décadas.

Cidade minúscula de SP lidera ranking do IBGE com 443 homens para cada 100 mulheres e chama atenção por proporção populacional fora do padrão.
Cidade minúscula de SP lidera ranking do IBGE com 443 homens para cada 100 mulheres e chama atenção por proporção populacional fora do padrão.

A mesma publicação aponta que, conforme os municípios ficam mais populosos, a proporção de homens tende a diminuir, chegando a 88,9 nos municípios com mais de 500 mil habitantes.

População pequena amplia o contraste no interior paulista

Balbinos, por outro lado, está no grupo oposto em termos de porte.

O município tem população de 3.887 habitantes, segundo o próprio Censo, e integra a Região Geográfica de Bauru.

Em cidades muito pequenas, o IBGE registra que a razão de sexo média costuma ficar acima de 100, mas o caso de Balbinos se distancia não apenas dos grandes centros como também da média desse conjunto de municípios.

Top 10 do recorte nacional e a distância para o segundo colocado

O ranking que coloca Balbinos no primeiro lugar evidencia que a disparidade não é um fenômeno espalhado de forma uniforme pelo território.

Na lista dos dez municípios com maior razão de sexo, nove estão em São Paulo, e a diferença entre o líder e os demais é grande: depois de Balbinos aparecem Lavínia (286,63), Pracinha (250,27) e Iaras (209,51), seguidos por Álvaro de Carvalho (204,50), Pacaembu (195,35), São Cristóvão do Sul (184,57), Florínea (181,92), Serra Azul (178,54) e Marabá Paulista (165,72).

A distância entre o primeiro e o segundo colocado, por si só, indica um comportamento estatístico fora do comum.

Santos no outro extremo do ranking do IBGE

No extremo oposto do mesmo recorte, o IBGE aponta Santos (SP) como o município com menor razão de sexo, com 82,89 homens para cada 100 mulheres.

O contraste entre Santos, uma cidade de grande porte e perfil urbano, e Balbinos, de população reduzida, ajuda a ilustrar como o indicador pode variar conforme características locais, dinâmica demográfica e composição de moradores por faixas etárias.

Como o Censo contabiliza moradores em domicílios coletivos

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A forma como o Censo contabiliza a população residente também é central para entender a leitura desses números.

A estatística do IBGE considera como residente a pessoa que tem naquele local sua moradia habitual, e essa contagem não se limita a casas e apartamentos de domicílios particulares.

O instituto também inclui moradores que vivem em instituições e estabelecimentos classificados como domicílios coletivos, categoria em que a convivência é organizada por regras de subordinação administrativa.

Por isso, em municípios pequenos, o resultado pode ser sensível à presença de grupos concentrados em determinados tipos de moradia e ao tamanho relativamente reduzido do total de habitantes.

Em localidades com poucos milhares de moradores, variações pontuais no número de pessoas em situações específicas podem alterar com mais força a proporção final, ao contrário do que ocorre em cidades grandes, onde os efeitos tendem a se diluir no conjunto da população.

Para que servem esses indicadores na prática

O recorte do IBGE que destaca Balbinos também funciona como um lembrete de que estatísticas demográficas são usadas para além da curiosidade numérica.

Indicadores como a razão de sexo entram no radar de planejamento público e privado, orientam leituras sobre demanda por serviços e ajudam a compor retratos de população que influenciam decisões de gestão, desde políticas de saúde e educação até análises de infraestrutura e atendimento social.

Ao mesmo tempo, números extremos costumam atrair atenção justamente por desafiarem a intuição do leitor, especialmente quando surgem em municípios pouco conhecidos.

No caso de Balbinos, a combinação entre uma população pequena e a maior razão de sexo do país coloca a cidade em evidência e reforça como recortes do Censo podem revelar desigualdades e peculiaridades locais que passam despercebidas no debate nacional.

Em um município onde a proporção de homens para mulheres se distancia tanto do padrão brasileiro, o que esse dado revela sobre a realidade local — e como ele pode influenciar a forma como a cidade é vista por quem mora, por quem administra e por quem pensa em se mudar para lá?

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Elias Carvalho
Elias Carvalho
31/01/2026 17:19

Então,a melhor fonte de renda pra quem está querendo morar em Balbinos, seria uma casa de saliência!

Maria
Maria
30/01/2026 09:43

Só não falou que em balbinos tem 2 presídios masculino!

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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