Expansão industrial no norte do Paraná avança com nova área estruturada para empresas, reunindo dezenas de lotes e grande extensão territorial, enquanto obras de infraestrutura e interesse do setor produtivo reforçam o papel estratégico do empreendimento para a economia regional.
Londrina, no norte do Paraná, avança na implantação de sua nova Cidade Industrial, um projeto voltado à ampliação da base produtiva do município em uma área de 395.172,58 metros quadrados, dimensão semelhante à de 55 campos de futebol em padrão FIFA.
O empreendimento foi concebido para receber atividades industriais e reforçar a estratégia local de atração de empresas, empregos e investimentos, com obras de infraestrutura já contratadas e execução conduzida pela empresa Gaissler Moreira Engenharia Civil Ltda.
Expansão industrial em Londrina e impacto econômico
A nova área industrial fica no prolongamento da Avenida Saul Elkind, na Gleba Jacutinga, e integra um plano que a Prefeitura de Londrina vem desenvolvendo há anos para ampliar a oferta de terrenos voltados ao setor produtivo.
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Em documentos oficiais do município, o loteamento aparece com redes de água e esgoto, drenagem, iluminação pública, pavimentação em CBUQ, urbanização e serviços complementares, estrutura pensada para dar suporte à operação das futuras indústrias.
Capacidade da Cidade Industrial e organização dos lotes
A configuração do empreendimento passou por diferentes fases desde a apresentação pública do projeto.
Em 2020, a Prefeitura informou que o primeiro condomínio industrial de Londrina teria 90 terrenos.

Mais adiante, a legislação municipal de dezembro de 2023 registrou 85 lotes na Cidade Industrial, indicando o desenho que passou a embasar a organização fundiária da área.
Esse ajuste ajuda a explicar por que os números variam conforme a etapa considerada.
Em dezembro de 2024, por exemplo, a comunicação oficial da Prefeitura tratava de 52 lotes levados a leilão naquela fase específica, e não necessariamente da totalidade da área industrial.
Na ocasião, o município informou que 43 terrenos já haviam sido vendidos após a primeira e a segunda etapas daquele processo.
Infraestrutura industrial e obras em execução
Ainda assim, o porte do empreendimento permaneceu inalterado como um dos principais vetores da política industrial de Londrina.
A área total de quase 395 mil metros quadrados e a localização próxima aos eixos rodoviários da zona norte foram mantidas como ativos centrais para a atração de negócios, sobretudo pela oferta de infraestrutura antes mesmo da instalação das empresas.
As obras contratadas pela Prefeitura incluem terraplenagem, drenagem, pavimentação, iluminação pública e implantação de redes de água e esgoto.
Em registros oficiais publicados pelo município ao longo de 2024 e 2025, o objeto do contrato e de seus desdobramentos administrativos reafirma que a intervenção abrange toda a implantação e a continuidade do loteamento industrial, com valor global de R$ 36.721.789,75.
Embora o texto de divulgação que circula sobre a obra cite cerca de 84 mil metros quadrados de pavimentação, esse detalhamento específico não apareceu com o mesmo grau de clareza em documento técnico oficial de fácil acesso público.
O que está confirmado nos atos administrativos é a execução da pavimentação interna como parte da infraestrutura do loteamento, além das redes e dos serviços urbanos necessários para viabilizar a ocupação industrial do espaço.
A responsabilidade pela execução cabe à Gaissler Moreira Engenharia Civil Ltda., empresa especializada em obras de engenharia pesada e pavimentação.
Novos investimentos e conexão com o setor privado
O avanço da infraestrutura da Cidade Industrial ocorre em paralelo a outros movimentos de expansão econômica na região norte de Londrina.
Em março de 2024, a Prefeitura anunciou o início da construção da primeira fase do novo complexo industrial da J.Macêdo ao lado da Cidade Industrial, com investimento inicial de R$ 250 milhões nessa etapa.
Antes disso, em outubro de 2023, o município havia apresentado o projeto completo do grupo para a região, com investimento estimado em R$ 640 milhões quando todas as fases forem concluídas.
A associação entre a nova infraestrutura pública e a chegada de empreendimentos privados de grande porte ajuda a explicar por que a Cidade Industrial foi tratada como peça estratégica para o desenvolvimento econômico local.
A lógica do projeto é ampliar a oferta de áreas regularizadas e estruturadas para reduzir entraves de instalação, acelerar obras privadas e fortalecer cadeias produtivas com capacidade de gerar emprego formal.
Em uma cidade com tradição regional em comércio e serviços, a criação de uma área industrial com esse porte também busca diversificar a economia e ampliar a presença de atividades de transformação e logística.
Comercialização dos lotes e estágio atual do projeto
A parte mais sensível do projeto, neste momento, é separar o que já está formalmente confirmado do que ainda depende de comprovação pública mais precisa.
A existência da área, a metragem total, o conjunto de obras contratado, a participação da empresa responsável e a organização fundiária em 85 lotes constam em documentos oficiais e registros públicos do município.
Já a afirmação de que todos os lotes foram comercializados antes do fim da infraestrutura não apareceu com a mesma objetividade nas fontes oficiais consultadas.
O dado público mais específico localizado foi o de dezembro de 2024, quando a Prefeitura informava a venda de 43 dos 52 terrenos ofertados naquela etapa do leilão.
Mesmo com essa ressalva, a Cidade Industrial de Londrina já se consolidou como um dos maiores projetos recentes de expansão da infraestrutura econômica do município.
Com quase 395 mil metros quadrados, obras contratadas e conexão direta com investimentos privados de grande escala, o empreendimento reposiciona a zona norte da cidade como um eixo relevante para a instalação de indústrias e operações logísticas.

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