Fábrica modular da Fontes Verdes em Rio Grande está em validação estadual, deve produzir 4 mil toneladas anuais de amônia verde, gerar empregos locais e iniciar operação no semestre 2026
Prestes a receber um novo empreendimento ligado à transição energética, o Distrito Industrial de Rio Grande pode abrigar uma fábrica modular de amônia verde da Fontes Verdes, com início previsto no segundo semestre de 2026, marco inédito no estado.
Avaliação do projeto e articulações iniciais
A empresa paulista atua no desenvolvimento de tecnologias de hidrogênio desde 2015 e avalia instalar a unidade no município gaúcho.
Segundo o CEO Guilherme Fontana, o projeto avançou rapidamente após os primeiros contatos com a prefeitura e secretarias municipais, acelerando as tratativas iniciais.
-
Agricultores trocaram diesel por painéis solares no Paquistão, ligaram bombas de irrigação quase sem custo, ampliaram lavouras de arroz e agora a água subterrânea virou alerta vermelho no campo
-
Trabalhadores migrantes largaram o maior parque de energia renovável do mundo na Índia após calor extremo, jornadas de 12 horas, salários atrasados e alojamentos precários em uma obra que ainda promete abastecer 18 milhões de casas
-
Pescadores de Taiwan aceitaram turbinas eólicas no mar em nome da energia limpa, mas agora dizem que rotas antigas sumiram, o peixe diminuiu e a renda virou incerteza na costa
-
Europa quer segurar o pó preto das baterias usadas porque esse resíduo escuro guarda metais valiosos, pode abastecer até 1 milhão de carros elétricos por ano e virou disputa industrial
No momento, a proposta passa por validação junto ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul, etapa considerada obrigatória antes da confirmação definitiva da instalação.
Essa fase de avaliação é tratada como decisiva pela empresa, que aguarda sinal verde institucional para avançar no cronograma industrial.
Investimento previsto e capacidade produtiva
A primeira fase do empreendimento prevê investimento de R$ 110 milhões, com possibilidade de dobrar o valor em ciclos posteriores de expansão.
Mais de 60% desse montante será direcionado à compra de equipamentos internacionais, que já se encontram em processo de contratação pela companhia.
A futura planta terá capacidade para produzir 4 mil toneladas de amônia verde por ano, insumo estratégico para fertilizantes de menor impacto ambiental.
De acordo com a empresa, o modelo modular utiliza energia solar, água e ar como insumos principais do processo produtivo.
Essa combinação tecnológica permite reduzir em até 90% as emissões de carbono quando comparadas aos métodos convencionais atualmente empregados.
Empregos e formação de mão de obra
Durante a construção da fábrica, a expectativa é de geração de mais de 80 vagas diretas relacionadas às obras civis.
Na fase de operação industrial, a unidade poderá empregar até 60 trabalhadores qualificados em funções técnicas e administrativas.
A Fontes Verdes afirma que pretende priorizar profissionais da região, integrando programas públicos voltados à capacitação técnica local.
Segundo a empresa, essa estratégia busca alinhar desenvolvimento industrial com inclusão produtiva e fortalecimento da economia regional.
Impacto estratégico para o município
O secretário municipal Vitor Magalhães avalia que o projeto reforça a estratégia local de descarbonização econômica.
Para a secretaria, a iniciativa posiciona Rio Grande como referência emergente na economia de baixo carbono no sul do país.
A prefeitura trabalha com a expectativa de anunciar oficialmente a instalação na segunda quinzena de janeiro.
Esse anúncio dependerá da conclusão das etapas formais de avaliação, aprovação institucional e alinhamento final entre empresa e poder público.
Com informações de Diário da Região.

-
1 pessoa reagiu a isso.