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“Chuva” de aranhas apareceu no céu de Minas Gerais e assustou moradores durante fenômeno raro, a explicação das teias gigantes que deixam centenas de aracnídeos suspensos no ar é ainda mais surpreendente

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Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 01/07/2026 às 21:06 Atualizado em 01/07/2026 às 21:09
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Chuva de aranhas apareceu no céu de Minas Gerais
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Chuva de aranhas em Minas Gerais volta a viralizar, mas especialistas explicam que o fenômeno envolve teias coletivas da Parawixia bistriata.

A chamada chuva de aranhas em Minas Gerais voltou a viralizar e reacendeu o susto de quem vê centenas de pontos escuros pairando no ar. Apesar da aparência assustadora, o fenômeno não é uma queda literal de aranhas do céu, mas sim um efeito visual provocado por uma estrutura coletiva de seda quase invisível. Segundo o UOL, o caso mais conhecido foi registrado em Espírito Santo do Dourado, no sul de Minas, e chamou atenção justamente por dar a impressão de que os animais estavam despencando das nuvens.

De acordo com o The Guardian, a cena é explicada pelo comportamento da espécie Parawixia bistriata, descrita pelo professor Adalberto dos Santos, da UFMG, como uma aranha social rara que constrói uma grande teia comunitária para capturar presas. Como esses fios são muito finos e difíceis de enxergar, o olho humano vê apenas os corpos suspensos e interpreta a imagem como uma “chuva de aranhas”.

Chuva de aranhas em Minas Gerais é efeito de uma grande teia coletiva e não de animais caindo das nuvens

Segundo o UOL, as imagens feitas em Minas Gerais mostram aranhas da espécie Parawixia bistriata suspensas em uma teia comunitária. A bióloga Cristina Anne Rheims, do Instituto Butantan, explicou ao veículo que a ilusão acontece porque a estrutura de seda é extremamente fina, o que faz parecer que os animais estão soltos no ar.

De acordo com o The Guardian, o fenômeno ocorre quando essas aranhas constroem uma espécie de “teto” de teia entre árvores e arbustos para capturar presas. O jornal destacou que elas não estão caindo, mas penduradas numa rede ampla e quase invisível, o que transforma um comportamento natural em uma imagem que parece saída de um filme de terror.

Conforme o Instituto Vital Brazil, o episódio observado em São Thomé das Letras também não foi uma chuva literal. O órgão afirmou que o que aparece nos vídeos é um grupo de aranhas formando uma grande teia coletiva, e não aracnídeos caindo das nuvens.

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Espécie Parawixia bistriata tem comportamento social raro e forma grandes aglomerados no ar

De acordo com o The Guardian, a Parawixia bistriata é uma espécie social rara. Essa característica ajuda a explicar por que tantos indivíduos aparecem reunidos ao mesmo tempo em uma única estrutura, criando um efeito visual muito mais impactante do que o de aranhas isoladas.

Conforme o Instituto Vital Brazil, algumas espécies de aranhas apresentam colaboração entre indivíduos e conseguem formar grandes aglomerados. No caso analisado pelo órgão, esse comportamento coletivo foi apontado como a chave para entender por que o fenômeno parece tão incomum para quem observa pela primeira vez.

Segundo o UOL, a estrutura comunitária pode abrigar até 100 aranhas. Esse dado ajuda a entender por que o fenômeno parece tão intenso nas gravações: não se trata de um único animal ou de um pequeno grupo, mas de uma concentração capaz de transformar o céu em uma cena visualmente perturbadora.

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Calor, áreas rurais e fim da tarde favorecem a formação da chamada chuva de aranhas

Segundo o UOL, a bióloga Cristina Anne Rheims explicou que o fenômeno costuma ocorrer em áreas rurais e principalmente em períodos de temperatura elevada. A especialista também afirmou que essas teias são tecidas no fim da tarde e normalmente desaparecem pela manhã, o que ajuda a explicar por que os registros se concentram em determinadas condições ambientais.

De acordo com o The Guardian, durante o dia essas aranhas ficam agrupadas na vegetação e saem no começo da noite para construir a grande teia de captura. O professor Adalberto dos Santos afirmou ao jornal que cada estrutura pode alcançar até quatro metros de largura e três metros de espessura, dimensão suficiente para produzir uma ilusão impressionante quando observada de longe.

Conforme o Instituto Vital Brazil, alterações ambientais também podem influenciar esse tipo de comportamento coletivo. O órgão explicou que mudanças de temperatura e outras condições do ambiente podem levar aranhas a construir grandes teias como estratégia de sobrevivência.

Registro em São Thomé das Letras mostra que o fenômeno natural continua viralizando nas redes sociais

Conforme o Instituto Vital Brazil, o caso de São Thomé das Letras, no interior de Minas Gerais, ganhou repercussão depois que moradores registraram centenas de aranhas no ar. O instituto destacou que, apesar da aparência impactante, o fenômeno é natural, explicável e recorrente em algumas regiões.

Segundo o órgão, o que assusta não é uma anomalia misteriosa, mas a forma como o cérebro interpreta uma teia muito fina sustentando vários indivíduos ao mesmo tempo. Esse erro de percepção ajuda a explicar por que vídeos assim costumam viralizar rapidamente e gerar descrições exageradas sobre uma suposta chuva real de aracnídeos.

De acordo com o The Guardian, o fenômeno chama atenção justamente porque parece desafiar a lógica visual. O observador enxerga as aranhas, mas não vê claramente a seda que as sustenta, e isso transforma uma estratégia de caça em uma das cenas mais impressionantes da fauna brasileira.

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Aranhas da chuva de aranhas não representam ameaça importante para humanos e ajudam a capturar insetos

Segundo o UOL, a bióloga Cristina Anne Rheims afirmou que essas aranhas são inofensivas, não causam acidentes relevantes e têm veneno sem perigo importante para humanos. Isso derruba a ideia de que o fenômeno, por ser assustador, represente automaticamente uma ameaça à população.

De acordo com o Instituto Vital Brazil, o episódio observado em Minas Gerais não representa perigo à população. A instituição reforçou que se trata de um comportamento natural de certas espécies e que a aparência incomum não deve ser confundida com risco iminente.

Segundo o The Guardian, essas teias são usadas para capturar pequenos insetos ao longo da noite. No fim das contas, o que parece uma invasão aterrorizante é apenas uma estratégia eficiente de alimentação e sobrevivência, transformada em susto por causa da maneira como o olho humano percebe a cena.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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