Projeto histórico de mobilidade urbana avança com túnel submerso ligando Santos e Guarujá, promessa antiga ganha forma com investimento bilionário, tecnologia inédita no Brasil e impacto direto no transporte, logística e integração regional na Baixada Santista.
O projeto do túnel entre Santos e Guarujá avançou de forma decisiva após o leilão realizado em setembro de 2025 e a assinatura do contrato da parceria público-privada, em 28 de janeiro de 2026.
A obra, prevista para entrar em operação em 2031, terá 1,5 quilômetro de extensão, com 870 metros imersos sob o canal do Porto de Santos, e foi contratada com o grupo português Mota-Engil, não com execução oficialmente atribuída à China.
Pelo desenho contratado, o túnel deverá reduzir de forma expressiva o tempo de deslocamento entre as duas cidades, hoje dependente de balsas, barcas e de um trajeto rodoviário mais longo.
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A proposta integra mobilidade urbana e logística portuária numa região que convive há décadas com filas, espera variável conforme a maré e forte pressão do tráfego de veículos de passeio e cargas.
Túnel Santos-Guarujá: origem do projeto e modelo de concessão
A ligação fixa entre Santos e Guarujá é discutida há cerca de um século, mas só ganhou tração institucional recente com a inclusão no Programa de Parcerias de Investimentos e no Novo PAC, além da estruturação conjunta entre União e Governo de São Paulo.
O contrato firmado em 2026 consolidou a fase de implantação e definiu a concessão por 30 anos, incluindo construção, operação e manutenção.
O investimento hoje divulgado por fontes oficiais está na faixa de R$ 6,8 bilhões a R$ 7 bilhões, patamar superior ao valor de US$ 1,2 bilhão mencionado em versões anteriores sobre o empreendimento.
Parte relevante do aporte público foi organizada entre governo federal e governo paulista, enquanto a concessionária assumirá a execução e a operação dentro do modelo de PPP patrocinada.
Embora autoridades brasileiras tenham informado, em 2025, que empresas chinesas demonstraram interesse em participar do leilão, o resultado do certame confirmou a vitória da Mota-Engil Latam Portugal.
Por isso, a presença chinesa no projeto não aparece, até aqui, como responsável formal pela construção, e sim como interesse empresarial noticiado durante a fase competitiva.
Estrutura do túnel submarino e integração com transporte público
O túnel imerso previsto para a Baixada Santista será o primeiro desse tipo no Brasil e, segundo a divulgação federal, o primeiro da América Latina.
O traçado foi concebido para receber três faixas por sentido, uma faixa exclusiva para VLT, além de passagem dedicada a pedestres e ciclistas, ampliando o alcance da travessia para diferentes perfis de usuários.
Na prática, a obra não foi apresentada apenas como solução para carros e caminhões.
O desenho também incorpora circulação ativa e transporte sobre trilhos, o que muda a lógica de conexão entre as duas margens e amplia o potencial de integração entre áreas urbanas, empregos, serviços e acessos relacionados ao complexo portuário de Santos.
Hoje, a travessia por balsa na ligação Santos-Guarujá registra volume diário elevado e já foi classificada pelo governo federal como a maior do mundo em número de veículos transportados.
Dados oficiais citam média de 14 mil veículos por dia, além de milhares de motos, ciclistas e pedestres, cenário que ajuda a dimensionar o impacto esperado de uma ligação permanente.
Engenharia do túnel imerso e etapas da construção
A engenharia escolhida é a do túnel imerso, método em que módulos de concreto são produzidos fora do canal, transportados por flutuação e depois submersos sobre uma trincheira preparada no leito.
Em seguida, esses elementos são conectados com vedação específica, formando uma estrutura contínua capaz de operar em ambiente marítimo e sob exigências rigorosas de segurança.
Esse tipo de solução exige uma sequência longa de preparação, que inclui projetos executivos, construção de doca seca, dragagens preliminares, fabricação dos módulos, imersão, acoplamento e finalização dos acessos.
O cronograma oficial divulgado pelo site do projeto indica obras iniciais em 2027, pré-moldagem dos elementos em 2028 e etapas seguintes até a conclusão e início da operação em 2031.
Impactos na mobilidade e no Porto de Santos
Além do ganho de mobilidade, o governo paulista informa expectativa de 9 mil empregos diretos e indiretos associados à implantação do túnel.
A obra também é tratada como um instrumento para aliviar gargalos urbanos e melhorar a conexão com o Porto de Santos, ponto central da logística nacional e da circulação de mercadorias no país.
A redução de tempo de deslocamento é um dos argumentos mais repetidos pelos entes públicos envolvidos.
Há diferentes estimativas oficiais e institucionais já divulgadas, variando de travessias em cerca de cinco minutos até referências mais otimistas de dois minutos, sempre em contraste com a espera atual, que pode ir de 15 minutos a mais de uma hora, a depender do sistema usado e das condições operacionais.
Licenciamento ambiental e segurança da estrutura
A licença ambiental prévia já foi emitida pela Cetesb, segundo informações oficiais divulgadas após a contratação.
A análise considerou efeitos sobre manguezais, fauna, flora, ruído, desapropriações e outras condicionantes ligadas a uma área sensível do estuário, etapa decisiva para permitir o avanço das próximas fases administrativas e executivas do empreendimento.
Na etapa operacional, o túnel deverá receber sistemas de ventilação, drenagem, iluminação, monitoramento e resposta a emergências, como ocorre em estruturas submersas de grande porte.
A fiscalização do contrato ficará sob responsabilidade da Artesp e do Governo de São Paulo, enquanto os desdobramentos de projeto e implantação seguem vinculados ao cronograma formal estabelecido após a assinatura da PPP.
Com o contrato assinado, a definição de áreas para fabricação dos módulos, o detalhamento executivo e a preparação dos canteiros passaram a concentrar a fase atual do projeto.
A travessia fixa, esperada há gerações na Baixada Santista, saiu do campo das promessas e entrou na etapa contratual que antecede a construção pesada, com operação prevista oficialmente para 2031.

**** deve achar que o povo é retardad com está propaganda chinesa, potência por ter um túnel? Me ajuda aí né
Potência mundial no transporte? Mas que pelaegagem pra China.