Segundo o Xataka, citando o Global Times, a China quer criar uma rede para detectar asteroides próximos da Terra e testar impacto cinético por volta de 2027, em movimento que aproxima Pequim da defesa planetária já estruturada pela NASA com DART, Sentry, PDCO e NEO Surveyor em novo tabuleiro global.
A China quer ampliar sua capacidade de monitorar asteroides próximos da Terra com uma rede baseada em infraestrutura terrestre e espacial. A informação foi publicada pelo Xataka em 3 de julho de 2026, com base no Global Times, e envolve a Administração Espacial Nacional da China, a CNSA.
O plano inclui detecção antecipada, acompanhamento de possíveis ameaças e preparação para futuras ações de defesa planetária. Dentro dessa estratégia, a China também pretende testar, por volta de 2027, uma colisão controlada contra um asteroide situado a dezenas de milhões de quilômetros.
China quer criar uma rede para observar asteroides próximos da Terra
O anúncio coloca a China em uma área estratégica da exploração espacial: a vigilância de objetos próximos da Terra. Antes de qualquer tentativa de desvio, a primeira etapa é identificar asteroides, calcular suas órbitas e entender se algum deles pode representar risco de impacto no futuro.
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Essa rede combinaria estruturas no solo e no espaço para acompanhar objetos ao longo do tempo. Quanto mais cedo um asteroide perigoso é detectado, maior tende a ser a margem de resposta, já que pequenas alterações de trajetória podem fazer diferença quando realizadas com bastante antecedência.
Teste previsto para 2027 mira impacto cinético
A parte mais visível do plano chinês é o teste de impacto previsto para ocorrer por volta de 2027. Segundo o Xataka, o especialista Song Zhongping citou técnicas como o impacto cinético, método em que uma nave é lançada contra um asteroide para tentar alterar sua trajetória.
Wu Weiren, projetista-chefe do programa chinês de exploração lunar, afirmou que a China planeja realizar uma prova contra um asteroide localizado a dezenas de milhões de quilômetros. A ideia é avaliar se a colisão seria capaz de mudar o curso do objeto, sem relação com uma ameaça imediata informada pela fonte.
NASA ainda tem vantagem técnica na defesa planetária

A comparação com a NASA é inevitável porque os Estados Unidos já possuem uma estrutura em funcionamento nessa área. A agência criou, em 2016, o Planetary Defense Coordination Office, conhecido como PDCO, para coordenar a busca, o rastreamento e o estudo de asteroides e cometas que possam oferecer risco à Terra.
Além disso, a NASA já testou a missão DART, que atingiu Dimorphos em 2022 e alterou sua órbita ao redor de Didymos. Esse precedente tornou o impacto cinético uma tecnologia demonstrada em escala real, ainda que a defesa planetária dependa primeiro de monitoramento contínuo e cálculo preciso das órbitas.
O que muda com a entrada da China nessa disputa
O movimento chinês não significa que Pequim já superou a NASA nesse campo. A diferença central é que a China decidiu entrar formalmente em uma área que mistura ciência espacial, segurança planetária e prestígio internacional, com potencial de projeção simbólica muito grande.
A defesa contra asteroides não promete retorno comercial imediato como carros elétricos, inteligência artificial ou chips. Mesmo assim, ela ajuda um país a se apresentar como potência capaz de atuar em problemas de alcance global, especialmente quando o tema envolve proteção da Terra e tecnologia de alto risco.
Alerta espacial começa antes de qualquer colisão
Apesar do impacto controlado chamar mais atenção, o ponto principal do sistema é o alerta antecipado. A defesa planetária começa com observação, catálogo, rastreamento e cálculo de trajetória, não com a nave batendo no asteroide. Sem esses dados, qualquer resposta seria tardia ou imprecisa.
Por isso, missões como o NEO Surveyor, da NASA, também são relevantes. O telescópio espacial infravermelho foi projetado para detectar asteroides e cometas potencialmente perigosos, inclusive objetos difíceis de observar apenas com telescópios terrestres.
Quem deve liderar a proteção do planeta?
A entrada da China nessa área amplia uma pergunta que vai além da disputa entre potências: quem deve coordenar a resposta caso um asteroide realmente represente risco para a Terra? Hoje, a NASA tem experiência acumulada, mas Pequim quer construir sua própria capacidade de detectar, calcular, testar e responder.
A defesa planetária depende de ciência, tempo e cooperação internacional. Mas também envolve prestígio e poder tecnológico. Você acha que a proteção contra asteroides deveria ser liderada por uma agência, por vários países juntos ou por uma estrutura internacional independente? Deixe sua opinião nos comentários.
