Construída em apenas dois anos perto de Pequim, a estação de Xiong’an reúne 475.200 m², energia solar, BIM, robôs de soldagem e sistemas inteligentes para reduzir viagens e integrar a nova área chinesa
Em apenas dois anos, a estação ferroviária de Xiong’an, perto de Pequim, na China, saiu do papel e foi inaugurada em dezembro de 2020 como a maior estação ferroviária da Ásia, com tecnologia inteligente e dimensões gigantescas.
Obra de Xiong’an ficou pronta em tempo recorde
A rapidez da construção chama atenção. O complexo ferroviário foi entregue em prazo muito curto para uma obra desse porte, reunindo estrutura de grande escala, sistemas inteligentes e economia de energia.
A estação foi aberta oficialmente em 27 de dezembro de 2020, com a partida do trem-bala Fuxing C2702. Ela entrou em operação junto com o trecho entre o Aeroporto de Daxing e a Nova Área de Xiong’an.
-
Brasil vai transformar 80 imóveis e terrenos da União em cerca de 11 mil moradias populares em 44 municípios de 21 estados, reaproveitando áreas públicas para enfrentar o déficit habitacional.
-
Espuma descartada de geladeiras e câmaras frigoríficas virou painel de parede, fabricado por empresa catarinense com 51% de poliuretano reciclado e desempenho térmico e acústico equivalente ao material convencional
-
Interior de São Paulo tem o maior shopping de madeira da América Latina, erguido em 7 meses com 1.300 metros cúbicos de material estrutural que capturou carbono enquanto cresceu e evitou 900 toneladas de emissões na construção
-
Na ilha dinamarquesa onde faltava madeira, casas passaram a usar algas marinhas como telhado espesso, resistente e preservado por mais de 300 anos
A obra foi tratada como o primeiro grande projeto de infraestrutura da nova área, criada para receber funções não essenciais de Pequim e fortalecer a integração regional entre Pequim, Tianjin e Hebei.

Maior estação ferroviária da Ásia
A estação ferroviária de Xiong’an tem 475.200 m² de área construída, dimensão equivalente a 66 campos de futebol. A área também foi comparada a três estações centrais de Berlim.
Mesmo com escala enorme, a construção levou apenas dois anos e resultou em um centro de transporte de classe mundial, entregue em tempo recorde.
O prédio tem formato inspirado em uma gota de orvalho sobre uma folha de lótus, combinando desenho arquitetônico marcante com função de grande terminal ferroviário.
Ferrovia reduziu o tempo de viagem
A estação faz parte da ferrovia intermunicipal Pequim-Xiong’an, com cerca de 91 km a 92,79 km de extensão, e foi projetada para velocidade máxima de 350 km/h.
Com a operação, o trajeto entre Pequim e Xiong’an caiu para cerca de 50 minutos. Já o deslocamento entre Xiong’an e o Aeroporto Internacional de Pequim Daxing passou a levar cerca de 19 minutos.
A estação foi pensada para encurtar deslocamentos e integrar a nova área à rede ferroviária de alta velocidade, ampliando a conexão com Pequim e Daxing.

Tecnologia inteligente acelerou a execução
Durante a construção, a equipe priorizou gestão e controle de qualidade. A obra usou técnicas de construção inteligentes, incluindo computação em nuvem, internet das coisas, big data e inteligência artificial.
Também foram aplicadas internet móvel e tecnologia de modelagem da informação da construção, conhecida como BIM. Esse conjunto permitiu gestão 3D e inteligente no projeto, na construção e na operação.
O BIM viabilizou pátios inteligentes de fabricação de vigas, processamento automático de vergalhões e compactação inteligente do leito ferroviário.
A produção automatizada de vergalhões, após simulação virtual em ambiente 3D, elevou a eficiência em 25%.
A estrutura também teve uso extensivo de concreto aparente, com processo de moldagem e concretagem única.
Robôs automáticos foram usados na estrutura metálica para padronizar a soldagem e reforçar métodos industriais na execução.
Energia solar e gestão em tempo real
A estação de Xiong’an também foi planejada com foco verde. O teto oval funciona como sistema de geração fotovoltaica, com 42.000 m² de painéis solares.
A usina pode gerar, em média, 5,8 milhões de kWh por ano. O sistema permite reduzir 4.500 toneladas de CO₂ e economizar 1.800 toneladas de carvão padrão anualmente.
A conexão à rede ocorreu em 25 de dezembro de 2020, dois dias antes do início oficial da operação. A estação ainda conta com autossuficiência em energia para iluminação e faixas de luz solar de 15 metros.
Essas faixas ampliam a iluminação natural no saguão de espera. O complexo também usa paredes de plataforma com isolamento acústico e inteligência artificial para gerenciamento predial em tempo real.
Com informações de Emerald.


Mao de obra escrava, zero direitos, assim fica facil.
No Brasil temos problemas iguais ou piores e aqui não seja constrói nada ! Porque será ?
Parece que você nunca esteve ou nunca leu nada sério sobre a China contemporânea.
Você Não sabe nada sobre a China!!! Perdeu a chance de ficar quieto. Que vergonha esse seu comentário.