Medida envolve terrenos e prédios públicos da União em 44 municípios e integra uma nova etapa do Minha Casa, Minha Vida voltada a famílias de baixa renda.
O Governo do Brasil vai destinar 80 imóveis da União para a produção de 11.025 moradias populares em 44 municípios de 21 estados.
A medida foi formalizada pela Portaria MCID nº 698, publicada no Diário Oficial da União, e integra o Minha Casa, Minha Vida na modalidade Entidades.
A iniciativa envolve terrenos e prédios públicos da União sem uso ou subutilizados, que serão reaproveitados em projetos habitacionais voltados a famílias de baixa renda.
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A destinação será conduzida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, por meio da Secretaria do Patrimônio da União, em articulação com o Ministério das Cidades.
Nesta etapa, a equipe técnica da Secretaria do Patrimônio da União terá 150 dias para analisar documentos e adotar as providências necessárias à contratação dos empreendimentos.
Segundo o governo federal, a viabilização ocorrerá por meio de Concessão de Direito Real de Uso gratuita.
A portaria oficializou o resultado do edital do Minha Casa, Minha Vida – Entidades.
De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação, a seleção reuniu a maior oferta única de imóveis da União na história do programa para esse tipo de projeto habitacional.
Imóveis da União serão usados em moradias populares
Os imóveis selecionados estão distribuídos em 44 municípios de 21 estados brasileiros.
A lista reúne terrenos federais e edificações públicas ociosas, que deverão ser usados em obras de construção, adequação ou requalificação de unidades habitacionais.
Entre os bens destinados estão seis edifícios do Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS.
Esses prédios, segundo o texto divulgado pelo governo, são ocupados por famílias de baixa renda e devem passar por obras de adequação para serem transformados em moradias.
A requalificação de imóveis existentes aparece como uma das frentes da medida.
Além da construção em terrenos públicos, o programa prevê o aproveitamento de prédios já pertencentes à União, desde que aprovados nas etapas técnicas e documentais.
Esse formato permite que áreas públicas sem destinação ativa sejam direcionadas a projetos de habitação social.
A medida se relaciona ao princípio da função social do patrimônio público, previsto como diretriz da política conduzida pela Secretaria do Patrimônio da União.
Edital do Minha Casa, Minha Vida começou em 2025
O edital do Minha Casa, Minha Vida – Entidades foi lançado pelo Ministério das Cidades em agosto de 2025.
Na ocasião, associações, cooperativas habitacionais e movimentos sociais foram convocados a apresentar propostas para construção e recuperação de unidades habitacionais.
No início do processo, 91 imóveis da União foram disponibilizados para análise.
Após a avaliação técnica, 80 foram aprovados para seguir no programa, conforme o resultado oficializado pela portaria.
A seleção foi organizada dentro da modalidade Entidades, voltada a projetos apresentados por organizações coletivas habilitadas.
O modelo prevê participação dessas entidades na organização das famílias beneficiárias e no acompanhamento das etapas de execução.
Pela estrutura indicada no texto-base, os imóveis serão destinados por meio de Concessão de Direito Real de Uso gratuita.
Esse instrumento autoriza o uso do imóvel público para uma finalidade definida, sem transferir a propriedade da área ou da edificação.
Modalidade Entidades atende famílias de baixa renda
A modalidade Entidades atende famílias de baixa renda organizadas por associações, cooperativas habitacionais e movimentos sociais.
Nesses projetos, as organizações são responsáveis por estruturar a demanda habitacional e acompanhar a execução dos empreendimentos.
De acordo com as informações do texto-base, o público atendido é formado, em geral, por famílias com renda mensal de até R$ 2.850.
As entidades participantes devem atuar na organização dos beneficiários e no acompanhamento das fases do projeto, desde o planejamento até a entrega das unidades.
Diferentemente de modelos em que a contratação ocorre a partir de empreendimentos conduzidos diretamente por empresas ou agentes públicos, a modalidade Entidades dá papel formal às organizações sociais.
Elas participam da elaboração das propostas e acompanham a implantação das moradias.
As iniciativas podem envolver novas construções ou recuperação de imóveis existentes, conforme as características de cada área ou prédio selecionado.
A continuidade de cada projeto depende da análise documental, das condições técnicas e das regras de contratação do programa.
Programa Imóvel da Gente também integra a medida
A destinação dos 80 imóveis também faz parte do Programa Imóvel da Gente, coordenado pelo Ministério da Gestão e da Inovação.
A iniciativa trata do uso de imóveis federais em políticas públicas, incluindo habitação, equipamentos sociais e outras finalidades previstas pelo governo.
Segundo dados informados pelo governo federal, desde janeiro de 2023, mais de 1.800 imóveis federais foram destinados a políticas públicas em 638 municípios, em todos os estados e no Distrito Federal.
A estimativa oficial indica potencial de atendimento a aproximadamente 400 mil famílias, em uma área total superior a 18,5 mil quilômetros quadrados.
No caso da habitação, a proposta vincula a gestão do patrimônio da União à política habitacional.
Terrenos e prédios públicos passam a ser avaliados para uso em projetos destinados a famílias de baixa renda, dentro das regras estabelecidas pelos órgãos responsáveis.
O reaproveitamento desses imóveis pode incluir áreas vazias, terrenos sem uso definido e edificações que precisam de adequação.
A execução, no entanto, depende da aprovação técnica, da regularidade documental e da contratação dos empreendimentos.
Contratação das moradias depende de análise documental
Com a publicação da portaria, os projetos selecionados entram em fase de conferência documental e preparação para contratação.
Essa etapa serve para verificar se as propostas cumprem as exigências necessárias para avançar dentro do Minha Casa, Minha Vida – Entidades.
A contratação não significa entrega imediata das unidades.
Antes disso, os empreendimentos precisam passar por trâmites operacionais, apresentação de documentos e etapas de projeto, obra ou requalificação, de acordo com o tipo de imóvel.
O texto divulgado pelo governo não informa um prazo único para a conclusão das moradias.
Também não detalha a lista completa dos 44 municípios contemplados, embora indique que os imóveis estão distribuídos em 21 estados.
A medida insere imóveis públicos federais em uma política de produção habitacional voltada a famílias de baixa renda.
A execução dependerá do cumprimento das etapas técnicas e administrativas previstas pelo governo federal.
