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China compra 1,1 milhão de toneladas de carne bovina em quatro meses, alta de 25,75%, e Brasil lidera com 612,87 mil toneladas

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 25/05/2026 às 11:14
Atualizado em 25/05/2026 às 13:24
Entenda a alta de 25,75% nas compras de carne bovina pela China em 2026. Brasil lidera as exportações com 612,87 mil toneladas.
Entenda a alta de 25,75% nas compras de carne bovina pela China em 2026. Brasil lidera as exportações com 612,87 mil toneladas.
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Com salvaguardas em vigor desde janeiro de 2026, a China acelerou compras de carne bovina, ampliou a demanda total em 25,75% e colocou o Brasil no centro da disputa por cotas antes da possível cobrança de taxa de 55%.

A China comprou 1,1 milhão de toneladas de carne bovina entre janeiro e abril de 2026, alta de 25,75% em um ano, impulsionada pelas salvaguardas iniciadas em janeiro e pela disputa dos exportadores por cotas sem taxa de 55%.

Brasil amplia presença na carne bovina enviada à China

O Brasil respondeu por mais da metade das compras chinesas no primeiro quadrimestre. Foram 612,87 mil toneladas embarcadas para o país asiático, volume 53,62% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

O avanço brasileiro ocorreu enquanto concorrentes perderam espaço. A Argentina, segunda maior fornecedora da China, ficou com 13% do mercado e recuou 1% no acumulado do ano. A Nova Zelândia perdeu 2,21% de participação.

Cotas das salvaguardas aceleram corrida dos exportadores

As medidas chinesas de salvaguarda para a carne bovina entraram em vigor em 1º de janeiro de 2026. O regime busca proteger pecuaristas locais e prevê cotas por país, com risco de taxa de 55% após o limite.

A Austrália já enviou 144,42 mil toneladas, o equivalente a 70,45% da cota de 205 mil toneladas. O Brasil preencheu 55,41% da cota de 1,1 milhão de toneladas.

A Argentina, apesar do recuo anual, já utilizou 34,58% de sua cota de 511 mil toneladas. O ritmo mostra que a disputa não envolve apenas volume vendido, mas também velocidade para ocupar espaço antes do fim das cotas.

Mercado chinês segue dependente de importações

As projeções indicam que o Brasil deve atingir a cota em meados de julho, considerando cargas em trânsito e o prazo aproximado de 45 dias até a chegada à China.

Mesmo com o terceiro maior rebanho bovino do mundo, atrás de Brasil e Estados Unidos, a China não produz o suficiente para abastecer 1,4 bilhão de habitantes no mercado interno do país. As regras podem durar até três anos.

Com informações de cnnbrasil.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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