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China apresenta um robô “aranha” espacial que imprime estruturas em 3D, monta peças sem parafusos ou cola e retoma sonho abandonado pela NASA

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 03/05/2026 às 15:07 Atualizado em 03/05/2026 às 15:09
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Robô chinês inspirado em projeto arquivado pela NASA conseguiu tecer uma antena em laboratório e reacende a possibilidade de fabricar estruturas espaciais leves, resistentes e montadas diretamente fora da Terra

A China avançou com o robô aranha SpiderFab, robô inspirado em um projeto da NASA capaz de tecer estruturas de fibra de carbono, como antenas e painéis solares, em uma proposta que pode reduzir limites de carga nas missões espaciais.

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SpiderFab funciona como uma impressora 3D espacial

O SpiderFab foi pensado para montar estruturas no espaço, em vez de levar tudo pronto dentro de uma nave.

A ideia lembra uma impressora 3D que age como aranha, tecendo componentes com fio de fibra de carbono.

Por enquanto, os testes são modestos. O robô conseguiu tecer apenas uma antena, e o experimento ocorreu em laboratório terrestre, não em órbita. Ainda falta provar se o processo funciona em microgravidade.

Mesmo assim, os resultados são promissores. O avanço chama atenção porque retoma uma ambição antiga da NASA e mostra que a China conseguiu contornar parte dos problemas que frearam o projeto original.

Robô aranha: Projeto nasceu na NASA, mas acabou arquivado

A ideia do SpiderFab surgiu na NASA, em parceria com a Tethers Unlimited. No início, o projeto parecia seguir bem, mas a agência encontrou obstáculos suficientes para interromper o avanço da proposta.

Os principais problemas estavam ligados ao encaixe das peças no espaço e à resistência das estruturas produzidas.

Sem solução segura para esses dois pontos, a fabricação orbital de grandes componentes ficou distante da aplicação prática.

A China retomou esse caminho com alterações importantes. Em vez de usar fibra de carbono pura, os chineses trabalham com carretéis de compostos de fibra de carbono, materiais mais complexos que mantêm leveza e oferecem resistência.

Juntas dispensam parafusos e cola

Outra mudança está na forma de unir as partes fabricadas. O robô aranha chinês produz juntas de montagem que permitem encaixar as peças sem depender de parafusos ou cola, dois elementos que complicariam a montagem espacial.

Em situações extremas, a união poderia recorrer à fusão por raios laser. Essa possibilidade aparece como alternativa para reforçar conexões quando o encaixe mecânico não for suficiente para garantir estabilidade à estrutura.

Essas adaptações atacam os pontos que travaram a proposta inicial. A fabricação das juntas e o uso de compostos resistentes ajudam a explicar por que os testes chineses superaram parte das barreiras da NASA.

Limite de carga torna o robô estratégico

O interesse no SpiderFab está ligado a um problema básico das missões espaciais: toda nave tem limite de carga. Esse limite envolve o espaço físico disponível e o custo de combustível para colocar estruturas em órbita.

Uma solução usada em alguns casos é enviar componentes dobrados e abri-los depois, no destino ou durante o trajeto. Foi assim com os espelhos do Telescópio Espacial James Webb, lançados de forma compacta.

Esse tipo de estratégia nem sempre é viável. Por isso, um robô capaz de tecer antenas ou painéis solares no espaço ganha relevância, já que poderia reduzir a necessiade de transportar estruturas grandes e prontas.

China ainda precisa testar o sistema no espaço

A China foi mais longe que a NASA com o SpiderFab, mas o projeto ainda está em fase limitada. O teste feito em solo não elimina dúvidas sobre desempenho no espaço.

O robô ainda precisa ser avaliado em microgravidade, inclusive durante sua montagem. Também será necessário verificar se a estrutura resiste a condições adversas do espaço, como radiação cósmica, antes de qualquer aplicação espacial ampla.

O avanço coloca os cientistas em um caminho promissor, mas cercado de etapas decisivas. O SpiderFab chinês reacende uma ideia que a NASA não conseguiu levar adiante, embora ainda não permita comemorar um uso real em órbuta.

Com informações de Xataka.

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Domenico laurito
Domenico laurito
05/05/2026 22:40

Levar as estruturas prontas dentro das naves gasta muito combustível, ok. Mas levar o que e preciso pra fabricar as estruturas no espaço não implica em carregar um peso equivalente as estruturas? Nada se cria tudo se transforma…

Romário Pereira de Carvalho

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