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Comprador com R$ 140 mil na mão encontra empate de apenas R$ 1.000 entre Chevrolet Sonic RS e Hyundai i20 Ultimate, e o consumo do Inmetro separa os dois por 0,5 km/l na cidade e 0,5 km/l na estrada

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Escrito por Douglas Avila Publicado em 10/09/2026 às 13:54 Atualizado em 10/09/2026 às 14:30
Hyundai i20 branco em três quartos dianteiro em pista
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Chevrolet Sonic RS e Hyundai i20 Ultimate chegam ao comprador separados por apenas mil reais de tabela, e só começam a se diferenciar quando alguém abre o consumo do Inmetro e descobre que cada um vence em um ciclo diferente de rodagem.

O levantamento foi publicado pela Autoesporte em 9 de setembro de 2026 e reúne as duas versões topo de linha de uma faixa entre o hatch compacto e o SUV de entrada.

O Hyundai i20 Ultimate sai por R$ 139.990 e o Chevrolet Sonic RS por R$ 140.990, valores apurados em setembro de 2026 na Loja Oficial de 0 km do Mercado Livre.

Uma diferença de R$ 1.000 nessa faixa é ruído. Nenhum comprador vai escolher entre os dois por causa disso, o que joga a decisão para os outros números da ficha.

Os dois entregam 115 cv, mas o Chevrolet chega lá mil giros antes

A potência declarada é idêntica: 115 cv com etanol ou gasolina nos dois modelos. O que muda é o regime em que essa força aparece, e isso pesa no dia a dia.

O Sonic RS atinge o pico a 5.000 rpm, enquanto o i20 Ultimate só chega lá a 6.000 rpm. Portanto, o Chevrolet trabalha mais confortável em rotações baixas de trânsito.

O torque reforça a leitura. O Sonic marca 18,9 kgfm com etanol e 18,3 kgfm com gasolina, contra 17,5 kgfm do i20, vantagem de até 1,4 kgfm para o Chevrolet.

Na prática, torque maior em giro menor significa menos necessidade de esticar marcha em subida com o carro cheio. É característica que o motorista sente antes de conferir planilha.

Chevrolet Sonic em três quartos dianteiro

O consumo do Inmetro separa os dois por meio quilômetro por litro em cada ciclo

Com etanol na cidade, o i20 registra 8,8 km/l e o Sonic RS faz 8,4 km/l. A vantagem urbana, portanto, é do Hyundai, por uma margem de 0,4 km/l.

Na estrada com etanol a situação inverte: o Sonic marca 10,4 km/l contra 10,1 km/l do i20. O Chevrolet recupera exatamente onde o concorrente havia aberto vantagem antes.

Com gasolina o padrão se repete. Na cidade o i20 anota 12,6 km/l e o Sonic 12,1 km/l; na rodovia o Sonic sobe para 14,8 km/l contra 14,3 km/l do rival.

Ou seja, a diferença é de meio quilômetro por litro em cada ciclo, invertendo o vencedor conforme o trajeto. Não existe carro mais econômico aqui, e sim o carro certo.

Quem roda na cidade e quem pega estrada compram carros diferentes nesta disputa

Se a maior parte da quilometragem é urbana, o i20 Ultimate leva vantagem nos dois combustíveis. A margem é pequena, mas se acumula ao longo de um ano inteiro.

Se o uso predominante é rodoviário, a conta vira para o Sonic RS, também nos dois combustíveis. Além disso, o torque maior em giro baixo ajuda em retomada carregada.

Dá pra entender por que o comparativo não aponta um campeão. Com preços empatados e consumo alternando conforme o ciclo, o desempate precisa vir do perfil de quem dirige.

Contudo, essa clareza só aparece para quem sabe quantos quilômetros faz na cidade e quantos faz na estrada por mês. Sem esse dado, a escolha vira sorteio entre equivalentes.

Porta-malas aberto de hatch compacto

O porta-malas do Sonic leva 46 litros a mais que o do Hyundai

O bagageiro do Sonic RS comporta 392 litros, enquanto o do i20 Ultimate fica em 346 litros. A diferença de 46 litros equivale a uma mala de bordo a mais.

Para quem viaja com frequência ou transporta equipamento de trabalho, esse espaço extra pesa na decisão, especialmente porque não custa nada em preço nem em consumo urbano.

A altura livre do solo também favorece o Chevrolet, com 20 cm contra 16,5 cm do Hyundai. São 3,5 cm que fazem diferença em lombada alta e em rua sem pavimento.

Enquanto isso, o i20 mantém a proposta de carro mais rente ao chão, o que costuma trazer benefício de estabilidade e de sensação de dirigibilidade em curva de asfalto.

A aceleração comparada exige um cuidado importante na leitura

O Sonic RS fez 10 segundos de 0 a 100 km/h em teste instrumentado da Autoesporte. O i20 Ultimate aparece com 11,7 segundos, mas esse número é dado de fábrica.

São medições de origem diferente, e isso precisa ficar explícito. Comparar resultado de pista com informação de catálogo não produz uma diferença confiável de 1,7 segundo entre eles.

Portanto, a leitura honesta é que o Sonic tem desempenho comprovado em 10 segundos, e que o número do i20 ainda espera confirmação em teste com a mesma metodologia.

O comparativo completo, com a apuração de preços e a relação de itens de cada versão, está no levantamento publicado pela Autoesporte em setembro de 2026.

Console central com alavanca de câmbio automático

O Sonic emplacou 2.651 unidades em agosto e mostra o tamanho da disputa

O volume de 2.651 unidades emplacadas em agosto de 2026 dá a dimensão do interesse do mercado brasileiro por essa categoria intermediária entre hatch compacto e SUV de entrada.

É uma faixa que cresceu porque atende quem quer posição de dirigir mais alta e espaço interno de família sem migrar para o preço de um utilitário esportivo completo.

Não há, no material publicado, custo de manutenção ou preço de revisão de nenhum dos dois modelos. Quem quiser incluir esse fator precisa consultar as tabelas das marcas.

O desempate está no ciclo de uso, não no preço nem na potência

Com 115 cv nos dois, preço separado por mil reais e consumo alternando por meio quilômetro por litro, sobra pouco espaço para escolher apenas pela ficha técnica.

É difícil não ver aqui um empate técnico que empurra a decisão para o hábito de cada motorista. Cidade favorece o i20; estrada, bagagem e vão livre favorecem o Sonic.

A conta que vale é a quilometragem que o dono faz em um mês comum

Assim, o conselho prático é anotar a quilometragem urbana e a rodoviária de um mês antes de ir à concessionária decidir entre os dois modelos topo de linha.

Esse número pessoal vale mais do que qualquer comparação de catálogo, porque é ele que transforma meio quilômetro por litro em economia real ao final de doze meses.

Dois carros equivalentes no papel exigem uma decisão que só o dono pode tomar

Por outro lado, quem não tem rotina definida entre cidade e estrada pode olhar para os 392 litros do porta-malas e para os 20 cm de altura livre como critério.

Esses dois itens não mudam com o combustível nem com o trajeto, portanto entregam vantagem constante para o Sonic RS em qualquer perfil de uso que o comprador tenha.

Você escolheria pelo consumo urbano do i20 ou pelo porta-malas e pela estrada do Sonic RS?

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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