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Centenário gaúcho que aprendeu a nadar vendo o Tarzan do cinema bate recorde mundial aos 100 anos nadando 50 metros em 1 minuto e 9 segundos

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 25/06/2026 às 16:27 Atualizado em 25/06/2026 às 16:33
Aos 100 anos, o gaúcho Anton Biedermann bateu um recorde mundial de natação em Caxias do Sul: 7x campeão na natação master, aprendeu a nadar vendo o Tarzan.
Aos 100 anos, o gaúcho Anton Biedermann bateu um recorde mundial de natação em Caxias do Sul: 7x campeão na natação master, aprendeu a nadar vendo o Tarzan.
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Em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, o gaúcho Anton Biedermann cravou um recorde mundial de natação ao completar 100 anos, nadando os 50 metros costas em 1 minuto e 9 segundos, façanha de um 7 vezes campeão mundial master que aprendeu a nadar inspirado no Tarzan do cinema.

Tem gente que aos 100 anos quer só descansar, e tem o Anton. Aos 100 anos, o gaúcho Anton Karl Biedermann fez o que a maioria não consegue na flor da idade: bateu um recorde mundial na piscina. Ele nadou os 50 metros costas em 1 minuto e 9 segundos e estabeleceu a melhor marca do planeta na categoria 100 anos ou mais. Não foi sorte de um dia: Anton é 7 vezes campeão mundial master e ainda guarda mais três recordes mundiais na bagagem. E o mais bonito é como tudo começou, com um menino encantado pelo Tarzan do cinema.

A trajetória dele foi contada pela ESPN e parece roteiro de filme. O recorde mundial de natação veio em 22 de setembro de 2024, dia em que Anton completava 100 anos, durante o Campeonato Estadual Master de Inverno, na piscina olímpica do Recreio da Juventude, em Caxias do Sul. Hoje, já com 101 anos, ele segue na água e sem qualquer plano de pendurar a sunga. É a prova viva de que idade é número, e nadar pode ser para a vida toda.

Um recorde mundial aos 100 anos

Aos 100 anos, o gaúcho Anton Biedermann bateu um recorde mundial de natação em Caxias do Sul: 7x campeão na natação master, aprendeu a nadar vendo o Tarzan.
A façanha tem números que impressionam por si.

No dia em que completou um século de vida, Anton Biedermann entrou na piscina e nadou os 50 metros costas em 1 minuto e 9 segundos.

Esse tempo foi a melhor marca mundial já registrada na categoria de 100 anos ou mais.

O palco foi gaúcho, em Caxias do Sul.

O recorde mundial de natação aconteceu durante o Campeonato Estadual Master de Inverno, na piscina olímpica do Recreio da Juventude, em Caxias do Sul, em 22 de setembro de 2024.

Bater um recorde no próprio aniversário de 100 anos é o tipo de presente que ninguém esquece.

E não foi um esforço sofrido de quem se arrasta.

Anton competiu como o atleta que é, com técnica apurada na nado costas, mostrando que a natação master tem nele um dos seus maiores símbolos.

A idade no documento contrasta com a desenvoltura dentro da água.

Sete vezes campeão mundial e mais três recordes

O recorde dos 100 anos não é um caso isolado na vida de Anton.

Ele é 7 vezes campeão mundial master de natação e já estabeleceu outros três recordes mundiais ao longo da carreira, um currículo que muito atleta jovem gostaria de ter.

A natação master, categoria que reúne competidores adultos e idosos, encontrou nele um nome de respeito internacional.

A fidelidade ao esporte é parte da história.

Anton Biedermann é atleta do Grêmio Náutico União, clube gaúcho que ele defende desde os 17 anos, ou seja, há mais de oito décadas vestindo a mesma camisa.

Poucos vínculos no esporte mundial duram tanto quanto esse.

Essa constância explica o nível dele.

Não se chega a 7 vezes campeão mundial master por acaso, e sim por décadas de treino, disciplina e amor pela água, mantidos sem interrupção até passar dos 100.

A natação master virou o fio que costura a vida inteira de Anton.

Aprendeu a nadar vendo o Tarzan no cinema

Aos 100 anos, o gaúcho Anton Biedermann bateu um recorde mundial de natação em Caxias do Sul: 7x campeão na natação master, aprendeu a nadar vendo o Tarzan.
A origem dessa paixão é de encher os olhos.

Quando criança, o ídolo de Anton era Johnny Weissmuller, o ator que interpretava o Tarzan nos filmes da época e que, antes de Hollywood, tinha sido um nadador fenomenal.

Cada vez que estreava um novo filme do Tarzan, o pequeno Anton pensava: eu preciso aprender a nadar.

Weissmuller não era um astro qualquer.

Antes de virar o Rei da Selva no cinema, ele quebrou 28 recordes mundiais, disputou duas Olimpíadas e ganhou seis medalhas, cinco delas de ouro na natação.

Era o herói perfeito para inspirar um menino a se jogar na água.

A chance de Anton veio aos 12 anos.

Foi quando a família dele se mudou de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, onde não havia piscina, para Guaratinguetá, em São Paulo, e ali, inspirado nas cenas do Tarzan, ele aprendeu a nadar em apenas três dias.

Um sonho de cinema virou habilidade para a vida toda.

Uma família que nadou a vida inteira

A natação não entrou na vida de Anton sozinha, veio em família.

A mãe dele, dona Alice, é parte essencial dessa história, e dá para entender de quem ele puxou a relação com a água.

Aos 94 anos, dona Alice começou a nadar e levou Anton e a irmã, Helene, para se matricularem num clube.

Uma mãe que se joga na piscina perto dos 100 marca qualquer filho.

Esse ambiente familiar transformou o nadar num hábito natural, quase uma herança, passada de geração em geração dentro de casa.

Não era obrigação nem terapia, era prazer compartilhado.

É aí que se enxerga a raiz da longevidade ativa de Anton.

Crescer numa família que valoriza o movimento e a água ajudou a construir o atleta centenário que hoje detém um recorde mundial de natação.

O exemplo veio de berço, e ele só fez levar adiante.

O segredo da longevidade ativa

O caso de Anton interessa muito além do esporte.

Em reportagem sobre os segredos dele, publicada pela Exame, fica claro que manter o corpo em movimento por décadas é um dos pilares de uma vida longa e com qualidade.

Anton não nada apesar da idade, ele chegou aos 100 com saúde justamente porque nunca parou de nadar.

A ciência da longevidade conversa com a história dele.

Atividade física regular, propósito, vínculo social no clube e uma rotina constante são fatores que pesquisadores associam ao envelhecimento saudável, e Anton Biedermann reúne todos eles na natação master.

O esporte virou, para ele, remédio e alegria ao mesmo tempo.

Vale o registro honesto, sem milagre.

Genética, sorte e décadas de hábito também contam, e nem todo mundo que nada vai bater recorde mundial aos 100, mas o caminho que Anton aponta, o de se manter ativo, está ao alcance de muita gente.

A lição é menos sobre medalha e mais sobre movimento.

Por que histórias assim inspiram tanta gente

O recorde de Anton viralizou porque mexe com um medo universal.

Quase todo mundo teme envelhecer e virar sinônimo de limitação, e ver um homem de 100 anos cravando um recorde mundial de natação em Caxias do Sul vira a chave dessa ideia.

Ele não representa a velhice como fim, e sim como mais um capítulo cheio de vida.

Tem também o encanto do começo.

A imagem do menino que queria ser como o Tarzan e atravessou um século ainda nadando é poética e concreta ao mesmo tempo, do cinema antigo à piscina olímpica.

É uma história redonda, com início, meio e recorde.

E há a leveza do personagem.

Anton não é um exemplo carrancudo de disciplina, é um senhor que continua fazendo o que ama, e essa alegria genuína é o que mais conquista quem conhece a história dele.

O recado é simples: continue se movendo, continue nadando.

O que o caso de Anton mostra

A maior lição é sobre redefinir o que a idade significa.

Anton Biedermann provou que aos 100 anos ainda dá para ser o melhor do mundo em alguma coisa, desde que se cultive aquilo a vida inteira, como ele fez com a natação master.

Foi constância de mais de oito décadas, não um truque de última hora.

Vale manter os pés no chão.

Anton é uma exceção feliz, fruto de genética favorável, uma vida inteira de esporte e uma família ligada à água, então a façanha não se copia da noite para o dia.

Não é fórmula de recorde, é um convite a se manter ativo.

Ainda assim, o exemplo ilumina.

Aos 101 anos e ainda na piscina, esse centenário gaúcho que aprendeu a nadar vendo o Tarzan segue mostrando que recorde mundial de natação e idade avançada podem, sim, caber na mesma raia.

Do cinema da infância ao topo do mundo, Anton transformou uma paixão de menino na prova de que a vida ativa não tem prazo de validade.

E você, o que mais te impressiona na história do Anton, o recorde aos 100 anos ou o fato de tudo ter começado com a vontade de nadar como o Tarzan? Conta pra gente nos comentários se você conhece alguém que, como ele, transformou o esporte num companheiro para a vida inteira.

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