Casa suspensa feita com contêiner reciclado utiliza materiais reaproveitados, telhado verde e soluções sustentáveis no interior de São Paulo.
Uma residência elevada entre as copas das árvores, construída com foco na redução do impacto ambiental, tem chamado atenção em Campos Novos Paulista, no interior de São Paulo. Conhecida como casa suspensa, a construção foi desenvolvida pelos arquitetos da Casa Container Marília e utiliza um contêiner de transporte como base estrutural, combinado a diversos materiais reaproveitados. O projeto prioriza conforto, contato com a natureza e sustentabilidade em praticamente todas as etapas da obra.
Segundo o ArchDaily Brasil, cerca de 80% dos materiais empregados foram reciclados. Além disso, aproximadamente 70% dos resíduos gerados durante a construção receberam algum tipo de reaproveitamento, especialmente madeira e sobras de aço.
Saiba tudo sobre a casa suspensa que fica em São Paulo
Desde a fundação até os acabamentos, o projeto foi planejado para reduzir o consumo de recursos e minimizar desperdícios.
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A estrutura elevada é sustentada por pilares metálicos em formato de “V”. Esse sistema permite que dois apoios utilizem uma única base, diminuindo a necessidade de concreto e simplificando as fundações.
Como a residência possui peso relativamente reduzido e foi implantada em um terreno com solo firme, foram utilizadas fundações rasas.

Entre as soluções adotadas estão:
- Reutilização de contêiner de transporte;
- Emprego de madeira reciclada em paredes e tetos;
- Uso de chapas reaproveitadas nas portas internas;
- Reaproveitamento de resíduos da própria construção;
- Instalação de telhado verde.
Casa suspensa privilegia ventilação e conforto térmico
Embora tenha sido desenvolvida a partir de contêineres, a residência não depende de aparelhos de ar-condicionado para manter temperaturas agradáveis.
Para alcançar esse resultado, todas as paredes receberam mantas de isolamento térmico e acústico. Ao mesmo tempo, amplas aberturas e o sistema de ventilação cruzada favorecem a circulação constante do ar.
Os arquitetos destacam que a preocupação com o conforto ambiental esteve presente durante todo o desenvolvimento da casa suspensa. O conjunto de soluções permite manter o interior agradável mesmo durante os períodos mais quentes do estado de São Paulo.
Outro elemento importante é o telhado verde. Além de contribuir para o equilíbrio térmico da construção, ele utiliza água da chuva reaproveitada para reduzir a necessidade de irrigação. O sistema adotado é modular, facilitando eventuais manutenções.
Materiais reaproveitados ajudam a definir a identidade visual
A proposta sustentável também influenciou diretamente a aparência da residência. As paredes e os tetos receberam madeira reciclada, conferindo um aspecto rústico ao ambiente.
Como o material possui acabamento próprio, não houve necessidade de aplicação de tinta em diversas áreas internas. Já algumas portas localizadas no primeiro pavimento foram produzidas a partir de chapas reaproveitadas de sobras de contêineres.
Enquanto isso, grandes superfícies de vidro foram instaladas em portas e janelas. Dessa forma, os moradores conseguem observar a paisagem ao redor praticamente ao nível das copas das árvores.

Além de ampliar a conexão visual com o ambiente externo, essa solução favorece a entrada de luz natural e aproveita a sombra produzida pela vegetação durante o dia.
Espaços foram projetados para convivência e descanso
Diferentemente de muitos projetos residenciais voltados para tecnologia e entretenimento, esta construção foi concebida para estimular momentos de convivência. A casa de campo reúne áreas destinadas ao cotidiano e ao lazer.
O programa inclui sala, cozinha, dois quartos, dois banheiros e varandas equipadas com decks de madeira. Nas áreas externas, cadeiras e redes foram distribuídas para incentivar atividades mais simples, como conversar, descansar e contemplar a paisagem.
A ideia central do projeto vai além da construção sustentável. Sem televisão e sem conexão wi-fi, a residência foi planejada para proporcionar uma experiência mais próxima da natureza. O objetivo é incentivar o contato entre familiares e amigos, reduzindo distrações tecnológicas.
Inserida em uma área rural cercada por vegetação, a casa suspensa reúne soluções de reaproveitamento de materiais, conforto ambiental e integração com o entorno. O resultado é uma construção que busca equilibrar funcionalidade e preservação ambiental por meio de escolhas adotadas desde a fundação até os detalhes do acabamento.

Com informações arch daily


Como que alguém vive sem televisão e sem wi-fi?