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Câmara de BH aprova projeto que leva energia solar às escolas municipais

Escrito por Rannyson Moura
Publicado em 11/12/2025 às 15:43
Projeto aprovado em 1º turno pela Câmara de Belo Horizonte autoriza a instalação de energia solar nas escolas municipais, priorizando unidades em áreas vulneráveis e prevendo ações de educação ambiental.
Projeto aprovado em 1º turno pela Câmara de Belo Horizonte autoriza a instalação de energia solar nas escolas municipais, priorizando unidades em áreas vulneráveis e prevendo ações de educação ambiental.
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Projeto aprovado em 1º turno pela Câmara de Belo Horizonte autoriza a instalação de energia solar nas escolas municipais, priorizando unidades em áreas vulneráveis e prevendo ações de educação ambiental.

A Câmara Municipal de Belo Horizonte deu um passo importante rumo à ampliação do uso de energia solar na rede de ensino. 

Com ampla aprovação dos vereadores, o Projeto de Lei 234/2025 autoriza o Executivo a implantar sistemas fotovoltaicos nas escolas municipais. 

A proposta, que também integra ações de conscientização ambiental, busca reduzir custos, incentivar práticas sustentáveis e modernizar a infraestrutura educacional da capital mineira.

Prioridade para regiões mais vulneráveis

O texto aprovado em 1º turno, com 38 votos favoráveis e nenhum contrário, estabelece que a implantação da energia solar deve ocorrer prioritariamente em escolas situadas em áreas de maior vulnerabilidade social e econômica. 

Além disso, unidades com maior consumo de energia elétrica também terão preferência, garantindo que o investimento gere impacto direto nas contas públicas e no cotidiano das instituições de ensino.

A vereadora Loíde Gonçalves (MDB), autora da proposta, explicou em Plenário que a iniciativa surgiu a partir de visitas a escolas municipais. Segundo ela, a pauta da economia de energia tem sido recorrente nas conversas com diretores e professores.

“Esse projeto nasceu de visitas em escolas”, afirmou, ressaltando a necessidade de ampliar soluções sustentáveis já debatidas pela comunidade escolar.

Além da instalação dos sistemas, o texto prevê ações de conscientização e educação ambiental nas escolas beneficiadas. A proposta incentiva a participação de estudantes, professores e da comunidade, reforçando a energia solar como alternativa limpa e renovável. 

Ao envolver toda a rede de ensino, o projeto busca consolidar uma cultura sustentável e formar jovens mais conscientes sobre o uso responsável dos recursos naturais.

Monitoramento e avaliação do desempenho dos sistemas

Outro ponto central é o monitoramento contínuo das unidades que receberem os sistemas fotovoltaicos. O Executivo deverá garantir acompanhamento técnico, medição da economia gerada e identificação de necessidades de manutenção. 

Esse processo, segundo o projeto, assegura que cada sistema opere com eficiência e contribua de fato para a redução do consumo de energia elétrica.

Essa avaliação permanente permite que a administração municipal tenha controle sobre o desempenho energético, ampliando a transparência e garantindo que os recursos investidos tenham retorno comprovado.

Caso haja excedente de energia solar produzida pelas escolas, o projeto prevê a revenda à concessionária de energia elétrica

Os valores obtidos deverão ser destinados, preferencialmente, à modernização e reforma das unidades de ensino, criando um ciclo virtuoso em que a própria economia energética gera investimentos futuros.

Dessa forma, a energia solar deixa de ser apenas uma medida de sustentabilidade e passa a se tornar um mecanismo de financiamento para melhorias estruturais, impactando diretamente estudantes e servidores.

Tramitação e próximos passos

O PL 234/2025 recebeu pareceres favoráveis de todas as comissões pelas quais tramitou em 1º turno: Legislação e Justiça; Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana; Administração Pública e Segurança Pública; e Orçamento e Finanças Públicas. Como o texto recebeu duas emendas, ele retornará às mesmas comissões em 2º turno.

Depois dessa etapa, o projeto voltará ao Plenário para votação final, onde deverá alcançar, no mínimo, 21 votos para ser aprovado definitivamente.

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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