1. Início
  2. Curiosidades
  3. Brasil liga sinal de alerta em tempos de guerra e garante caças supersônicos F-39 Gripen com tecnologia inédita, 350 engenheiros treinados e 12 mil empregos gerados na indústria militar
Faça um comentário 4 min de leitura

Brasil liga sinal de alerta em tempos de guerra e garante caças supersônicos F-39 Gripen com tecnologia inédita, 350 engenheiros treinados e 12 mil empregos gerados na indústria militar

Imagem de perfil do autor Alisson Ficher
Escrito por Alisson Ficher Publicado em 15/04/2026 às 18:31
Brasil avança na defesa aérea com 36 caças Gripen, produção nacional, tecnologia avançada e geração de empregos estratégicos.
Brasil avança na defesa aérea com 36 caças Gripen, produção nacional, tecnologia avançada e geração de empregos estratégicos.
  • Reação
  • Reação
2 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Modernização da defesa aérea avança com produção nacional, transferência de tecnologia e geração de empregos estratégicos na indústria aeroespacial brasileira, consolidando capacidade operacional e autonomia tecnológica em um dos programas militares mais relevantes do país nas últimas décadas.

O Brasil avançou na renovação de sua aviação de caça com a incorporação de 36 aeronaves F-39 Gripen, das quais 15 terão montagem final em território nacional, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo.

O marco mais recente ocorreu em 25 de março de 2026, quando foi apresentado o primeiro exemplar produzido no país, numa cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Programa F-X2 e modernização da Força Aérea Brasileira

A iniciativa integra o programa F-X2, voltado ao reequipamento e à modernização da frota de caças supersônicos da Força Aérea Brasileira.

Além da entrega de aeronaves, o projeto combina transferência de tecnologia, formação de quadros técnicos e ampliação da base industrial de defesa, num arranjo que envolve a FAB, a Embbraer, a Saab e órgãos do governo federal.

Brasil avança na defesa aérea com 36 caças Gripen, produção nacional, tecnologia avançada e geração de empregos estratégicos. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Brasil avança na defesa aérea com 36 caças Gripen, produção nacional, tecnologia avançada e geração de empregos estratégicos. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Embora o noticiário internacional tenha voltado a atenção para a escalada militar em diferentes regiões do mundo, o programa brasileiro não nasceu de uma reação pontual a crises recentes.

A contratação dos Gripen decorre de um processo iniciado há mais de uma década, com escolha anunciada em dezembro de 2013, contrato comercial assinado em 2014 e financiamento formalizado em 26 de agosto de 2015 com a Swedish Export Credit Corporation, a AB SEK.

Capacidades do F-39 Gripen e tecnologia embarcada

O F-39 Gripen é classificado pela FAB como um caça multimissão de nova geração, preparado para missões de defesa aérea, alerta, ataque e reconhecimento.

Na prática, isso significa uma plataforma capaz de atuar tanto em ações de superioridade aérea quanto em operações contra alvos em terra e no mar, com integração entre sensores, armamentos e sistemas eletrônicos.

Entre os recursos embarcados, o modelo traz sistema de guerra eletrônica e o radar AESA Raven ES-05, citado como um dos elementos centrais do ganho de consciência situacional da aeronave.

Esse conjunto permite rastrear alvos em diferentes direções e frequências, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de reação em cenários complexos.

O avanço não ficou restrito à ficha técnica.

Desde fevereiro de 2026, o Gripen passou a ser empregado pela primeira vez em missões de Alerta de Defesa Aérea a partir da Base Aérea de Anápolis, em Goiás.

Produção no Brasil e transferência de tecnologia

A apresentação do primeiro caça produzido no Brasil consolidou uma etapa que vinha sendo preparada desde a instalação da linha de produção do Gripen E na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, inaugurada em 2023.

Com esse movimento, o país passou a integrar um grupo restrito de nações com capacidade de participar da fabricação de aeronaves de combate avançadas.

No discurso oficial divulgado pelo governo federal, o Brasil passou a ser descrito como o primeiro país da América Latina a dominar o processo de produção de caças supersônicos.

Brasil avança na defesa aérea com 36 caças Gripen, produção nacional, tecnologia avançada e geração de empregos estratégicos. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Brasil avança na defesa aérea com 36 caças Gripen, produção nacional, tecnologia avançada e geração de empregos estratégicos. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O eixo industrial do projeto também inclui transferência estruturada de conhecimento.

Segundo o Ministério da Defesa e a PGFN, o programa levou cerca de 350 brasileiros à Suécia para capacitação avançada.

A formação desses profissionais alimenta o centro de desenvolvimento do Gripen instalado no Brasil e reforça a retenção de mão de obra especializada em áreas consideradas estratégicas.

Empregos, indústria e impacto econômico do Gripen

Os números divulgados pelo governo apontam que o programa já impulsionou a criação de mais de 12 mil empregos, sendo cerca de 2 mil diretos e 10 mil indiretos.

A estimativa é apresentada como parte do efeito de encadeamento gerado pela produção, pelo desenvolvimento tecnológico e pela rede de fornecedores associada ao Gripen.

No plano contratual, o financiamento da aquisição foi acertado em dezembro de 2014 e formalizado em agosto de 2015 entre a República Federativa do Brasil e a AB SEK.

De acordo com a procuradora Suely Dib, que participou da negociação, o instrumento foi aditado em 2018 e novamente em 2025.

Ela afirmou que o processo ocorreu “sempre representado pela PGFN”.

O contrato original com o governo brasileiro prevê 28 aeronaves Gripen E e 8 Gripen F.

As entregas começaram em 2020 e, até a apresentação do primeiro caça produzido no Brasil, 11 aeronaves já haviam sido entregues.

Avanço operacional e próximos marcos do programa

Antes da apresentação do exemplar montado no país, o Brasil já havia recebido aeronaves seriadas produzidas no exterior.

A etapa atual marca a passagem da recepção operacional para a produção com participação industrial local mais robusta.

A sequência do cronograma prevê continuidade das entregas e aprofundamento da capacitação tecnológica.

Para a FAB, o Gripen foi concebido para atender à necessidade operacional brasileira dentro da Estratégia Nacional de Defesa.

Ao mesmo tempo, o programa atua como alavanca para a indústria aeroespacial instalada no país, combinando poder militar, formação técnica e política industrial.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x