O petróleo brasileiro somou 44,29 milhões de toneladas vendidas à China entre janeiro e setembro de 2026, superando o volume saudita, enquanto a Rússia preservou a liderança entre os fornecedores.
O petróleo brasileiro ganhou espaço no mercado chinês em 2026 e ultrapassou a Arábia Saudita no acumulado dos nove primeiros meses do ano. A China importou 44,29 milhões de toneladas de petróleo bruto do Brasil entre janeiro e setembro, contra 43,12 milhões de toneladas provenientes do país saudita.
Segundo a CNN Brasil, em reportagem publicada em 20 de outubro de 2026 com base em dados alfandegários e cálculos da Reuters, o Brasil passou a ocupar a segunda posição entre os principais fornecedores. Em setembro, as compras do produto brasileiro alcançaram 5,15 milhões de toneladas, equivalentes a 1,25 milhão de barris por dia.
Brasil passa Arábia Saudita no acumulado dos nove primeiros meses
A diferença entre Brasil e Arábia Saudita aparece com clareza quando se observa o período de janeiro a setembro. Foram 44,29 milhões de toneladas de petróleo brasileiro contra 43,12 milhões de toneladas de origem saudita, vantagem de aproximadamente 1,17 milhão de toneladas.
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O resultado colocou o Brasil na segunda colocação entre os fornecedores apresentados pelos dados alfandegários. Embora a distância seja relativamente pequena no acumulado, setembro mostrou comportamentos bastante diferentes entre os dois países.
As importações brasileiras chegaram a 5,15 milhões de toneladas no mês, alta de 18% em comparação com setembro do ano anterior. Convertido para a média diária apresentada pela reportagem, o volume corresponde a 1,25 milhão de barris por dia.
A Arábia Saudita, por outro lado, vendeu 2,70 milhões de toneladas no mesmo mês, ou cerca de 660 mil barris por dia. O volume caiu 62% na comparação anual, reduzindo de forma expressiva a presença saudita naquele período.
Rússia continua à frente com 2,42 milhões de barris por dia
Apesar do avanço brasileiro, a liderança entre os fornecedores de petróleo à China permaneceu com a Rússia. Em setembro, as importações de origem russa somaram 9,94 milhões de toneladas.
Esse volume equivaleu a aproximadamente 2,42 milhões de barris por dia, quase o dobro da média diária registrada para o petróleo brasileiro. Na comparação anual, as compras russas cresceram 20%.
Ao mesmo tempo, o volume russo caiu 11% em relação a agosto. O dado mostra que a liderança continua ampla, mas a movimentação mensal entre os diferentes fornecedores pode variar significativamente.
Nesse cenário, o Brasil ampliou sua presença no mercado sem deslocar a Rússia da primeira posição. O avanço ocorreu, sobretudo, sobre a Arábia Saudita.
Iraque chega a 1,18 milhão de barris por dia após forte avanço mensal
Outro fornecedor relevante em setembro foi o Iraque. A China recebeu 4,84 milhões de toneladas de petróleo iraquiano durante o mês, equivalentes a aproximadamente 1,18 milhão de barris por dia.
O volume ficou 19% abaixo do registrado em setembro do ano anterior. Quando a comparação é feita com agosto de 2026, entretanto, houve um aumento de 248%, mostrando uma mudança brusca de um mês para o outro.
A média diária iraquiana ficou próxima à brasileira. O Brasil registrou 1,25 milhão de barris por dia, enquanto o Iraque ficou em 1,18 milhão, diferença de cerca de 70 mil barris diários nos dados apresentados.
Essa proximidade reforça que a disputa abaixo da liderança russa não depende apenas dos resultados acumulados do ano, mas também das variações mensais de fornecimento.
Setembro evidencia avanço brasileiro e forte recuo saudita
O contraste de setembro é um dos pontos centrais dos dados. Enquanto o petróleo brasileiro avançou 18% na comparação anual, o volume fornecido pela Arábia Saudita recuou 62%.
Com isso, o Brasil registrou quase o dobro do volume diário saudita no mês: 1,25 milhão contra 660 mil barris por dia. A diferença ajuda a explicar como o fornecedor brasileiro conseguiu passar à frente no acumulado dos nove primeiros meses.
Não é possível, porém, concluir a partir de um único mês que essa distância permanecerá no mesmo ritmo. Importações de petróleo podem oscilar conforme compras, disponibilidade de cargas, programação dos embarques e outros fatores comerciais.
O dado consolidado até setembro é mais objetivo: o Brasil está à frente da Arábia Saudita no volume entregue à China durante 2026, embora a Rússia continue ocupando a primeira posição.
China não registrou petróleo dos EUA, Venezuela ou Irã em setembro
Os dados alfandegários também mostram ausência de algumas origens importantes. Em setembro de 2026, não houve registro de importações chinesas de petróleo bruto provenientes dos Estados Unidos, Venezuela ou Irã.
A mesma ausência havia sido registrada para essas três origens no mesmo período do ano anterior, segundo a reportagem. Isso faz com que a comparação entre Rússia, Brasil, Arábia Saudita e Iraque ganhe ainda mais peso nos números oficiais divulgados para o mês.
A configuração dos fornecedores também evidencia como a posição pode mudar entre diferentes mercados e períodos. No petróleo, setembro abriu uma diferença significativa entre Brasil e Arábia Saudita que não era tão grande quando observado todo o acumulado do ano.
A ausência de cargas de determinadas origens, contudo, não permite projetar automaticamente a configuração dos meses seguintes. Os dados disponíveis retratam setembro e o acumulado até aquele momento.
Brasil chega ao fim de setembro como segundo maior fornecedor
O resultado dos nove primeiros meses de 2026 coloca o Brasil em uma posição que vai além do desempenho isolado de setembro. Com 44,29 milhões de toneladas, o país ultrapassou as 43,12 milhões entregues pela Arábia Saudita à China.
O avanço brasileiro ocorre ao mesmo tempo em que a Rússia continua com folga na liderança mensal, registrando 2,42 milhões de barris por dia em setembro, contra 1,25 milhão do Brasil.
A diferença mostra os dois lados do movimento: o Brasil conquistou espaço suficiente para passar um dos maiores fornecedores tradicionais do mercado chinês, mas ainda existe uma distância relevante até o primeiro colocado.
Assim, o novo patamar do petróleo brasileiro na China é sustentado pelos números acumulados até setembro de 2026: segunda colocação entre os principais fornecedores, crescimento anual das vendas no mês e vantagem sobre a Arábia Saudita, enquanto a Rússia permanece como o principal nome desse fluxo comercial.

