O Brasil tornou-se o centro da estratégia global da Jet, concentrando a maior receita regional, expansão acelerada de cidades, investimentos prioritários, crescimento de empregos e lançamento de novos serviços elétricos integrados
O Brasil se tornou o principal mercado da Jet, empresa de patinetes elétricos fundada no Cazaquistão, que atua em 35 cidades, fatura US$ 30 milhões na região e planeja chegar a 55 municípios em 2026.
Brasil como eixo central da estratégia global
Segundo Ilya Timakhovskiy, CEO da Jet, o Brasil reúne condições únicas para a micromobilidade, combinando clima favorável, interesse popular e uso urbano e recreativo do modal elétrico.
A empresa iniciou operações no país há dois anos, já com escala ampla, priorizando grandes centros urbanos de Porto Alegre a Belém, além de cidades litorâneas voltadas ao lazer.
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Entre os destinos citados estão Guarujá, Praia Grande, Bertioga e Balneário Camboriú, que utilizam patinetes como alternativa recreativa e de deslocamento curto.
A presença nessas cidades faz parte de uma estratégia que busca diversificar usos e manter alta demanda ao longo do ano, sem depender apenas de deslocamentos cotidianos.
Expansão internacional e diferenças regionais
Antes do Brasil, a Jet expandiu sua operação para países próximos ao Cazaquistão, como Azerbaijão, Geórgia e Rússia, mercados com grandes extensões territoriais.
Apesar disso, o executivo afirma que o ambiente brasileiro é mais favorável ao negócio, principalmente pela ausência de inverno rigoroso e maior adesão ao transporte elétrico.
Na Rússia, por exemplo, as condições climáticas limitam períodos de operação, enquanto no Brasil o serviço mantém demanda contínua em várias regiões.
Essa diferença influencia diretamente a priorização de investimentos e explica o peso crescente do país nos resultados globais da companhia.
Empregos e plano de crescimento da empresa
Atualmente, a Jet conta com 800 funcionários no Brasil e pretende contratar entre 100 e 200 pessoas nos próximos meses.
As novas contratações devem apoiar a expansão para 55 cidades até 2026, reforçando áreas operacionais, logísticas e de suporte ao usuário.
Esse crescimento acompanha o aumento da frota e da infraestrutura necessária para sustentar a operação em novos mercados urbanos.
Receita, investimentos e novos serviços
Do faturamento global de cerca de US$ 50 milhões, aproximadamente US$ 30 milhões vieram do Brasil e da América Latina no último ano.
Por isso, metade de uma captação de US$ 20 milhões, em equity e dívida, será destinada à abertura de novos mercados na região em 2026.
A empresa espera dobrar de tamanho e incluir aluguel de bicicletas elétricas, ampliando opções de micromobilidade dentro do mesmo aplicativo.
Outra frente envolve aluguel de power banks em estações de metrô, restaurantes e cafeterias, integrados a uma assinatura única, segundo o CEO.
As declarações foram dadas em entrevista ao InfoMoney, reforçando o Brasil como eixo central do futuro da companhia.
Com informações de Infomoney.
