Brasil firma compromisso global e prioriza tecnologias de emissão zero para veículos pesados
O Ministério dos Transportes confirmou, em 12 de novembro de 2025, a adesão ao acordo internacional Drive to Zero.
O acordo envolve 42 países.
Ele estabelece uma estratégia conjunta para eliminar a venda de caminhões e ônibus movidos a combustíveis fósseis até 2040.
O documento foi assinado durante a COP30 em Belém.
As informações constam nos registros da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025.
A seguir, veja os detalhes estruturados com precisão e transições contínuas.
Acordo internacional prioriza eletrificação e hidrogênio, enquanto exclui biocombustíveis
O acordo determina que apenas veículos elétricos e movidos a hidrogênio sejam alternativas válidas para substituir modelos a combustíveis fósseis.
Além disso, o memorando exclui veículos que utilizam biocombustíveis, como etanol, biodiesel e biometano.
A exclusão ocorre porque o critério considera apenas as emissões diretas durante o uso do veículo.
O Ministério dos Transportes afirmou que a coalizão Drive to Zero é liderada pela Colômbia.
A coalizão utiliza uma metodologia que avalia somente as emissões emitidas durante o funcionamento.
Esse critério impacta diretamente a inclusão dos biocombustíveis no acordo.
Metas de 2030 e 2040 definem o cronograma nacional
O documento define metas específicas.
Trinta por cento das vendas de veículos médios e pesados no Brasil deverão ser de emissão zero até 2030.
O índice deverá alcançar 100% até 2040.
Essas metas foram apresentadas durante a COP30 de 2025.
A participação técnica e diplomática do governo brasileiro foi registrada oficialmente.
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Compromisso brasileiro segue diretrizes internacionais do grupo
Após a assinatura, o Brasil deverá seguir as diretrizes tecnológicas da coalizão.
As diretrizes priorizam soluções baseadas em eletrificação e hidrogênio verde.
As tecnologias serão aplicadas no transporte de carga e de passageiros.
O Ministério dos Transportes reforçou essa diretriz em nota oficial de 12 de novembro de 2025.
O governo afirma que o alinhamento internacional oferece previsibilidade regulatória ao setor.
Decisão contrasta com a proposta recente do presidente Lula
A decisão se diferencia do posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na semana anterior à COP30, o presidente defendeu uma proposta para quadruplicar a produção global de combustíveis sustentáveis até 2035, incluindo biocombustíveis brasileiros.
Essa proposta foi registrada na Cúpula do Clima de 2025 e, portanto, consta nos arquivos oficiais da Presidência.
Assim, a divergência expõe diferenças técnicas sobre a medição das emissões e a classificação das fontes energéticas.
Exclusão dos biocombustíveis segue critérios metodológicos do ciclo de vida
Inicialmente, a coalizão afirmou que os biocombustíveis não entram na categoria de energia limpa.
Além disso, o grupo destacou que a classificação depende da avaliação completa do ciclo de vida, incluindo absorção de carbono pelas plantações.
Contudo, o método do Drive to Zero não utiliza essa análise.
Portanto, a categoria sai automaticamente do escopo do acordo.
Posteriormente, a Colômbia apresentou essa metodologia durante a COP30.
Impactos para o agronegócio brasileiro
Ainda assim, os biocombustíveis continuam estratégicos para o agronegócio brasileiro.
Além disso, a pauta envolve oportunidades de exportação de etanol, biodiesel e biometano.
Consequentemente, o setor acompanha os desdobramentos regulatórios posteriores à COP30.
Portanto, o tema permanece prioritário para produtores e exportadores.

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