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Banco Master tem liquidação reconhecida pela Justiça das Bahamas, amplia alcance internacional do processo e coloca ativos no exterior no centro de uma disputa bilionária envolvendo credores, investigações e cooperação entre países

Escrito por Viviane Alves
Publicado em 09/06/2026 às 23:08
Atualizado em 09/06/2026 às 23:10
Fachada de prédio bancário moderno usada para ilustrar a liquidação do Banco Master e a busca por ativos no exterior.
Fachada de instituição bancária ilustra o avanço da liquidação do Banco Master após decisão da Justiça das Bahamas.
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Decisão da Suprema Corte das Bahamas amplia alcance internacional da liquidação e autoriza busca por ativos fora do Brasil.

A liquidação do Banco Master ganhou um novo capítulo fora do Brasil após decisão da Suprema Corte das Bahamas, tomada em 26 de maio de 2026.

A Justiça do país reconheceu o processo conduzido no Brasil e autorizou a EFB Regimes Especiais de Empresas Ltda. a atuar em nome do banco e de outras empresas do grupo.

A medida permite que a liquidante busque, administre e recupere ativos eventualmente localizados no exterior, ampliando o alcance do processo iniciado pelo Banco Central do Brasil.

Decisão amplia alcance da liquidação

Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e nomeou a EFB como liquidante.

A decisão também alcança outras quatro empresas do grupo, incluindo uma instituição de investimento e uma corretora.

Segundo a Suprema Corte das Bahamas, o procedimento brasileiro atende aos requisitos legais locais para casos de insolvência internacional.

Com isso, a atuação da liquidante passa a ter validade no país e pode avançar sobre ativos ligados ao grupo.

Liquidante poderá agir nas Bahamas

A decisão autoriza a EFB a representar as empresas do grupo dentro das Bahamas.

Na prática, a liquidante poderá acessar informações financeiras, localizar ativos, recuperar valores e participar de processos judiciais.

O tribunal afirmou que o reconhecimento busca garantir uma condução justa, eficiente e coordenada da liquidação.

Ativos eventualmente encontrados nas Bahamas poderão ser incorporados ao processo brasileiro, aumentando as chances de pagamento aos credores.

Suspeita de desvio bilionário aparece no processo

A decisão também menciona investigações conduzidas no Brasil envolvendo o Banco Master.

Segundo os autos, há indícios de que Daniel Vorcaro, controlador do banco, e outros envolvidos teriam desviado pelo menos US$ 1 bilhão em ativos.

As suspeitas incluem compra de ativos com valores inflados e concessão de crédito com garantias supervalorizadas.

O documento também cita apurações sobre o uso de recursos de investidores e depositantes, ponto que levou à intervenção do Banco Central.

Linha do tempo do caso Banco Master

O caso avançou em diferentes etapas nos últimos meses.

Novembro de 2025: Banco Central decreta a liquidação extrajudicial do Banco Master.

Março de 2026: novas empresas do grupo entram no processo.

Maio de 2026: Justiça das Bahamas analisa o pedido de reconhecimento internacional.

26 de maio de 2026: Suprema Corte das Bahamas reconhece a atuação da liquidante estrangeira.

Segundo o tribunal, a liquidação no Brasil tem natureza coletiva e busca reunir ativos para pagamento dos credores.

Cooperação internacional ganha força

A Suprema Corte das Bahamas destacou que o processo brasileiro é compatível com as exigências legais do país.

O tribunal também citou a existência de supervisão por autoridades competentes e acesso ao Judiciário.

O juiz mencionou ainda o princípio de cortesia internacional, comum em casos de insolvência transnacional.

Esse mecanismo permite que países cooperem na administração de ativos, dívidas e processos de liquidação.

Credores podem ser beneficiados

A decisão indica que a atuação da liquidante deve garantir tratamento equilibrado aos credores.

Isso inclui credores localizados fora do Brasil.

Com a autorização, ativos eventualmente encontrados nas Bahamas poderão ser identificados e incorporados à liquidação.

A medida pode aumentar as chances de ressarcimento dentro do processo.

A decisão não detalha eventuais recursos, mas ainda cabem questionamentos nas instâncias superiores das Bahamas.

Interessados também podem recorrer à Justiça durante o andamento do processo.

O que você acredita que terá mais peso nesse caso: a recuperação de ativos no exterior ou o avanço das investigações sobre as suspeitas bilionárias? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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