Banco da Amazônia e Banco Mundial firmam operação de crédito de US$ 100 milhões para acelerar projetos de energia limpa na Amazônia Legal, promovendo inclusão social e redução da dependência de diesel.
Em uma iniciativa inédita, o Banco da Amazônia está concluindo uma operação de crédito de US$ 100 milhões com o Banco Mundial, destinada a impulsionar projetos de energia limpa e a transição energética na Amazônia Legal. O objetivo central é reduzir os custos de geração elétrica e ampliar o acesso a fontes renováveis, especialmente em comunidades que ainda dependem do uso de combustíveis fósseis, como o diesel.
A operação, que contará com garantia da República Federativa do Brasil, representa um passo importante na estratégia nacional de descarbonização e de desenvolvimento sustentável.
Financiamento prioriza energia solar, biomassa e pequenas hidrelétricas
O programa, batizado de Aceleração da Transição Energética na Amazônia, financiará uma série de iniciativas voltadas à geração de energia solar, pequenas centrais hidrelétricas, biomassa e sistemas híbridos — modelos que combinam fontes renováveis com armazenamento em baterias e o uso complementar de diesel.
-
Sem decreto, o hidrogênio verde espera há 18 meses para destravar projetos bilionários no Nordeste, enquanto empresas aguardam para avançar com investimentos e contratos
-
Brasil fecha maior leilão de energia da história, contrata 18,97 GW e movimenta R$ 64,5 bilhões para garantir abastecimento até 2031
-
Como a Noruega gera mais energia do que consome usando quase 1.800 hidrelétricas e mais de 1.100 reservatórios
-
Axia Energia investe R$ 1,4 bilhão no 1º trimestre, amplia aportes em 36% e reverte prejuízo com lucro de R$ 3,7 bilhões
Além disso, o projeto prevê investimentos em infraestrutura elétrica, com o objetivo de integrar sistemas isolados ao SIN (Sistema Interligado Nacional). Essa conexão é essencial para garantir maior eficiência e estabilidade no fornecimento de energia, reduzindo custos e impactos ambientais.
Capacitação e inclusão no setor de energia limpa
Outro ponto de destaque do acordo é o investimento social atrelado à operação. O Banco da Amazônia receberá US$ 2,75 milhões destinados ao fortalecimento de sua capacidade técnica e à formação de mão de obra qualificada. A iniciativa busca capacitar jovens, mulheres e minorias, promovendo inclusão e ampliando a participação desses grupos no setor de energia limpa.
O projeto também prevê o desenvolvimento de novos produtos financeiros verdes, além do aprimoramento dos mecanismos de monitoramento de projetos sustentáveis. Durante a fase preparatória, a instituição já havia recebido US$ 500 mil em recursos não reembolsáveis do Banco Mundial para assistência técnica na estruturação da proposta.
Dessa forma, a colaboração entre o Banco da Amazônia e o Banco Mundial reforça o papel estratégico das instituições financeiras no financiamento da transição energética no Brasil. A operação consolida o compromisso com a sustentabilidade regional, estimulando o uso de tecnologias limpas e o fortalecimento das economias locais.
Com o avanço desse projeto, a Amazônia Legal se posiciona como um dos principais polos de experimentação e implementação de energia limpa no país, unindo desenvolvimento, inovação e responsabilidade ambiental.
