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Avenida Paulista recebe obra de R$ 35 milhões para transformar 3,2 mil m² do Conjunto Nacional no primeiro Time Out Market da América Latina

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Escrito por Ana Alice Publicado em 19/10/2026 às 23:34 Atualizado em 19/10/2026 às 23:35
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Time Out Market terá obra de R$ 35 milhões no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, e ocupará 3,2 mil m² com abertura prevista para 2027. - Imagem: Ilustrativa via I.A
Time Out Market terá obra de R$ 35 milhões no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, e ocupará 3,2 mil m² com abertura prevista para 2027. – Imagem: Ilustrativa via I.A
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Obra no primeiro andar do Conjunto Nacional transforma uma área subutilizada em mercado gastronômico de 3,2 mil m², com cozinhas, bares, eventos e inauguração prevista para o primeiro semestre de 2027.

Uma área de mais de 3,2 mil metros quadrados do primeiro andar do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, passa por uma obra de R$ 35 milhões para receber a primeira unidade do Time Out Market no Brasil e na América Latina.

Os trabalhos começaram em junho de 2026 e avançam dentro do edifício modernista, com inauguração prevista para o primeiro semestre de 2027.

A transformação ocorre enquanto o restante do Conjunto Nacional continua em funcionamento. No canteiro visitado neste mês, ainda aparecem paredes abertas, instalações expostas e grandes dutos no teto.

A próxima fase concentrará parte dos trabalhos na montagem das cozinhas e dos sistemas necessários para colocar o mercado gastronômico em operação.

O espaço terá restaurantes e outras operações gastronômicas, bares, café, cozinha-estúdio e áreas para eventos e experiências culturais. Reportagens divulgadas em setembro detalharam 17 restaurantes, uma padaria e três bares, além de aproximadamente 750 lugares para o público.

Obra precisa adaptar um edifício tombado para receber cozinhas de grande porte

A intervenção não envolve erguer um prédio novo. O desafio está em adaptar uma construção existente para uma operação gastronômica que exige infraestrutura técnica própria, sem descaracterizar elementos arquitetônicos do Conjunto Nacional.

Entre os sistemas que precisam ser incorporados estão exaustão, climatização, instalações elétricas e equipamentos para o funcionamento simultâneo das cozinhas.

Parte dessas estruturas já começava a ocupar o teto durante a visita realizada ao canteiro.

O projeto arquitetônico é assinado pelo escritório Levisky Arquitetos Estratégia Urbana. A proposta mantém à vista elementos como vigas, pilares de concreto e partes da estrutura original, combinando-os com a nova infraestrutura necessária para receber o público e as operações gastronômicas.

A condição de bem tombado impõe cuidados adicionais durante a obra.

Em vez de esconder todas as marcas anteriores do imóvel, o projeto procura recuperar características que ficaram cobertas por intervenções realizadas ao longo das décadas e integrá-las ao desenho do novo espaço.

Outro fator interfere diretamente no cronograma: o Conjunto Nacional continua recebendo moradores, trabalhadores, clientes e visitantes durante a construção.

Como atividades com ruído precisam respeitar restrições de horário, demolições, retirada de revestimentos e outros serviços mais barulhentos foram concentrados nas primeiras fases.

Projeto do Time Out Market São Paulo prevê cozinhas em áreas centrais, instalações aparentes e mesas próximas às janelas do Conjunto Nacional. Crédito: Divulgação/Time Out Market Brasil.
Projeto do Time Out Market São Paulo prevê cozinhas em áreas centrais, instalações aparentes e mesas próximas às janelas do Conjunto Nacional. Crédito: Divulgação/Time Out Market Brasil.

Cozinhas ficarão no centro e liberarão o perímetro envidraçado

O desenho da unidade paulistana também terá uma configuração diferente de outros mercados da rede.

As cozinhas serão concentradas em áreas centrais do salão, deixando parte significativa das laterais envidraçadas disponível para circulação e permanência do público.

A solução permite aproveitar a iluminação natural e as vistas voltadas para pontos como a Alameda Santos e a Rua Augusta.

O espaço de 3.250 m² deverá acomodar aproximadamente 750 pessoas, distribuídas entre mesas coletivas, áreas menores e ambientes destinados a diferentes tipos de uso.

Os boxes gastronômicos terão dimensões distintas. Informações divulgadas na apresentação do projeto indicam espaços entre 13 m² e 37 m², além de três bares, cozinha-estúdio e uma área multiuso preparada para eventos, workshops e outras atividades.

O conceito do Time Out Market surgiu em Lisboa, em 2014, a partir da curadoria editorial da própria Time Out.

Desde então, a marca expandiu o formato para cidades como Nova York, Dubai, Barcelona, Montreal, Porto e Osaka. O grupo anunciou oficialmente em junho de 2026 sua entrada em São Paulo como a estreia do formato na América do Sul.

Área do Conjunto Nacional estava subutilizada havia anos

A escolha do Conjunto Nacional está ligada à relação do empresário Benjamin Ramalho, responsável pela operação brasileira, com o edifício.

Segundo informações divulgadas sobre o projeto, ele começou a negociar espaços no local em 2021, quando ainda comandava a CASACOR e buscava um novo endereço para a mostra de arquitetura e decoração.

Parte do primeiro andar estava fechada havia anos.

A ocupação pela CASACOR ajudou a recolocar essas áreas em uso e abriu caminho para outros projetos conduzidos por Ramalho no edifício. Atualmente, o empresário afirma administrar cerca de 10 mil m² distribuídos por diferentes operações dentro do Conjunto Nacional.

Para o Time Out Market, serão utilizados pouco mais de 3,2 mil m².

A localização na Avenida Paulista foi apontada como determinante nas negociações com a marca britânica, que buscava um endereço de alta visibilidade para sua entrada na região.

Inaugurado em 1958, o Conjunto Nacional consolidou um modelo que reúne comércio, escritórios, residências e espaços de lazer no mesmo edifício. Essa mistura de usos também pesou na escolha do imóvel para receber o novo mercado.

R$ 35 milhões correspondem à implantação do espaço

O investimento divulgado para a implantação do Time Out Market é de R$ 35 milhões.

Esse valor está ligado à preparação da unidade, incluindo a infraestrutura comum e as adaptações necessárias antes da abertura.

Há ainda um acordo separado com a fintech Nomad. A parceria prevê mais de R$ 100 milhões ao longo de dez anos, mas esse montante não deve ser confundido com o custo da obra.

O contrato envolve direitos de experiência, ações de marca, eventos e outras iniciativas durante o período da parceria.

A operação brasileira ficará sob responsabilidade da Time Out Market Brasil, ligada à Giunina LLC, de Benjamin Ramalho, por meio de um acordo de franquia master com o Time Out Group.

Embora anúncios divulgados em setembro apontassem abertura no primeiro trimestre de 2027, a atualização mais recente trabalha com uma previsão mais ampla: inauguração durante o primeiro semestre de 2027, ainda sem uma data definida.

Até lá, o cronograma seguirá concentrado nas instalações técnicas, construção das cozinhas e preparação dos ambientes internos.

Com as intervenções avançando dentro do primeiro andar, a obra transforma uma área que permaneceu subutilizada durante anos em um novo uso para o Conjunto Nacional, mantendo parte da estrutura original aparente enquanto incorpora a infraestrutura exigida por uma operação gastronômica de grande porte.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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